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Guiné

António Manuel Monteiro Ribeiro, Furriel Mil.º CMD, da 3ªCCmds - Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA
Elementos cedidos pelo veterano JC Abreu dos Santos

 

 

 

António Manuel Monteiro Ribeiro

 

Furriel Mil.º 'Comando'

 

3.ª Companhia de Comandos (RAL1)

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Guiné: 30Jun1966 a 29Abr1968

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

(colectiva)

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Prémio Governador da Guiné

 

 

António Manuel Monteiro Ribeiro, Furriel Mil.º Comando.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na 3.ª Companhia de Comandos (3ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», no período de 30 de Junho de 1966 a 29 de Abril de 1968.

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, publicado na Ordem de serviço n.º 41, de 14 de Setembro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné e na Ordem do Exército n.º 32 - 3.ª série , de 1967.

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe - colectiva, conforme Decreto n.º 48409, de 30 de Maio de 1968 e publicado na Ordem do Exército n.º 11 - 2.ª série de 1 de Junho de 1968.

 

 

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Furriel Miliciano Comando
ANTÓNIO MANUEL MONTEIRO RIBEIRO
 

3.ªCCmds — RAL1
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 32 — 3.ª série, de 1967.
 

Por Portaria de 25 de Outubro de 1967:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Furriel Miliciano, António Manuel Monteiro Ribeiro, da 3.ª Companhia de Comandos (3ªCCmds) — Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1 (RAL1 - Sacavém).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 41, de 14 de Setembro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CT1G):


Que, por seu despacho de 13 do corrente e proposta do Comandante da 3.ª Companhia de Comandos (3ªCCmds), louvou:


O Furriel Miliciano, Comando, António Manuel Monteiro Ribeiro, daquela Companhia, porque em todas as operações em que tomou parte, mostrou sempre muita decisão, disciplina e grande agressividade, tanto individualmente como no comando da sua equipa, contribuindo em muito para os sucessos operacionais do Grupo de Comandos de que faz parte.


Além de comportamento exemplar em combate, coragem, sangue frio, agressividade, desprezo pelo perigo e serena energia debaixo de fogo, o Furriel Miliciano Comando, António Manuel Monteiro Ribeiro, torna-se ainda notado na sua actividade na vida interna da Unidade, sendo sempre voluntário para quaisquer tarefas, por mais difíceis e fastidiosas que sejam, empregando nelas todo o seu saber e esforço.


Mesmo em precárias condições físicas, provocadas por vários ferimentos em combate, nunca se eximiu a tomar parte em qualquer operação, sendo a maioria das vezes voluntário para as missões mais arriscadas.


Na Operação "Whisky", demonstrou ainda uma técnica de comando excepcional, pois, estando o Grupo de Comandos de que faz parte, instalado nas imediações dum acampamento inimigo, a aguardar o momento propício para desencadear o assalto, surgiu uma sentinela inimiga a deambular a cerca de 1 metro do Furriel Comando António Manuel Monteiro Ribeiro. Este, à medida que a sentinela se ia deslocando, foi andando de cócoras à volta de uma palmeira, conseguindo passar despercebido, furtando-se às vistas da referida sentinela, e contribuindo desta maneira para a surpresa do ataque e para o êxito total da operação.


Na Operação "White Label", apesar de ferido na cabeça com gravidade, nunca se desorientou nem entrou em pânico, continuando a enfrentar o inimigo a peito descoberto e a actuar eficientemente, tanto individualmente como no comando da sua equipa.


Durante a Operação "Vénus", a sua coragem, sangue frio, agressividade e desprezo pelo perigo, ficou mais uma vez patente, pois sendo dos primeiros elementos a entrar no acampamento inimigo, utilizou com eficiência notável o seu Lança-Rocketts, batendo os pontos mais suspeitos e entrando nos restantes objectivos sempre com decisão e sem hesitações, arrastando pelo exemplo todos os companheiros da sua equipa.


As raras qualidades de coragem, sangue frio, agressividade, desprezo pelo perigo e serena energia debaixo de fogo do Furriel Miliciano, Comando, António Manuel Monteiro Ribeiro e a natural capacidade de chefia, foram factores preponderantes no desenrolar da acção, durante as operações "Whisky", "White Label" e "Vénus" e o seu corajoso comportamento frente ao inimigo dignificam e honram o Exército que serve abnegadamente.

