Jorge Monteiro
Capitão Mil.º de Infantaria, comandante do
1416
Medalha de Prata de Valor Militar, com palma
Jorge Monteiro,
Capitão Mil.º de Infantaria.
Mobilizado pelo
Regimento de Infantaria 1 para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné como comandante
da Companhia de Caçadores 1416 do
Batalhão de Caçadores 1856 «UBI
GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», no
período de 6 de Agosto de 1965 a 15
de Abril de 1967.
Capitão
Miliciano de Infantaria
JORGE MONTEIRO
CCac 1416/BCac 1856 — RI 1
GUINÉ
Grau: Prata, com palma
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 8 — 2.ª série, de 1967:
Por Portaria de 14 de Março de 1967:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Valor Militar, com palma, nos
termos do artigo 7.º, com referência
ao § 1.º do artigo 51.º, do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, o Capitão
Miliciano de Infantaria, Jorge
Monteiro, da Companhia de Caçadores
n.º 1416, Batalhão de Caçadores n.º
1856, Regimento de Infantaria n.º 1,
pela forma muito distinta e
eficiente como vem comandando a sua
subunidade, mostrando em todas as
operações em que tomou parte actos
extraordinários de rara abnegação,
valentia e coragem, com grave risco
de vida frente ao inimigo.
Depois de ter desempenhado durante
alguns meses as funções de força de
intervenção, tomando parte nas
operações de maior responsabilidade
realizadas no Sector onde se
encontrava, com numerosos recontros
com o inimigo, a quem provocou
numerosíssimas baixas e capturou
volumoso material, foi
posteriormente designada a Companhia
para entrar em quadrícula numa das
áreas mais extensas e afastadas da
Província e onde o inimigo se tem
revelado com mais intensidade,
desencadeando frequentes flagelações
aos aquartelamentos.
Nesta situação, sempre o seu pessoal
revelou o maior espírito combativo e
elevado moral, seguindo o exemplo do
seu Comandante de Companhia, que, em
actividade permanente, aparece em
toda a parte, incutindo aos seus
homens o seu inquebrantável
entusiasmo, coragem, decisão, serena
energia debaixo de fogo e
sangue-frio, circulando entre as
várias posições ocupadas, estando
sempre no local mais perigoso e no
momento mais difícil, dirigindo a
defesa e a reacção das nossas
tropas, saindo à frente, logo que
possível, para procurar surpreender
e destruir o adversário.
Pela sua actuação no comando da
Companhia, se tem revelado o Capitão
Monteiro como oficial a quem os seus
subordinados seguem com cega
confiança, reconhecendo nele um
militar de dite e um Chefe, mas, a
par destas brilhantes qualidades,
alia ainda uma modéstia e um trato
afável e acolhedor que o fazem ser
estimado e respeitado por todos os
seus superiores, camaradas e
inferiores.
Oficial honesto e diligente, usando
de lealdade para com o comando, no
mais alto grau, de extrema dedicação
pelo serviço, prestou o Capitão
Miliciano de Infantaria Jorge
Monteiro, no exercício das suas
funções no Comando Territorial
Independente da Guiné, distintos
feitos de armas de que resultaram
brilho e honra para as Forças
Armadas e para a Nação.

