
Brama Camará
Soldado Milícia, n.º
127/65
Pelotão de Milícias 158
Companhia de Milícias 17
Comando
Territorial Independente da Guine
«A LEI DA VIDA
ETERNA DILATANDO»
«CORAGEM E
LEALDADE»
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Bacar Camará, Soldado Milícia, n.º
127/65;
Serviu Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, integrado no
Pelotão de Milícia 158, da Companhia
de
Milícias 17, do Comando
Territorial Independente da Guiné,
ao serviço da Companhia de Cavalaria
1650 [do Batalhão de Cavalaria
1905], a qual estava integrada no
dispositivo de manobra do Batalhão
de Cavalaria 1915 «TIGRES»;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
15, de 11 de Abril de 1698, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné, e
na Revista da Cavalaria do ano 1968,
página 136;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, de 8 de Fevereiro
de 1968, publicado na Ordem do
Exército n.º 7 – 3.ª série, de 1968
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado Milícia N.º 127/65
BACAR CAMARÁ
CMil17 - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem de Serviço n.º 7 – 3.ª série,
de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 08 de
Fevereiro de 1968:
O Soldado Milícia n.º 127/65, Bacar
Camará, da Companhia de Milícias n.º
17 Comando Territorial Independente
da Guiné.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
15, de 11 de Abril de 1698, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Soldado Milícia n.º 127/65,
Bacar Camará, em serviço na
Companhia de Cavalaria 1650, porque,
como comandante de uma Secção do
Pelotão de Milícias n.º 158, da
Companhia de Milícias n.º 17, tem,
com o seu dinamismo e capacidade de
comando, impulsionado os seus homens
nos momentos de maior risco, por
forma a incutir-lhes grande
agressividade frente ao inimigo.
Na Operação "Bolo Rei", em 22 de
Dezembro de 1967, quando elementos
inimigos reagiram à presença das
Nossas Tropas na península de
Inquida, alvejando-as com uma
diversidade de armas e densidade de
fogo apreciáveis, foi dos primeiros
a avançar com o Grupo de Combate que
progredia para a bolanha que separa
Inquida de lnsumete, onde se
localizou o inimigo, magnetizando os
seus homens e as Nossas Tropas pela
sua atitude decisiva.
Referenciada uma guarnição de
morteiro naquela bolanha, acometeu
sobre ela e muito próximo de
aniquilar e capturar a arma foi,
infelizmente, ferido por um tiro de
arma ligeira numa perna, o que o
impediu de levar a cabo o seu
intenta.
Pela coragem, decisão, sangue frio e
serena energia debaixo de fogo, para
além das qualidades de comando
evidenciadas, considero de toda a
justiça a concessão do presente
louvor ao Soldado Milícia Bacar
Camará, exemplo para todos aqueles
que lutam pela Paz na Guiné.