 

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Jornal do Exército, ed. 100, pág. 19 de Abril de 1968

 

Prémio Governador da Guiné

 

Furriel Miliciano António Manuel Monteiro Ribeiro

 

Louvado «porque em todas as operações em que tomou parte, mostrou sempre multa decisão, disciplina e grande agressividade, tanto individualmente como, no comando da Sua Equipa, contribuindo em muito para os sucessos operacionais do Grupo de Comandos de que faz parte.


Além de comportamento exemplar em combate, coragem, sangue-frio, agressividade, desprezo pelo perigo e serena energia debaixo de fogo, o Furriel Miliciano Comando ANTÓNIO MANUEL MONTEIRO RIBEIRO torna-se ainda notado na sua actividade na vida interna da Unidade, sendo sempre Voluntário, para quaisquer tarefas, por mais difíceis e fastidiosas que sejam, empregando nelas todo o seu saber e esforço.


Mesmo em precárias condições físicas, provocadas por vários ferimentos em combate, nunca se eximiu a fazer parte de qualquer Operação, sendo a maioria das vezes voluntário para as missões mais arriscadas.


Na Operação «WHISKY», demonstrou ainda uma técnica de «Comando» excepcional, pois, estando o Grupo de Comandos de que faz parte, instalado nas imediações dum acampamento inimigo, a aguardar o momento propício para desencadear o assalto, surgiu uma sentinela inimiga a deambular a cerca de um metro do Furriel Comando ANTONIO MANUEL MONTEIRO RIBEIRO. Este, à medida que a sentinela se ia deslocando, foi andando de cócoras à volta de urna palmeira, conseguindo passar despercebido, furtando-se às vistas da referida sentinela, e contribuindo desta maneira para a surpresa do ataque e para o êxito total da Operação.


Na operação «WHITW LABEL», apesar de ferido na cabeça com gravidade, nunca se desorientou nem entrou em pânico, continuando a enfrentar o inimigo a peito descoberto e a actuar eficientemente, tanto individualmente como no comando da sua Equipa.


Durante a Operação «VÉNUS», a sua coragem, sangue-frio, agressividade e desprezo pelo perigo, ficou mais uma vez patente, pois sendo dos primeiros elementos a entrar no acampamento inimigo, utilizou com eficiência notável o seu Lança-Rocketts, batendo os pontos mais suspeitos, e entrando nos restantes objectivos sempre com decisão e sem hesitações, arrastando pelo exemplo todos os componentes da sua Equipa.


As raras qualidades de coragem, sangue-frio, agressividade, desprezo pelo perigo, serena energia debaixo de fogo do Furriel Miliciano Comando ANTONIO MANUEL MONTEIRO RIBEIRO e a sua natural capacidade de Chefia, foram factor preponderante no desenrolar da acção, durante as Operações «WHISKY», «WHITE LAIBEL», «VÉNUS>, e o seu corajoso comportamento frente ao INIMIGO dignificam honram o Exército que serve abnegadamente»

 


 

 

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Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe - colectiva

conforme Decreto n.º 48409, de 30 de Maio de 1968

 

 

MEDALHA DE CRUZ DE GUERRA DE 1.ª CLASSE
MINISTÉRIO DO EXÉRCITO
 

Decreto n.º 48409
 

A 3.ª Companhia de Comandos, do Comando Territorial Independente da Guiné, desenvolveu ao longo de 22 meses intensíssima actividade nesta província, revelando-se sempre uma unidade de elite, extremamente agressiva, audaz e corajosa e de apurada técnica na luta subversiva. Integrada por elementos invulgarmente dotados da melhor preparação para o combate e possuidores da mais elevada técnica em todos os aspectos de execução operacional - resultados de uma preparação inicial intensa, nunca abrandada na sua permanência na província -, ao seu espírito de corpo, nascido da total confiança na capacidade de todos os seus elementos, caldeados nos duros momentos de combate, se deve a audácia e o destemer demonstrados e os sucessos obtidos na execução de numerosas acções contra os mais difíceis objectivos, frequentes vezes constituídos por reduzidos efectivos, mas de excepcional eficiência.


