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Condecoração

Rafael Jesus Lopes, Soldado de Cavalaria, n.º 13672469, da CCav2721

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

Rafael Jesus Lopes

 

Soldado de Cavalaria, n.º 13672469

 

Companhia de Cavalaria 2721

«INFERNAIS AVANTE»

 

Guiné: 11Abr1970 a 28Fev1972

 

Prémio Governador da Guiné

 

Louvor Individual

 

 

Rafael Jesus Lopes, Soldado de Cavalaria, n.º 13672469, natural da freguesia de Alcaravela, concelho do Sardoal, distrito de Santarém.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 4 (RC4 - Santa Margarida) «PERGUNTAI AO INIMIGO QUEM SOMOS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 4 de Abril de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Carvalho Araújo’, integrado na Companhia de Cavalaria 2721 (CCav2721) «INFERNAIS AVANTE», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 11 de Abril de 1970;


A sua subunidade de cavalaria, comandada, sucessivamente, pelos Capitães de Cavalaria Francisco Vasco Gonçalves Moura Borges e Mário António Batista Tomé, em 13 de Abril de 1970, seguiu para Olossato, a fim de efectuar a sobreposição e render a Companhia de Caçadores 2402 (CCac2402) do Batalhão de Caçadores 2851 (BCac2851) «SE É IMPOSSÍVEL…HÁ-DE FAZER-SE», assumindo a responsabilidade do respectivo subsector, com um pelotão destacado em Ponte do Maqué, em 25Abr70. tendo ficado integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 2861 (BCac2861) «VENCER» e depois do Comando Operacional 6 (COP6), com vista à realização de patrulhamentos, emboscadas e batidas e ainda nas acções de segurança afastada e protecção dos trabalhos da estrada Mansabá-Farim; em 30 de Maio de 1971, foi rendida pela Companhia de Cavalaria 3378 (CCav3378) «OS KIMBAS» e deslocou-se, por escalões, em 31 de Maio e 09 de Junho de 1971, para Nhacra, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 2572 (CCac2572) «OS SEM PAVOR»; em 06 de Junho de 1971, assumiu a responsabilidade do subsector de Nhacra, com efectivos disseminados pelos destacamenos de Dugal, Changuê Subal e Ensalmá, ficando integrada no dispositivo e manobra do Comando de Bissau (COMBIS) e depois do Comando Operacional 8 (COP8); após reforço do sector do Comando Operacional 8 (COP8) com outra subunidade em 18 de Dezembro de 1971 e definição dos novos limites das zonas de acção, passou a guarnecer os destacamentos de Fatim e Cumeré, mantendo a sua sede em Nhacra; em 19 de Fevereiro de 1972, substituída no subsector
de Nhacra pela Companhia de Artilharia 3332 (CArt3332), seguiu para Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso;


Distinguido com o Prémio Governador da Guiné, por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado no Jornal do Exército n.º 145, página 74, de Janeiro de 1974;


Em 28 de Fevereiro de 1972, regressa à Metrópole.

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Prémio Governador da Guiné

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 13672469
RAFAEL JESUS LOPES
 

CCav2721 – RC4
Guiné
 

Prémio Governador da Guiné


Publicado no Jornal do Exército n.º 145, página 74, de Janeiro de 1974


Porque «durante cerca de treze meses de actividade operacional, como apontador de morteiro 60 mm, evidenciou sempre excelentes qualidades de combatente e militar; perito na utilização da sua arma, verdadeiramente corajoso, de actuação calma e serena, o Soldado Lopes, em todos os contactos com o inimigo, procurou sempre as melhores posições, indiferente ao perigo e à justeza de fogo inimigo, decidido a causar baixas e a ser útil ao conjunto da Força em que estava integrado.


Merece citação especial a sua actuação durante uma forte flagelação que a Companhia sofreu na Operação Jaguar Vermelho, em que, dum local completamente desabrigado, bateu com o morteiro 60 a zona onde o inimigo se encontrava, mostrando decisão, coragem, serenidade e sangue-frio debaixo de fogo.


Militar multo correcto e disciplinado, sempre pronto a ser útil aos camaradas em todas as actividades dentro ou fora do quartel, o Soldado Lopes merece a consideração e estima de quantos com ele contactam e o público louvor que lhe é conferido.
»

 

in Jornal do Exército n.º 145, página 74, de Janeiro de 1974:

 

 

 

 

 

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