"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

José
Morais Sampaio
1.º Cabo de Armas Pesadas de Infantaria,
n.º 1061/64
Companhia de Caçadores 803
«OS DIABOS DA SELVA»
Moçambique:
19Jun1965 a 16Set1967
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
José Morais
Sampaio, 1.º Cabo de Armas Pesadas
de Infantaria, n.º 1061/64, natural
da freguesia de Vilar Seco, concelho
de Nelas, distrito de Viseu;
Em
Abril de 1964, incorporado no
Regimento de Infantaria 10 (RI10 -
Aveiro) «SENTINELA DO VOUGA» -
«UBI
HONOR GLORIA»;
Tirou a especialidade de Armas
Pesadas (Metralhadora) no Regimento
de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI
GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», após a
especialização
foi
colocado no Regimento de Infantaria
16 (RI16 - Évora) «CONDUTA BRAVA E
EM TUDO DISTINTA» e
mobilizado
por este regimento para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique;
Em 21 de Maio de 1965, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Infante Dom Henrique’, integrado na
Companhia de Caçadores 803 (CCac803)
«OS DIABOS DA SELVA», rumo ao porto
da cidade de Porto Amélia, onde
desembarcou no dia 19 de Junho de
1965;
A
sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria
Victor da Silva e Sousa, após o
desembarque, seguiu para Mueda onde
efectuou intenso treino operacional;
em 24 de Julho de 1965, montou base
em Muidumbe, onde rendeu a Companhia
de Caçadores 607 (CCac607) «FORTES E
JUSTOS» na operação "Águia",
(efectuada no planalto dos
Macondes
de 02 de Julho a 11 de Setembro de
1965) sob o comando do Batalhão de
Caçadores de Nampula (BCacNampula)
«AD GLORIAM FAMA VOLAT» com o Posto
de Comando naquela localidade; no
decurso
daquela
operação, efectuou as operações
"Águia Azul" (N da picada Muatide -
Muidumbe), "Águia
Amarela"
(zona de Sanegure) e "Melro" (SE de
Namaua); terminada a operação
"Águia", manteve-se em Muidumbe, na
dependência operacional do Batalhão
de Caçadores 596 (BCac596) e do
Batalhão de Caçadores 1872
(BCac1872) «FALCÕES DE MOÇAMBIQUE» -
«FIRMES E CONSTANTES», (rendeu em
Dezembro de 1965 o primeiro em
Mueda); guarneceu temporariamente
Nangololo com um
pelotão;
efectuou escoltas a colunas de
reabastecimento para Mueda,
patrulhamentos e
nomadizações,
nomeadamente nas regiões de Muatide,
Napula, Muidumbe e margem esquerda
do rio Messalo; participou na
operação "Papagaio" (entre Muidumbe
e estrada Macomia - Mocímboa da
Praia); rendida pela Companhia de
Cavalaria 1510 (CCav1510) do
Batalhão
de
Cavalaria 1880 (BCav1880) «A SORTE
PROTEGE O VALENTES», regressou a
Mueda em Fevereiro de 1966; rendeu a
Companhia de Caçadores 550
(CCac550); sob o comando do Batalhão
de
Cavalaria
1880 (BCav1880) «A SORTE PROTEGE O
VALENTES», que rendera naquele mês o
Batalhão de Caçadores 1872
(BCac1872) «FALCÕES DE MOÇAMBIQUE» -
«FIRMES E CONSTANTES» em Mueda,
efectuou escoltas a colunas para
Mocímboa do Rovuma e patrulhamentos,
designadamente na região de Chomba,
nas picadas Mueda - Miteda, Mueda -
Namaua
e
Mueda – Sagal; tomou parte nas
operações "Cilindragem" (região
entre Mueda, Miteda, Nangololo,
Muidumbe e rio Messalo) e "Mandioca"
(Mueda, Namaua e Mutamba dos
Macondes);
rendida pela Companhia de Caçadores
1592 (CCac1592) «FIRMES E
CONSTANTES» - «NON NOBIS», foi
transferida para Ancuabe em 16 de
Outubro de 1966, onde substituiu um
pelotão da Companhia de Caçadores
1569 (CCac1569) «FIRMES E
CONSTANTES»
-
«NON NOBIS», sedeada em Mucojo,
ficando sob o comando operacional do
Batalhão de Caçadores de Porto
Amélia (BCacPortoAmélia) «EM GUARDA»