Salientando-se pelo seu exemplar espírito de missão e pela constante e pronta voluntariedade para o combate, que sempre manifestou - utilizada pelo comando para o desempenho de qualquer tarefa, por mais difícil que ela se afirmasse -, apresenta a 3.ª Companhia de Comandos um significativo e brilhantíssimo historial, do qual sobressaem, pelo notável realce atingido, a captura ao inimigo de mais de uma centena de armas e de milhares de munições, bem como o elevadíssimo número de baixas que lhe infringiu e a apreensão de importante documentação, que, para além de ter proporcionado a obtenção de valiosos elementos para o conhecimento da organização e das possibilidades das forças de subversão, em muito contribuíram para o enfraquecimento da sua capacidade de combate e do moral.


Por tudo o que ficou exposto, a actividade da 3.ª Companhia de Comandos evidenciou méritos tais que lhe granjearam, de inteira justiça, a qualificação de excelente, pelo que a brilhante actuação desta unidade de elite, valorosa, audaz e abnegada, se revestiu de um lustre altamente honroso, o que a torna inteiramente merecedora da admiração e do reconhecimento do Exército, das outas Forças Armadas e da Nação.


Usando da faculdade conferida pelo n.º 3.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo o seguinte:


Artigo único. É condecorada a 3.ª Companhia de Comandos, do Comando Territorial Independente da Guiné, com a medalha de cruz de guerra de 1.ª classe, por satisfazer as condições referidas no artigo 13.º do Decreto n.º 35667, de 28 de Maio de 1946.


Publique-se e cumpra-se como nele se contém.


Paços do Governo da República, 30 de Maio de 1968.

AMÉRICO DEUS RODRIGUES THOMAZ — António de Oliveira Salazar — Manuel Gomes de Araújo — Joaquim da Luz Cunha — Joaquim Moreira da Silva Cunha.


Para ser publicado no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas — J. da Silva Cunha.
 

(Ordem do Exército n.º 11 - 2.ª Série, de 1 de Junho de 1968)
 

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3.ª Companhia de Comandos
 

Identificação:
3ªCCmds


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém)


Comandante:
Capitão Mil.º de Infantaria Comando Álvaro Manuel Alves Cardoso


Partida:
Embarque no dia 24 de Junho de 1966; desembarque no dia 30 de Junho de 1966


Regresso:
Embarque em no dia 29 de Abril de 1968


Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, instalou-se em Brá (Bissau), onde inicialmente se dedicou à construção dos alojamentos próprios e, simultaneamente, a realizar uma instrução de aperfeiçoamento e adaptação nas regiões de Prábis e Nhacra.


Em princípios de Agosto de 1966, iniciou a fase de treino operacional, que incluiu a realização de operações nas regiões de Nova Sintra - Tite - Jabadá e Jugudul - Ponta Bará e que culminou com a entrega das insígnias de "comando" em 2 de Novembro de 1966.


Em virtude dos efectivos da subunidade se terem sucessivamente reduzido devido ao desgaste sofrido, foi formado novo pessoal de recompletamento, com entrega das insígnias em 28 de Março de 1967.

 

Com a sua sede em Bissau, como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, actuou em diversas áreas com efectivos de 1 a 4 pelotões, algumas vezes por helitransporte e em coordenação com a Força Aérea, ou em situação de reforço a diversos batalhões.


Efectuou diversas operações nas regiões de
Susana,
Flaque Cibe (Jabadá),
Bissilão (Tite),
Insumeté (Bula),
Choquemone (Bula)
Catió-Cufar,
Tiligi (Bula),
Cabedú,
Jol (Teixeira Pinto),
Oio (Mansabá),
S. Domingos,
Locher (Mansoa),
Poidom (Xime),
Canjambari,
Bambadinca,
Binar-Bula,
Salancaur (Guileje) e
outras.


Pelos resultados obtidos e efectivos envolvidos, destacam-se as operações
"Vodka",
"Nortada",
"Xerez",
"Bom Sucesso",
"Yungfrau" e
"Rolls-Royce", entre outras, tendo capturado 4 metralhadoras pesadas, 2 metralhadoras ligeiras, 15 pistolas-metralhadoras, 57 espingardas, 2 lança-granadas foguete e cerca de 9.000 munições de armas ligeiras.


A partir de 8 de Abril de 1968-, cessou a sua actividade operacional, a fim de aguardar o embarque de regresso.

 

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