
Rogério Lopes
1.º Cabo de
Infantaria n.º 0557565
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
(título póstumo)
Rogério Lopes, 1.º Cabo de
Infantaria n.º 0557565, natural
da freguesia do Chão de Couce,
concelho de Ansião, filho de António
Lopes e de Maria da Conceição.
Mobilizado pelo
Regimento de Infantaria 1 para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné integrado na
Companhia de Caçadores 1416 do
Batalhão de Caçadores 1856 «UBI
GLORIA OMNE PERICULUM DULCE».
Tombou em combate no
dia 22 de Julho de 1966, em Madina
do Boé.
Está sepultado no
cemitério da freguesia da sua
naturalidade.
Que a sua Alma
descanse em Paz.
1.°
Cabo de Infantaria, n.º 0557565
ROGÉRIO LOPES
CCac 1416/BCac 1856 -
RI 1
GUINÉ
4.ª CLASSE (Título
póstumo)
Transcrição do
Despacho publicado na OE n.º 6 — 3.ª
série, de 1967.
Agraciado com a Cruz
de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do art.º 12.º do Regulamento da
Medalha Militar, promulgado pelo
Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de
1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de 16 de Janeiro de 1967:
O 1.º Cabo n.º 0557565, Rogério
Lopes, da Companhia de Caçadores n.º
1416/Batalhão de Caçadores 1856 —
Regimento de Infantaria n.º 1, a
título póstumo.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n9 51, de 22 de
Dezembro de 1966, do QG/CTJG):
Por seu despacho de 15Dez66 e por
proposta do Comandante do
Agrupamento n.º 24, louvou, a título
póstumo, o 1.º Cabo n.º 0557565,
Rogério Lopes, da CCac 1416, porque
em todas as acções de combate em que
tomou parte, demonstrou possuir, no
mais alto grau, qualidades de
coragem sangue frio, abnegação e
serena energia debaixo do fogo.
É de destacar a sua acção nos
ataques In ao aquartelamento da sua
Companhia, num dos quais veio a
perder a vida, e na operação
"Malabarismo", em que logo no início
duma emboscada à coluna de que fazia
parte, foi ferido por uma bala, num
ombro, onde lhe ficou alojada,
tendo, porém, continuado a avançar e
a fazer fogo, e vendo depois que
faltavam munições para o LGFog da
sua Secção, deslocou-se debaixo de
fogo, até uma das viaturas, a fim de
transportar granadas para junto da
arma. Só no fim da acção deu
conhecimento do seu estado, dizendo
que não tinha importância. Teve no
entanto, de ser evacuado.
Militar muito correcto, organizador
e desembaraçado, depressa se soube
impor aos seus camaradas, que muito
admiravam a sua conduta,
conquistando, ainda, mercê das suas
qualidades, o respeito dos seus
superiores.
