
Vitalino Rosa Nunes
Soldado de
Cavalaria, n.º 158/64
Companhia de Cavalaria 704
Batalhão de
Cavalaria 705
«CAVALEIROS
MARINHOS»
«SUAVITOR IN MODO
FORTIFER IN RÉ»
Guiné: 24Jul1964 a 14Mai1966
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
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existentes no texto que se segue:
Vitalino Rosa
Nunes, Soldado de Cavalaria, n.º
158/64;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 –
Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné;
No dia 18 de Julho de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no
NTT
‘Índia’, integrado na
Companhia
de Cavalaria 704 (CCav704) do
Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705)
«CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN
MODO FORTIFER IN RÉ»,
rumo ao
estuário do Geba (Bissau), onde
desembarcou no dia 24 de Julho de
1964;
A sua subunidade de cavalaria na
função de intervenção como reserva
do Comando-Chefe e com a sua base em
Bissau e após cumprir um curto
período de treino operacional no
sector de Bula, sob orientação do
Batalhão de Caçadores 507 (BCac507),
foi utilizada em diversas operações
de maior vulto, nomeadamente na
operação "Tornado", realizada
na
região do Cantanhez, na dependência
do Comando da Defesa Marítima da
Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro
de 1964, na operação "Base",
realizada na região do Óio, na
dependência do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», de
4 a 7 de Outubro de 1964 e nas
operações "Rescaldo", "Flores" e
"Notável", realizadas na região do
Morés-Óio sob comando directo do seu
batalhão, de 4 a 23 de Novembro de
1964;
Para além das operações de
intervenção já referidas, foi
atribuída em reforço do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS, LEAIS E
FIÉIS»,
para emprego na operação
"Desconfiança", na região de
Mansoa-Porto Gole, de 2 a 5 de
Dezembro de 1964 e depois em reforço
do Batalhão de Caçadores 513
(BCac513) «CEDER NUNCA», para
emprego na operação "Espora", na
região de Injassane, de 15 a 17 de
Dezembro de 1964, após o que
recolheu a Bissau, sendo deslocada
em 8 de Janeiro de 1965 para Bolama.
A partir de 18 de Janeiro de 1965,
cedeu dois pelotões ao Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E
GLÓRIA, para emprego nos subsectores
de Nova Lamego e Pirada.
Em 5 de Fevereiro de 1965, a sua
subunidade deslocou-se para Nova
Lamego, sendo atribuída na
totalidade em reforço do Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E
GLÓRIA, destacando, por curtos
períodos, os seus pelotões para
vários pontos da área, como
Bajocunda, Madina do Boé, ponte do
rio Caium e Béli.
Em 11 de Março de 1965, substituindo
um pelotão da Companhia de
Artilharia 676 (CArt676) «A FORÇA DO
NOSSO PELOTÃO É BEM A RAZÃO DA NOSSA
FORÇA», assumiu a responsabilidade
do subsector, de Bajocunda então
criado, com um destacamento em Copá,
desde 16 de Março de 1965,
inicialmente na dependência do
Batalhão de Caçadores 512 (BCac512)
«HONRA E GLÓRIA e depois do seu
Batalhão.
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º 2,
de 15 de Março de 1965, do
Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné e na Revista da Cavalaria do
ano de 1966, página 83;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe, pela Portaria
de 12 de Abril de 1966, publicada na
Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª
série, de 10 de Maio de 1966.
Em 9 de Maio de 1966, a sua
subunidade foi rendida pela
Companhia de Caçadores 1417
(CCac1417) do Batalhão de Caçadores
1856 (BCac1856) «UBI GLORIA OMNE
PERICULUM DULCE», recolheu a Bissau
para embarque de regresso.
Louvor Colectivo – Batalhão de
Cavalaria 705 (BCav705) – publicado
na Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de
Maio de 1966, do Comando de
Agrupamento 24 (ComAgr24) e na
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
pág.s 173 e 174.
No dia 14 de Maio de 1966, embarcou
no NTT ‘Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia
20 de Maio de 1966.
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Cruz de Guerra de 2.ª classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 158/64
VITALINO ROSA NUNES
CCav704/BCav705 - RC7
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª série, de 10
de Maio de 1966.