- «FRONTEIROS DO NORTE» [esta
unidade, em Abril de 1967, passou a
designar-se por Batalhão de
Caçadores
14
(BCac14)] (subsector BPA); destacou
um pelotão para a ilha de Ibo e uma
secção para Ocua (ponte do rio
Lúrio); tomou parte, entre outras,
na operação "Ripagem" (região entre
os rios Micoca e Messalo e estrada
Chai -
Macomia);
rendida pela Companhia de Caçadores
1618 (CCac1618) «UBI GLORIA OMNE
PERICULUM DULCE», foi colocada em
Ponta Mahone, em 02 de Dezembro de
1966; rendeu a Companhia de
Caçadores 695 (CCac695). Teve a seu
cargo
a segurança dos paióis de Benfica,
com efectivo pelotão (+) ali
destacado; a partir de Março de
1967, cedeu um pelotão de reforço à
Companhia de Caçadores 63 (CCac63)
(Chibuto) destacado em Mabalane; sob
o comando operacional do Batalhão de
Caçadores de Lourenço Marques
(BCacLMarques) «PRIMEIRO ENTRE OS
IGUAIS» [esta unidade, em Abril de
1967, passou a designar-se por
Batalhão de Caçadores 18 (BCac18)],
a
actividade
da companhia, consistia em
patrulhamentos e contacto com
autoridades gentílicas e com a
população, nomeadamente das regiões
de Bela Vista, Filipe, Zitundo,
Catuane, Machangulo, Santaca,
Catembe, Mugazine, Changulo, Mahau,
Majuba, Madjajane, Salamanga,
Manhoca e Ponta Mahone; em Setembro
de 1967, foi rendida em Ponta
Mahone, pela Companhia de Caçadores
1554 (CCac1554) do Batalhão de
Caçadores 1889 (BCac1889) «AD JUSTAM
PACEM».

Louvado por feitos em combate no
teatro de operações de Moçambique,
por proposta do Comandante da
Companhia de Caçadores 803,
publicado na Ordem de Serviço n.º
185, de 28 de Outubro de 1966, do
Comando do Sector B;
Em 16 de Setembro de 1967, regressou
à Metrópole;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Moçambique, de 30 de
Outubro de 1967, publicado na Ordem
do Exército n.º 6 – 3.ª série, de
1968 e no Jornal do Exército n.º
114, página 59, de Junho de 1969.
----------------------------------
Cruz de Guerra de 4.ª classe
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 1061/64
JOSÉ MORAIS SAMPAIO
CCac803 - RI16
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 6 – 3.ª série,
de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Moçambique, de 30
de Outubro de 1967:
O 1.º Cabo n.º 1061/64, José Morais
Sampaio, da Companhia de Caçadores
n.º 803 - Regimento de Infantaria
n.º 16.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
185, de 28 de Outubro de 1966, do
Comando do Sector B):
Por proposta do Comandante da
Companhia de Caçadores 803, louvo o
1.º Cabo n.º 1061/64, José Morais
Sampaio, da mesma Companhia, pela
excepcional coragem, decisão e
espírito de sacrifício que
demonstrou em todas as acções em que
durante mais de quinze meses tomou
parte.
Distinguiu-se em todas as emboscadas
montadas pelo inimigo, em que, como
apontador de metralhadora Breda,
sempre ficou em cima da viatura,
agarrado à sua arma, de peito feito
às balas do inimigo, inclusivamente
resolvendo debaixo de fogo os
incidentes de tiro da sua arma,
contribuindo pela sua acção pessoal
para o êxito da missão.
Comandando interinamente a Secção de
Armas Pesadas, de que faz parte,
tem-se mostrado muito eficiente,
capaz de ocupar qualquer posto de
serviço dentro da sua Secção,
inclusivamente o de Comandante.
Sempre pronto para tudo,
excepcionalmente cumpridor, zeloso,
correcto e aprumado, o 1.º Cabo
Sampaio é bem digno da admiração e
respeito de todos os camaradas e
superiores, pela forma evidente como
tem contribuído para o prestígio do
Exército que devotadamente serve.
----------------------------------
Jornal do Exército n.º 114, página
59, de Junho de 1969

