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João Duarte Trindade,
Furriel Miliciano de Cavalaria, da
CCav3486/BCav3871
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
João Duarte Trindade
Furriel Mil.º de
Cavalaria, n.º 13361871
Companhia de Cavalaria 3486
Batalhão de Cavalaria
3871
«AD OMNIA APTI»
Angola:
Mar1972 a 28Jan1973 (data do
falecimento)
Cruz
de Guerra de 3.ª classe
(Título póstumo)
Louvor
Individual
(Título póstumo)
João Duarte Trindade, Furriel Mil.º de
Cavalaria, n.º 13361871, natural da freguesia de Escalos
de Baixo, concelho de Castelo Branco, filho de Olímpio
Gomes Trindade e de Joana Duarte Sena, solteiro;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES
DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir
Portugal
na Província Ultramarina de Angola;
Em Março de 1972, embarcou em Lisboa, no Aeródromo Base
n.º 1 (AB1 – Figo Maduro), em vôo TAM – Boeing-707, rumo
à Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda), integrado na
Companhia de Cavalaria 3486 (CCav3486) do Batalhão de
Cavalaria
3871
(BCav3871) «AD OMNIA APTI»;
A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão
Mil.º de Infantaria Jorge Manuel Duarte Vieira, após o
desembarque seguiu para Sanga Planície, onde fiou
aquartelada;

Faleceu no dia 28 de Janeiro de 1973, em Nhade Velho, no
itinerário de Sanga Planíe para Bitina, no enclave de
Cabinda, em consequência de ferimentos em combate;
Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de
3.ª classe, a título póstumo, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 27 de
Julho de 1973, publicado na Ordem de Serviço n.º 68, de
21 de Agosto de 1973, do Quartel-General da Região
Militar de Angola e na Ordem do Exército n.º 7 – 3.ª
série, de 1974;
Está inumado no cemitério municipal de Castelo Branco.
Paz à sua Alma
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Cruz
de Guerra de 3.ª classe
Furriel
Miliciano de Cavalaria
JOÃO DUARTE TRINDADE
CCav3486/BCav3871 - RC 3
ANGOLA
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 7 – 3.ª série, de 1974.
Agraciado, com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, nos termos do artigo 20.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de
20 de Dezembro de 1971, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Angola, de 27 de Julho de 1973, a título
póstumo, o Furriel Miliciano de
Cavalaria, João Duarte Trindade, da
Companhia de Cavalaria n.º 3486 do
Batalhão de Cavalaria n.º 387I -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 68,
de 21 de Agosto de 1973, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Por despacho de 27 de Julho de 1973, o
General Comandante-Chefe louvou, a
título póstumo, o Furriel Miliciano de
Cavalaria, João Duarte Trindade, da
Companhia de Cavalaria n.º 3486 do
Batalhão de Cavalaria n.º 3871 -
Regimento de Cavalaria n.º 3, porque,
quando seguia na primeira viatura duma
coluna que foi emboscada por numeroso
grupo inimigo instalado a poucos metros
da picada, dispondo de elevado potencial
de fogo e utilizando mais de trinta
fornilhos, saltou rapidamente da viatura
e, a peito descoberto, reagiu pelo fogo
sobre os elementos que executavam tiro
frontal sobre a coluna. Esgotado o seu
carregador, só nessa altura se abrigou
para o substituir, escondendo-se atrás
de uma viatura e, calma e serenamente,
tentou localizar as metralhadoras do
inimigo, o que conseguiu, procurando
então a melhor posição para bater uma
delas, ficando quase a descoberto.
A sua acção foi de facto tão eficiente
que levou o inimigo a concentrar na sua
direcção o fogo das suas armas, acabando
por o atingir mortalmente.
O procedimento do Furriel Trindade
revelou extraordinária coragem, decisão,
serena energia e sangue-frio debaixo de
fogo, que honram não só o homem, como o
Exército e a Nação a que pertence.
A esse feito acresce que o Furriel
Trindade se revelou excelente graduado,
desde o início da instrução,
disciplinador e dotado de grande
integridade de carácter, pelo que muito
justamente mereceu o respeito dos seus
superiores, camaradas e subordinados.

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