Por Portaria de 12 de Abril de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa:
O Soldado n.º 158/64, Vitalino Rosa Nunes, da Companhia
de Cavalaria n.º 704 do Batalhão de Cavalaria n.º 705 -
Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 2, de 15 de Março de
1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné):
Louvo o Soldado n.º 158/64, Vitalino Rosa Nunes, da
Companhia de Cavalaria n.º 704, porque durante a
operação "Notável", quando o seu Grupo de Combate
efectuava uma patrulha-auto de reconhecimento, caiu numa
emboscada e apesar do inimigo fazer fogo de
pistola-metralhadora e lançar granadas de mão
defensivas, reagiu instantânea e energicamente, lançando
granadas de mão com o que neutralizou a emboscada embora
tivesse ficado ligeiramente ferido.
No decorrer da mesma operação, no dia 13 e durante os
trabalhos de desobstrução de determinado itinerário,
evidenciou-se pela sua extraordinária capacidade e
vontade de trabalhar, bem como pela sua excelente e
contagiante disposição, insuflando um espírito alegre e
de entusiasmo aos seus camaradas.
No dia 14 do mesmo mês, tendo-se efectuado uma missão de
reconhecimento em patrulha auto no mesmo itinerário,
ofereceu-se imediatamente logo que soube que o seu
Comandante de Pelotão seguia na coluna e, mais tarde,
quando esta foi violentamente emboscada com rebentamento
de um engenho explosivo e granadas de mão defensivas,
portou-se com uma coragem excepcional, apesar de ter
sido novamente ferido, dando mais uma vez relevantes
provas de abnegação, intrepidez e valentia.
Do antecedente, nas operações "Base" e "Rescaldo" este
militar já dera provas de excepcional entusiasmo,
espírito de sacrifício e coragem, incitando
constantemente os seus camaradas sendo muito considerado
dentro do seu Grupo de Combate.
Por estes motivos, é digno de ser apontado como exemplo
a seguir por todos os militares.
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 705
(Ordem de Serviço n.º 57, de 11
de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24)
Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 705 pela
forma proficiente e a todos os títulos exemplar como
organizou e accionou os diversos serviços que se
processaram ou correram através dele.
Comando em que todos os seus órgãos revelaram o melhor
interesse no exercício das suas funções específicas, a
que cabalmente satisfizeram, constituiu um todo
homogéneo à altura da missão recebida não obstante a
complexidade inerente ao grande número de subunidades a
orientar, accionar e a controlar, o que lhe mereceu
encómios e o testemunho da sua eficiência por parte das
diferentes Chefias e Comandos das Armas do Comando
Territorial Independente da Guiné, e foi motivo para
receber, no campo social, a solidariedade das
autoridades administrativas, e o agradecimento e
consagração por parte das populações e autoridades
nativas, pela assistência moral, religiosa, sanitária,
educativa e económica prestadas, em reconhecimento da
protecção que sempre lhes foi garantida.
Comando que concebeu e impulsionou uma actividade
operacional a todos os títulos notável, perseguindo o
inimigo e impedindo-lhe sua fixação no sector, em tudo
fez aflorar a qualidade dos seus oficiais, sargentos e
praças havendo-se de dar relevo muito justamente à
pessoa do seu Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria,
Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas,
oficial com dotes excepcionais de Comando, que conseguiu
galvanizar à sua volta compenetradas vontades e o melhor
espírito de cooperação dos seus subordinados no que
constituíram um todo digno de apreço e de muita
simpatia, marcando uma presença exemplar na Guiné que me
apraz referir e apontar à consideração das Unidades do
Sector Leste.
(in Revista da Cavalaria do ano
de 1966, pág.s 173 e 174)
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O Batalhão de Cavalaria 705 na Guiné
«CAVALEIROS MARINHOS»
Texto da autoria
do Tenente-Coronel de Cavalaria
Manuel Maria Pereira Coutinho
Correia de Freitas, comandante do
Batalhão de Cavalaria 705
(In
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
páginas 270 a 275)
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Notícia:
Partida do NTT 'Índia' para a Província Ultramarina da
Guiné, no dia 18Jul1964

