Manuel Torres Campino, 1.º
Cabo de
Cavalaria, n.º
02535765,
da CCav1484
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA E GLÓRIA

Manuel
Torres Campino
1.º Cabo de
Cavalaria, n.º
02535765
Companhia de Cavalaria 1484
«VONTADE E AUDÁCIA»
«QUO TOTA VOCANT»
Guiné: 26Out1965 a 27Jul1967
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Manuel Torres Campino, 1.º
Cabo de
Cavalaria, n.º
02535765,
natural da freguesia de Aldeia Velha, concelho de Avis;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa)
«QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina da Guiné;
No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria
1484
(CCav1484) «VONTADE E AUDÁCIA» - «QUO TOTA VOCANT», rumo
ao estuário do Geba
(Bissau),
onde desembarcou no dia 26 de Outubro de 1965;
A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de
Cavalaria Rui Manuel Soares Pessoa de Amorim, após o
desembarque, foi colocada no
subsector
de Nhacra, onde substituiu a Companhia de Artilharia 565
(CArt565) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», com um pelotão em
Safim, ficando integrada no dispositivo do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857)
«TRAÇAMOS
A VITÓRIA», com vista à segurança e protecção das
instalações e das populações da área; de 1 a 8 de
Novembro de 1965, reforçou ainda o Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS»
- «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», para adaptação operacional na
região de Mansoa; em 6 de
Junho
de 1966, foi transferida para Catió, onde substituiu a
Companhia de Caçadores 728 (CCac728) «OS PALMEIRINS», na
função de intervenção e reserva do Batalhão de Caçadores
1858 (BCac1858)
«FIRMES
E CONSTANTES» e depois do Batalhão de Artilharia 1913
(BArt1913) «POR PORTUGAL - UM POR TODOS, TODOS POR UM»,
tendo tomado parte em diversas operações nas regiões de
Mato Farroba, Cabedú, Cabolol e Cansalá, entre outras;
realizou patrulhamentos, escoltas e emboscadas nas
regiões de Cufar, Canjola e outras e tendo ainda
destacado
pelotões, por períodos variáveis, para reforço de outras
guarnições do sector; de 16 de Julho a 8 de Setembro de
1966 e de 12 a 27 de Novembro de 1966, foi deslocada,
temporariamente,
para os subsectores de Cachil e Cufar, a fim de
substituir aCompanhia de Caçadores 726 (CCac726)
«CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA» e Companhia de
Caçadores 763 (CCac763)
«NOBRES
NA PAZ E NA GUERRA» até à chegada e final da adaptação
operacional das Companhia de Caçadores 1587 (CCac1587)
«EXCELENTE E VALOROSO» e Companhia de
Caçadopres
1621 (CCac1621) «EXCELENTE E VALOROSO», respectivamente,
regressando a Catió por fracções; a partir de 26 de
Abril de 1967, manteve um pelotão
destacado
em Cachil, em reforço das guarnições locais, assegurando
no subsector de Cachil
a
adaptação operacional da Companhia de Artilharia 1689
(CArt1689) do Batalhão de Artilharia 1913 (BArt1913)
«POR PORTUGAL - UM POR TODOS, TODOS POR UM», a partir de
2 de Maio de 1967; em 19 de Julho de 1967, foi
substituída em Catió pela Companhia de Artilharia 1689
(CArt1689) do Batalhão de Artilharia 1913 (BArt1913)
«POR PORTUGAL - UM POR TODOS, TODOS POR UM» e recolheu a
Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
Louvado
por feitos em combate no teatro de operações da
Província Ultramarina da Guiné, publicado na Ordem de
Serviço n.º 32, de 20 de Julho de 1967, do
Quartel-General do Comando Territorial Independente da
Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página
134;
Em 27 de Julho de 1967, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de
Agosto de 1967;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 25 de Setembro de 1967, publicado na Ordem do
Exército n.º 30 – 3.ª série, de 30 de Outubro de 1967.
----------------------------
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 02535765
MANUEL TORRES CAMPINO
CCav1484 - RC7
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º 30 – 3.ª série, de 30
de Outubro de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto 35 667, de 28 de Maio de 1946,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da
Guiné, de 25 de Setembro de 1967:
O 1.º Cabo n.º 02535765, Manuel Torres Campino, da
Companhia de Cavalaria n.º 1484, adida ao Batalhão de
Artilharia n.º 1913 – Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 32, de 20 de Julho de
1967, do Quartel-General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Louvo o 1.º Cabo n.º 572/65 (02535765), Manuel Torres
Campino, da Companhia de Cavalaria n.º 1484 – Regimento
de Cavalaria n.º 7, porque no decorrer das operações em
que tem vindo a desempenhar as funções de Comandante de
Secção, evidenciou óptimas qualidades de comando que se
traduzem no perfeito domínio e autoridade sobre os seus
subordinados, nomeadamente no aspecto da disciplina de
fogo e manobra da sua pequena Subunidade, sob o fogo
inimigo.
Pelo seu exemplo de bravura, serenidade e desprezo pelo
perigo frente ao inimigo, pelo seu espírito de
disciplina e correcção, o 1.º Cabo Campino granjeou a
admiração e estima dos seus superiores e camaradas.