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Condecorações

João Vicente Ventura Baptista, Soldado de Cavalaria, n.º 1238/64, da CCav1401/BCav1851
 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  
 
 
João Vicente Ventura Baptista
 
Soldado de Cavalaria, n.º 1238/64
 
Companhia de Cavalaria 1401
 
Batalhão de Cavalaria 1851
 
«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
 
Angola: 02Ago1965 a 22Ago1967
 
 
Cruz de Guerra de 4.ª classe
 
Louvor Individual
 
João Vicente Ventura Baptista, Soldado de Cavalaria, n.º 1238/64; 

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 24 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) do Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1965;

 

A sua subunidade de cavalaria foi colocada em Vila Pimba; em 23 de Setembro de 1966, rodou para o Dundo;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por despacho do General Comandante da Região Militar de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 12, de 10 de Fevereiro de 1677, do Quartel-General da Região Militar de Angola e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 152;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, pelo despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 14 de Março de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 11 - 3.ª série, de 20 de Abril de 1967;

 

Em 22 de Agosto de 1967, embarcou no NTT “Uíge” de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 3 de Setembro de 1967.

 
 
Cruz de Guerra de 4.ª classe
 
Soldado de Cavalaria, n.º 1238/64
JOÃO VICENTE VENTURA BAPTISTA
 
CCav1401/BCav1851 - RC3
ANGOLA

4.ª CLASSE

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 11 – 3.ª série, de 20 de Abril de 1967.

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 14 de Março de 1967:

O Soldado n.º 1283/64, João Vicente Ventura Baptista, da Companhia de Cavalaria n.º 1401 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 Regimento de Cavalaria n.º 3.

Transcrição dos louvores que originaram a condecoração.

(Publicados na Ordem de Serviço n.º 12, de 10 de Fevereiro de 1677, do Quartel-General da Região Militar de Angola):

Que por despacho de 1 de Fevereiro de 1967, o General Comandante da Região Militar de Angola, louva:

a) O Soldado n.º 1283/64, João Vicente Ventura Baptista, da Companhia de Cavalaria n.º 1401 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 Regimento de Cavalaria n.º 3, porque durante os ataques sofridos pela coluna da qual fazia parte, demonstrou possuir notáveis qualidades de coragem, decisão, sangue-frio, serena energia e espírito de abnegação debaixo de intenso fogo inimigo.

Quando de um ataque inimigo a uma coluna, em 30 de Maio de 1966Mai66, no desempenho das funções de municiador de Lança-Granadas Foguete, tornando-se necessário ir a uma viatura buscar granadas para a sua arma, não hesitou em percorrer o espaço que o separava dela, debaixo de fogo inimigo que procurava alvejá-lo, conseguindo assim que o seu apontador pudesse continuar a bater as posições, de onde a coluna estava a ser fortemente atacada.

Quando de outra emboscada em 01 de Junho de 1966, além de ter sido um dos elementos que mais fortemente reagiram a esse ataque inimigo, ajudou a retirar corajosamente da "zona de morte", voltando a ela várias vezes, cinco feridos das Nossas Tropas, colaborando com os enfermeiros no seu tratamento.

A sua actuação sob fogo intenso do inimigo, indiferente à sua própria segurança, constituiu um belo exemplo de excelsas virtudes militares.

b) O Soldado n.º 1283/64, João Vicente Ventura Baptista, da Companhia de Cavalaria n.º 1401 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 Regimento de Cavalaria n.º 3, por, em combate no dia 10 de Julho de 1966, ter mais uma vez evidenciado notáveis qualidades de coragem, valentia, decisão, sangue-frio, espírito de sacrifício e desprezo pela vida, debaixo de intenso fogo.

Ao desencadear-se a emboscada, imediatamente saltou da sua viatura e avançou a peito descoberto na direcção do núcleo inimigo, que fazia a detenção à retaguarda, batendo-o pelo fogo da sua metralhadora, conjuntamente com outro camarada, assim se mantendo até ser ferido pelo inimigo e ter de abandonar a luta.

Até ser evacuado, sempre demonstrou uma calma surpreendente, exortando os seus camaradas no prosseguimento do combate, muito tendo contribuído com a sua atitude para os bons resultados obtidos no local de acção.

Pela sua valorosa e destemida actuação frente ao inimigo, nesta acção e noutras anteriores, demonstrou excelsas qualidades de combatente, que merecem muito justamente ser novamente realçadas.
 

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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
 
A partida do NTT 'Vera Cruz'
 
 
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Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de 1967
 
O regresso. Chegada a Lisboa do NTT 'Uíge'
 
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