

João Pereira Pires
1.º Cabo de
Cavalaria, n.º 104/64
Companhia de Cavalaria 704
Batalhão de
Cavalaria 705
«CAVALEIROS
MARINHOS»
«SUAVITOR IN MODO
FORTIFER IN RÉ»
Guiné: 24Jul1964 a 14Mai1966
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
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existentes no texto que se segue:
João Pereira
Pires, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º
104/64.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 –
Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné;
No dia 18 de Julho de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no
NTT
‘Índia’, integrado na
Companhia
de Cavalaria 704 (CCav704) do
Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705)
«CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN
MODO FORTIFER IN RÉ»,
rumo ao
estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou no dia 24 de Julho de
1964;
A sua subunidade de cavalaria na
função de intervenção como reserva
do Comando-Chefe e com a sua base em
Bissau e após cumprir um
curto
período de treino operacional no
sector de Bula, sob orientação do
Batalhão de Caçadores 507 (BCac507),
foi utilizada em diversas operações
de maior vulto, nomeadamente na
operação "Tornado", realizada na
região do Cantanhez, na dependência
do Comando da Defesa Marítima da
Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro
de 1964, na operação "Base",
realizada na região do Óio, na
dependência do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», de
4 a 7 de Outubro de 1964 e nas
operações "Rescaldo", "Flores" e
"Notável", realizadas na região do
Morés-Óio sob comando directo do seu
batalhão, de 4 a 23 de Novembro de
1964;
Para além das operações de
intervenção já referidas, foi
atribuída em reforço do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS,
LEAIS E
FIÉIS», para emprego na
operação "Desconfiança", na região
de Mansoa-Porto Gole, de 2 a 5 de
Dezembro de 1964 e depois em reforço
do Batalhão de Caçadores 513
(BCac513) «CEDER NUNCA», para
emprego na operação "Espora", na
região de Injassane, de 15 a 17 de
Dezembro de 1964, após o que
recolheu a Bissau, sendo deslocada
em 8 de Janeiro de 1965 para Bolama.
Louvado por feitos em combate,
publicado na Ordem de Serviço n.º
19, de 9 de Dezembro de 1964, do
Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné e na Revista da Cavalaria do
ano de 1966, página 80;
A partir de 18 de Janeiro de 1965,
cedeu dois pelotões ao Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E
GLÓRIA, para emprego nos subsectores
de Nova Lamego e Pirada.
Em 5 de Fevereiro de 1965, a sua
subunidade deslocou-se para Nova
Lamego, sendo atribuída na
totalidade em reforço do Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512)
«HONRA E
GLÓRIA, destacando, por curtos
períodos, os seus pelotões para
vários pontos da área, como
Bajocunda, Madina do Boé, ponte do
rio Caium e Béli.
Em 11 de Março de 1965, substituindo
um pelotão da Companhia de
Artilharia 676 (CArt676) «A FORÇA DO
NOSSO PELOTÃO É BEM A RAZÃO DA NOSSA
FORÇA», assumiu a responsabilidade
do subsector, de Bajocunda então
criado, com um
destacamento em Copá,
desde 16 de Março de 1965,
inicialmente na dependência do
Batalhão de Caçadores 512 (BCac512)
«HONRA E GLÓRIA e depois do seu
Batalhão.
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe, pela Portaria
de 5 de Abril de 1966, publicada na
Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª
série, de 1966.
Em 9 de Maio de 1966, a sua
subunidade foi rendida pela
Companhia de Caçadores 1417
(CCac1417) do Batalhão de Caçadores
1856 (BCac1856) «UBI GLORIA
OMNE
PERICULUM DULCE», recolheu a Bissau
para embarque de regresso.
Louvor Colectivo –
Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705)
– publicado na Ordem de Serviço n.º
57, de 11 de Maio de 1966, do
Comando de Agrupamento 24 (ComAgr24)
e na Revista da Cavalaria do ano de
1966, pág.s 173 e 174.
No dia 14 de Maio de 1966, embarcou
no NTT ‘Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia
20 de Maio de 1966.
