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Condecorações

David da Silva, 1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 08165164

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fotos cedidas por Sfigo Susana

 

David da Silva

 

1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 08165164

 

 

Companhia de Cavalaria 1450

 

Batalhão de Cavalaria 1863 «PRONTOS PARA TUDO»

 

Angola: 23Out1965 a 22Abr1967 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual e Colectivo

(Título póstumo)

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado existente no texto que se segue:

 

David da Silva, 1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 08165164, nascido no ano de 1944, no lugar de Lamas, na freguesia de Moledo, concelho de Castro Daire, filho de Laurentino Silva e de Margarida Silva, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1450 (CCav1450) do
Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863) «PRONTOS PARA TUDO» [contém Actividade, Louvor Colectivo e Cruz de Guerra de 2.ª classe do Ten-Coronel Fernando Rodrigues de Sousa Costa], rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 23 de Outubro de 1965;


Em Outubro de 1965, a sua subunidade de cavalaria foi colocada em Teixeira de Sousa, depois, a partir de Dezembro de 1966, foi transferida para Cavungo, onde se manteve até Fevereiro de 1967, altura que rodou para Lumbala;


Faleceu no dia 22 de Abril de 1967, em consequência de rajada no peito e braço esquerdo, devido a emboscada do MPLA, ocorrida pelas 16H00, no itinerário Chilombo – Lunache, a 12 Km de Chilombo (nota);

 

Está inumado na campa n.º 22, da fileira n.º 1, do talhão Militar, no cemitério de Cazombo, em Angola.
 

Paz à sua Alma

 

Louvado, a título póstumo, publicado na Ordem de Serviço n.º 14, de 11 de Agosto de 1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola;

 

Agraciado, a título póstumo, com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 14 de Novembro de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 36 - 3.ª série, de 1967

 

Louvor colectvo, atribuído pelo despacho de 6 de Junho de 1967 do General Comandante de Região Militar de Angola, publicado na Revista da Cavalaria, edição de 1967, pág. 206.

 

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(nota):

 

Naquele fatídico dia - 22 de Abril de 1967 - tombou, também, em combate o militar:

 

Hermenegildo Boavida Carvalho, Soldado Condutor Auto-Rodas, n.º 01132265

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Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

1.° Cabo de Cavalaria, n.º 1726/65
DAVID DA SILVA
 

CCav1450 / BCav1863 - RC7
ANGOLA


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª série, de 1967.


Por Portaria de 14 de Novembro de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o 1.º Cabo n.º 1726/54, David da Silva, da Companhia de Cavalaria n.º 1450 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 14, de 11 de Agosto de 1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola):


Louva, a título póstumo, o 1.º Cabo n.º 1726/65, David da Silva, da Companhia de Cavalaria n.º 1450 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863 - Regimento de Cavalaria n.º 7, porque cerca das 16H00 do dia 22 de Abril de 1967, quando as Nossas Tropas foram sujeitas pelo inimigo, a uma emboscada, no itinerário Lunache - Chilombo, tendo sido gravemente ferido, logo às primeiras rajadas, no braço esquerdo e peito do mesmo lado, num gesto da mais elevada coragem, manteve ainda a serenidade suficiente para retirar a cavilha de uma granada de mão e lançá-la, contribuindo assim para calar o inimigo.


Apesar das intensas dores de que era vítima, vindo a falecer poucas horas depois, o 1.º Cabo Silva, numa manifestação do mais elevado espírito de sacrifício, manteve-se em profundo silêncio para que o inimigo não se apercebesse de que tinha provocado feridos nas Nossas Troas, constituindo, com o seu procedimento, um exemplo de nobres virtudes militares de que só os valentes são capazes e provocando a admiração e respeito por tão grandioso patriotismo.

 

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Louvor Colectivo:

 

"BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1863


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1863, pelo entusiasmo e invulgar interesse que tem vindo a revelar no desempenho de todas as missões que lhe foram conferidas, durante cerca de dezanove meses de comissão.


Localizado durante todo este período no Saliente do Cazombo, orientou criteriosamente as suas múltiplas actividades adaptando-se às características geográficas e étnicas do sector, aquelas com terrenos difíceis de chana alagada e de montanha, estas com populações fortemente ligadas às autoridades tradicionais e sujeitas a uma activa propaganda do exterior.


Este Batalhão levou a efeito uma intensa actividade operacional por toda a sua vasta zona de acção, inicialmente com vista ao controle das populações e detecção dos primeiros indícios de subversão, e a partir de Maio de 1966, empenhando-se na luta contra bandos armados.


É justo referirem-se os bons resultados obtidos em muitas acções e várias operações realizadas com carácter vincadamente ofensivo e ainda na protecção das populações sujeitas às sevícias do inimigo.


Sobre este último aspecto, merece especial destaque a acção conduzida pelo Batalhão de Cavalaria n.º 1863, cujo comando inteligentemente tem envidado todos os seus esforços, em estreita colaboração com as autoridades civis, para o reordenamento das populações, em grande parte regressadas dos territórios limítrofes. Assim, começaram a surgir novas povoações em locais escolhidos e com as condições de vida necessárias à elevação social destas populações que reiniciaram uma nova vida, garantindo os seus meios de subsistência e de auto-defesa, com completa adesão à nossa missão. Simultaneamente viu-se facilitada a acção de controle destes povos, desde então subtraídos à influência e às solicitações do inimigo.


Deste modo, o Batalhão de Cavalaria n.º 1863 tem-se creditado como uma excelente Unidade, disciplinada e com elevado espírito de missão, que bem merece o reconhecimento da Região Militar de Angola que lhe é conferido neste louvor.


(Despacho de 6 de Junho de 1967 do General Comandante de Região Militar de Angola)
"
 

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Partida do NTT 'Vera Cruz', no dia 14 de Outubro de 1965

Notícia publicada no Diário de Lisboa, edição n.º 15384, pág. 11

 

 

 

 

 

 

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