|
GUINÉ
- IMAGENS - Cedidas por ex-Combatentes ou em
sites próprios

.jpg)
Santos Oliveira,
Sargento Milº de Armas
Pesadas e de Operações Especiais 'Ranger'
Pelotão de Morteiros 912
Guiné - Out1963 a Out1965
Imagens:
27Mar2015 - RAP2:
Agraciado com a Medalha Comemorativa das
Campanhas
Excelentíssimo Senhor Tenente General
AGE Senhor Comandante desta Unidade de Apoio
Senhores Oficiais, Sargentos e Praças
Camaradas Veteranos
Minhas Senhoras
Meus Senhores
Estou presente e a participar no
cumprimento dum Despacho de 2 de Novembro de 1966, ditado por Sua
Excelência o Senhor Ministro do Exército de então.
A minha Pátria não cumpriu comigo
atempadamente, embora esteja hoje a remediar esse facto.
Ela sempre teve a minha fidelidade e
prontidão, mas não se coibiu em protelar a sua justiça simbólica.
A alegria de hoje não será, nem podia
ser, a mesma que teria sido na oportunidade da minha juventude, se o
reconhecimento do desempenho fosse tão pronto quanto a exigência a que
me sujeitou.
Como disse, já lá vão uns escassos,
mas longos, 49 anos.
É anormal, numa qualquer Pátria, não
Honrar os Combatentes, seus filhos, após ter exigido deles a sua
fidelidade, dedicação e Serviço.
É anormal que o esquecimento
calculado descarte responsabilidades a quem as tem por missão ou opção
em nome duma Pátria ou Nação.
A Bandeira que nos guia é a mesma que
nos sossega: é o símbolo que juramos, solenemente, defender e honrar.
Arriscar e, ou, doar a vida na Defesa
da Pátria nunca foi um conceito singelo, tão só do Pessoal Profissional
do Quadro Permanente.
Todos sabemos que os Militares que
campearam nas matas da Guiné, Angola e Moçambique eram Forças menos bem
preparadas, do Contingente Geral (SMO), maioritárias em número, mas com
desempenhos e responsabilidades equivalentes aos Militares
Profissionais.
A Pátria é uma referência.
Quem é, ou foi, parte dos
consecutivos Governos despreza e humilha Militares e Forças de
Segurança, no activo ou fora dele, do Quadro Geral ou do Quadro de
Complemento e que foram e são leais ao Juramento solene, feito ao
símbolo que a Bandeira representa.
Migueis de Vasconcelos não têm
Pátria.
São estes que se vão servindo dela
para atingir fins menos lisos, mas que nada têm a ver com Pátrias ou
Patriotismos.
Os Veteranos, estão, hoje, com o
sentimento de terem sido usados e que vão sendo descartados como Párias
da sociedade.
Os valores perdem-se como a moral.
Os amorais não têm qualquer valor e
nem sabem o que isso possa ser.
A Guerra existiu. A sua História não
é contada nem estudada porque é confortável desprezar Cidadãos de
escassos (ou nulos) conhecimentos da mesma.
Quem não viveu, ou não foi ensinado
por um qualquer meio, não conhece nem pode dar o devido valor; É como um
cego de nascença.
Acredito que virá o dia em que
Portugal se tornará, verdadeiramente, Independente, defenda, respeite e
honre os seus cidadãos que são seus filhos e a sua razão de existir.
Viva Portugal.
Santos Oliveira
Veterano da Guiné
1964-65-66
Quartel da Serra do Pilar, 27MAR2015
Medalha Comemorativa das Campanhas
Guiné 1964-1965-1966
Desp do Min do Exército a 2NOV66
(OS nº 273 de 22NOV66 BInt)















|