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Cruz de Guerra de 2.ª classe
1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 104/64
JOÃO PEREIRA PIRES
CCav704/BCav705 - RC7
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º
13 – 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 5 de Abril de 1966:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O 1.º Cabo n.º 104/64, João Pereira
Pires, da Companhia de Cavalaria n.º
704 do Batalhão de Cavalaria n.º 705
- Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
19, de 9 de Dezembro de 1964, do
Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné):
Louvo o 1.º Cabo n.º 104/64, João
Pereira Pires, da Companhia de
Cavalaria 704, porque, durante uma
operação, quando a sua coluna foi
detida por forte emboscada com
nutrido fogo do inimigo e ao
efectuar-se uma manobra de
envolvimento, se ter mantido sempre
na frente, correndo a peito
descoberto, debaixo de fogo, dando
assim um óptimo exemplo de coragem e
valentia.
Pouco tempo depois, quando a coluna
sofreu outra emboscada, voltou a dar
provas de intrepidez, mantendo-se
sempre na frente das forças e
combatendo aguerridamente, apesar de
ter sido violentamente atacado por
abelhas.
No dia 20 de Setembro de 1964,
durante outra operação e quando o
pessoal da sua Companhia, logo após
o desembarque, foi detido a cerca de
50 metros de uma mata por fogo de
metralhadora pesada, espingardas,
pistolas-metralhadoras e granadas de
mão e ao ser dada ordem para
envolver a posição inimiga,
deslocou-se para a frente do pessoal
que executava a manobra, debaixo de
fogo intenso e através dum terreno
difícil, de tarrafo alagado, dando
aos camaradas exemplo vivo e
contagiante de espírito militar,
sangue frio, abnegação, decisão e
coragem excepcionais, o que originou
a fuga do inimigo.
Este militar vinha sendo notado em
operações anteriores, pelo seu
Comandante de Companhia,
nomeadamente durante uma patrulha de
longo raio de acção e um golpe de
mão a um acampamento inimigo, em que
comandou a sua Secção.
Pelo conjunto de actuações, o
Comandante do seu Batalhão
considera-o um elemento de excepção
e de alto valor militar, digno de
ser apontado como exemplo a todos os
militares.
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 705
(Ordem de Serviço n.º 57, de 11
de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24)
Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 705 pela
forma proficiente e a todos os títulos exemplar como
organizou e accionou os diversos serviços que se
processaram ou correram através dele.
Comando em que todos os seus órgãos revelaram o melhor
interesse no exercício das suas funções específicas, a
que cabalmente satisfizeram, constituiu um todo
homogéneo à altura da missão recebida não obstante a
complexidade inerente ao grande número de subunidades a
orientar, accionar e a controlar, o que lhe mereceu
encómios e o testemunho da sua eficiência por parte das
diferentes Chefias e Comandos das Armas do Comando
Territorial Independente da Guiné, e foi motivo para
receber, no campo social, a solidariedade das
autoridades administrativas, e o agradecimento e
consagração por parte das populações e autoridades
nativas, pela assistência moral, religiosa, sanitária,
educativa e económica prestadas, em reconhecimento da
protecção que sempre lhes foi garantida.
Comando que concebeu e impulsionou uma actividade
operacional a todos os títulos notável, perseguindo o
inimigo e impedindo-lhe sua fixação no sector, em tudo
fez aflorar a qualidade dos seus oficiais, sargentos e
praças havendo-se de dar relevo muito justamente à
pessoa do seu Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria,
Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas,
oficial com dotes excepcionais de Comando, que conseguiu
galvanizar à sua volta compenetradas vontades e o melhor
espírito de cooperação dos seus subordinados no que
constituíram um todo digno de apreço e de muita
simpatia, marcando uma presença exemplar na Guiné que me
apraz referir e apontar à consideração das Unidades do
Sector Leste.
(in Revista da Cavalaria do ano
de 1966, pág.s 173 e 174)
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O Batalhão de Cavalaria 705 na Guiné
«CAVALEIROS MARINHOS»
Texto da autoria
do Tenente-Coronel de Cavalaria
Manuel Maria Pereira Coutinho
Correia de Freitas, comandante do
Batalhão de Cavalaria 705
(In
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
páginas 270 a 275)
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Notícia:
Partida do NTT 'Índia' para a Província Ultramarina da
Guiné, no dia 18Jul1964

