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Condecorações

Feliciano da Silva Santos, 1.º Cabo Maqueiro, n.º 1839/65, da CCav1451/BCav1863

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas, mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

Feliciano da Silva Santos
 

1.º Cabo Maqueiro, n.º 1839/65


Companhia de Cavalaria 1451


Batalhão de Cavalaria 1863

«PRONTOS PARA TUDO»


Angola: 23Out1965 a 12Dez1967
 


Cruz de Guerra de 4.ª classe


Louvor Individual e Colectivo


Feliciano da Silva Santos, 1.º Cabo Maqueiro, n.º 1839/65.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola.


No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1451(CCav1451) do Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863) «PRONTOS PARA TUDO», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 23 de Outubro de 1965.


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Joaquim Simões Pereira, foi colocada em Lumbala; em Fevereiro de 1967 foi transferida para o Cavungo, onde se manteve até final da comissão de serviço.


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1863 – por despacho do General Comandante de Região Militar de Angola, de 6 de Junho de 1967, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 206:


Louvor Colectivo


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1863


(Despacho de 06 de Junho de 1967 do General Comandante de Região Militar de Angola)


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1863, pelo entusiasmo e invulgar interesse que tem vindo a revelar no desempenho de todas as missões que lhe foram conferidas, durante cerca de dezanove meses de comissão.


Localizado durante todo este período no Saliente do Cazombo, orientou criteriosamente as suas múltiplas actividades adaptando-se às características geográficas e étnicas do sector, aquelas com terrenos difíceis de chana alagada e de montanha, estas com populações fortemente ligadas às autoridades tradicionais e sujeitas a uma activa propaganda do exterior.


Este Batalhão levou a efeito uma intensa actividade operacional por toda a sua vasta zona de acção, inicialmente com vista ao controle das populações e detecção dos primeiros indícios de subversão, e a partir de Maio de 1966, empenhando-se na luta contra bandos armados.


É justo referirem-se os bons resultados obtidos em muitas acções e várias operações realizadas com carácter vincadamente ofensivo e ainda na protecção das populações sujeitas às sevícias do inimigo.

 
Sobre este último aspecto, merece especial destaque a acção conduzida pelo Batalhão de Cavalaria n.º 1863, cujo comando inteligentemente tem envidado todos os seus esforços, em estreita colaboração com as autoridades civis, para o reordenamento das populações, em grande parte regressadas dos territórios limítrofes. Assim, começaram a surgir novas povoações em locais escolhidos e com as condições de vida necessárias à elevação social destas populações que reiniciaram uma nova vida, garantindo os seus meios de subsistência e de auto defesa, com completa adesão à nossa missão. Simultaneamente viu-se facilitada a acção de controle destes povos, desde então subtraídos à influência e às solicitações do inimigo.


Deste modo, o Batalhão de Cavalaria n.º 1863 tem-se creditado como uma excelente Unidade, disciplinada e com elevado espírito de missão, que bem merece o reconhecimento da Região Militar de Angola que lhe é conferido neste louvor.


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 26, de 31 de Março de 1967, do Quartel-General da Região Militar de Angola, e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 127.


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 29 de Abril de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª série, de 1967:


1.º Cabo Maqueiro, n.º 1839/65
FELICIANO DA SILVA SANTOS
 

CCav1451/BCav1863 - RC7
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª série, de 1967.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 29 de Abril findo, o 1.º Cabo n.º 1839/65, Feliciano da Silva Santos, da Companhia de Cavalaria n.º 1451 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 26, de 31 de Março de 1967, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvado o 1.º Cabo Maqueiro n.º 1839/65, Feliciano da Silva Santos, da Companhia de Cavalaria n.º 1451 do Batalhão de Cavalaria n.º 1863, pela coragem, sangue-frio e elevado espírito de missão evidenciados, debaixo de intenso fogo inimigo, durante o ataque que este efectuou ao destacamento de Caripande, em Novembro de 1966, o qual se prolongou pelo espaço de cerca de uma hora e meia.


Logo aos primeiros tiros e granadas lançadas pelo inimigo ficaram feridos dois guardas da PSP, um dos quais veio a falecer posteriormente. De imediato o 1.º Cabo Maqueiro Silva Santos, juntamente com um seu camarada [1.º Cabo de Cavalaria Manuel José dos Santos] que voluntariamente se ofereceu para o auxiliar, atravessou uma zona descoberta e batida pelo fogo inimigo, pondo assim à prova as suas elevadas qualidades de abnegação, determinação e serenidade debaixo de fogo.


Após a recolha dos feridos teve ainda este 1.º Cabo ocasião de demonstrar a sua calma e competência ministrando àqueles o tratamento e cuidados adequados.


No dia 13 de Dezembro de 1967, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 23 de Dezembro de 1967.

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Notícia:

 

Partida do BCav1863 para Província Ultramarina de Angola

 

 

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Notícia:

 

Chegada do BCav1863 à Metrópole

 

 


 

A fotografia foi extraída da Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 127, e que foi posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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