Celso Lopes Ferreira, Alferes Mil.º
Atirador de Cavalaria, da CCav2400/BCav2850
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Celso
Lopes Ferreira
Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria
Comandante de pelotão
da
Companhia de Cavalaria
2400
Batalhão de Cavalaria 2850
«NOBRE LEAL CORAJOSO»
«...NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Moçambique: 11Ago a
15Nov1968
(data do falecimento)
2 Louvores Colectivos
(Título póstumo)
Celso Lopes Ferreira,
Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria, n.º
00102065,
nascido na freguesia de Santiago de
Besteiros, concelho de Tondela, filho de
António Ferreira do Pomar e de Floripes
Marques Lopes, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento
de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) Regimento de
Cavalaria 3
(RC3
– Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA
GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique;
No dia 23 de Julho de
1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde
Óbidos,
embarcou no NTT ‘Vera Cruz', como comandante
de pelotão
da Companhia de Cavalaria 2400
(CCav2400) do Batalhão de Cavalaria 2850
(BCav2850)
«NA
GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE - NOBRE LEAL
CORAJOSO», rumo ao porto da cidade da Beira,
onde desembarcou no dia 11 de Agosto de
1968;
A sua subunidade de
cavalaria foi colocada em Cassuende, onde
rendeu a Companhia de Artilharia 2385
(CArt2385) «O CÉU, A TERRA E AS ONDAS
ATROANDO»;
Louvor Colectivo -
Companhia de Cavalaria 2400, publicado na Ordem de
Serviço n.º 17, de 11 de Novembro de 1968, do Batalhão
de Cavalaria 2850 e na Revista da Cavalaria, edição de
1970, pág. 154;
Faleceu no dia 15 de
Dezembro de 1968, na região de Cassuende, em
consequência de ferimentos em combate;
Paz à sua Alma
Está inumado no cemitério
da freguesia da sua naturalidade.
Louvor Colectivo -
Batalhão de Cavalaria 2850, publicado na Ordem de
Serviço n.º 47, de 9 de Julho de 1969, do Comando da
Região Militar de Moçambique e na Revista da Cavalaria,
edição de 1970, pág.s 150 e 151.
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CCav2400 - Louvor
colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA
N.º 2400
(Ordem de
Serviço n.º 17, de 11 de Novembro de
1968,
do Batalhão de
Cavalaria 2850)
Louvo os Grupos de Combate da Companhia
de Cavalaria n.º 2400, que, sob o
comando do Alferes Miliciano de
Cavalaria Celso Lopes Ferreira, actuaram
por forma altamente eficiente, no
passado dia 27 de Outubro, na realização
de uma acção contra o inimigo, de
efectivo sensivelmente igual ao seu, de
que resultou a captura de
importantíssimo material e baixas ao
inimigo.
Na verdade, tendo o Comandante dos
Grupos de Combate, Alferes Celso
Ferreira, planeado a acção, exigindo ao
pessoal a estadia de toda uma noite, a
distância de 300 metros do inimigo, e
seu posterior desenvolvimento,
envolvendo e executando o assalto, todos
os elementos das Nossas Tropas se
comportaram de forma tal, que, não só
conseguiram que o inimigo os não
detectasse, como, pela determinação
posta no assalto, apesar da pronta e
intensa reacção do inimigo pelo fogo,
obtiveram resultados tão brilhantes.
A acção referida honra todos os
intervenientes da Companhia de Cavalaria
2400, honra a Companhia de Cavalaria
2400 e o seu Batalhão, e inscreve-se na
gloriosa tradição da Arma de Cavalaria.
É com muita satisfação e orgulho que,
como Comandante do Batalhão de Cavalaria
n.º 2850, o faço realçar.
(in Revista da
Cavalaria do ano de 1970, pág. 154)
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BCav2850 - Louvor
colectivo
(Ordem de Serviço n.º 47, de 9 de
Julho de 1969, do
Comando da Região
Militar de Moçambique)
BATALHÃO DE CAVALARIA
N.º 2850
Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 2850,
porque, logo após a chegada à província,
em Agosto de 1968, sendo destinado a um
Sector de grande importância, onde
alastrava a subversão, vem afirmando-se
como Unidade de elite e contribuindo
eficazmente, com o seu entusiasmo e
vontade de bem cumprir, para a melhoria
da situação na área que lhe foi
confiada.
Não obstante a inicial deficiência das
instalações, que, à custa de muito
esforço, melhorou, conseguiu, mercê da
criteriosa utilização dos seus meios
normais e dos meios heli postos à
disposição do Sector, exercer notável e
persistente acção na área à sua
responsabilidade, e que, situada numa
difícil por delicada, zona fronteiriça,
abrange vasta e acidentada área,
utilizada pelas forças inimigas corno
principal linha de infiltração nas suas
incursões para o interior do distrito,
onde a sua acção era mais relevante.
Ao seu espírito ofensivo, criterioso
planeamento das acções a realizar,
entusiasmo e generoso esforço das suas
tropas, se deve valiosa contribuição
para um mais completo esclarecimento da
situação do inimigo, na área onde
deficientemente conhecido, e ainda para
a limpeza de toda a região.
Para tanto, houve de se empenhar em
variadíssimas acções de combate, nas
quais se distinguiu, infligindo duros
golpes na estrutura inimiga instalada no
sub-Sector, sendo de salientar, em
especial, a actuação nas operações
helitransportadas «EQUATOR», «GARDEN»,
«BIRTHDAY», «NATAL» e «SUCCÉSS», onde o
Batalhão demonstrou capacidade, valor e
perfeita adaptação a esse tipo de
operações.
Da sua notável actividade, é grato a
este Comando dar público louvor,
assinalando o entusiasmo e vontade do
Batalhão no cumprimento da sua missão.
in Revista da
Cavalaria, edição de 1970, pág.s 150 e
151)
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