
Armando Reis Marques
1.º Cabo Auxiliar
de Enfermeiro n.º 276/62
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
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Biografia Militar: Armando Reis
Marques
Armando Reis Marques foi um militar
do Exército Português que se
destacou pela sua bravura, altruísmo
e competência técnica como
socorrista no teatro de operações da
Guiné, tendo sido condecorado com a
Medalha da Cruz de Guerra pelo seu
heroísmo em combate.
Dados
Individuais e Mobilização
•
Posto/Especialidade: 1.º Cabo,
Auxiliar de Enfermeiro
• Número de Matrícula: 276/62
•
Unidade Mobilizadora: Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz), os
«Dragões de Olivença»
• Unidade de Serviço: Companhia de
Cavalaria 487 (CCav 487), integrada
no Batalhão de Cavalaria 490 (BCav
490) «Sempre em Frente»
Partida e Chegada ao Teatro de
Operações
No dia 17 de julho de 1963, Armando
Reis Marques embarcou em Lisboa, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, a bordo do Navio Transporte
de Tropas (NTT) Niassa.

Após cinco dias de navegação, a sua
subunidade desembarcou no estuário
do Geba, em Bissau, a 22 de julho de
1963, iniciando uma comissão de
serviço que duraria cerca de 25
meses.
Atividade Operacional e Itinerário
Gráfico
A CCav 487 foi sucessivamente
comandada pelos Capitães de
Cavalaria António Varela Romeiras
Júnior e Rui Gonçalves Soeiro
Cidrais. Inicialmente como
subunidade de intervenção, o 1.º
Cabo Reis Marques participou em
ações militares de elevado risco:
• Zonas de
Intervenção Inicial:
Campanhas nas regiões críticas de
Encheia, Fajonquito, Bissorã e
Morés, prestando reforço a outros
batalhões.
• Operação
Tridente:
Integrado no seu batalhão,
participou nesta que foi uma das
operações mais célebres e complexas
do início do conflito (na Ilha do
Como).
• Setor de
Farim: A 11 de março de 1964,
a sua companhia deslocou-se para
Farim para render a Companhia de
Artilharia 640 (CArt 640), atuando
como força de intervenção e reserva
do setor, sob o comando do Batalhão
de Caçadores 512 (BCac 512) e, mais
tarde, do próprio BCav 490.
• Fase Final:
Em julho de 1965, após um breve
período sob o comando do Batalhão de
Artilharia 733 (BArt 733), a
companhia foi rendida pela CArt 731
e recolheu a Bissau para preparar o
regresso.
Louvores e Condecorações
O desempenho do 1.º Cabo Armando
Reis Marques foi pautado pelo
cumprimento exemplar do dever e por
atos de excecional coragem, o que
lhe valeu distinções coletivas e
individuais.
Louvor
Coletivo (16 de Fevereiro de 1965)

Como elemento do
Batalhão de Cavalaria 490, partilhou
o louvor concedido pelo Comandante
do Agrupamento n.º 16 (publicado
na Ordem de Serviço n.º 14 do
Comando Militar da Guiné).
O texto enaltece o
"elevado espírito combativo" e o
"alto valor militar" dos seus
homens, que mantiveram uma atividade
operacional profícua mesmo
fustigados por um ambiente de
contra-guerrilha desgastante.
O Ato de
Heroísmo em Canjambari (24 de Março
de 1965)
Durante uma ação militar na região
de Canjambari, três dos seus
camaradas de armas foram atingidos
pelo inimigo. Demonstrando total
desprezo pelo perigo, o 1.º Cabo
Reis Marques avançou sob intenso
fogo debaixo de balas para prestar
os primeiros socorros aos feridos.
Este ato de
sangue-frio e dedicação extrema
salvou vidas e motivou o seu louvor
individual.
Extrato do
Louvor Individual (Ordem de Serviço
n.º 65, de 10 de Agosto de 1965):
"(...)
demonstrou que, além de ser
muitíssimo competente na sua
especialidade, possui muitas e
apreciáveis qualidades, nomeadamente
de coragem, desembaraço, sangue
frio, dedicação e desprezo pelo
perigo. [...] Militar
correcto, aprumado e cumpridor, é um
dos melhores elementos da sua
Companhia e é merecedor do
reconhecimento do Exército e da
Nação."
Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª Classe
Por despacho de 19 de março de 1966
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, e publicado na
Ordem do Exército n.º 13 (3.ª série)
de 1966, foi agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe, a distinção militar
destinada a galardoar atos de
valentia em campanha.
Regresso à Metrópole
Terminada a comissão de serviço,
Armando Reis Marques embarcou em
Bissau no NTT Niassa a 7 de
agosto de 1965, regressando a
Portugal Continental.
Desembarcou em
Lisboa a 14 de agosto de 1965,
regressando à vida civil com a honra
do dever integralmente cumprido
perante a Pátria.

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in
Revista da Cavalaria do ano de 1964,
páginas 105 a 115:
LAMAÇAIS DA GUINÉ
O «490» EM ACÇÃO
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A fotografia foi
extraída da Revista da Cavalaria do
ano de 1966, página 122,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.