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Condecorações

Vital Martinho, 1.º Cabo de  Infantaria: Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma
 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

 

Vital-Martinho-350Vital Martinho

 

1.º Cabo de Infantaria, apontador de lança-granadas, n.º 2517/63

 

Companhia de Caçadores 616

«SUPER OMNIA»

 

Batalhão de Caçadores 619

«SENTINELA DO SUL»

 

Guiné: 15Jan1964 a 27Jan1966

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com palma

 

 

Vital Martinho, 1.º Cabo de Infantaria, apontador de lança-granadas, n.º 2517/63.

 

RI1Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné:

 

CCac616No dia 8 de Janeiro de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, embarcou no NTT 'Quanza', integrado na Companhia de Caçadores 616 (CCac616) «SUPER OMNIA» do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL», frumo ao estuário do

BCac619Geba, onde desembarcou no dia 15 de Janeiro de 1964;

 

No dia 27 de Janeiro de 1966 regressou à Metrópole;

 

Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma, por relevantes feitos em combate no teatro-de-operações da Guiné, pela Portaria de 5 de Abril de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 15 - 3.ª série, de 1966;

 

 

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com palma

 

 

 

1.º Cabo de Infantaria, apontador de lança-granadas, n.º 2517/63
VITAL MARTINHO
 

CCac 616/BCac 619 RI 1
GUINÉ
 

Grau: Ouro, com palma
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 15 - 3.ª série, de 1966:
 

Por Portaria de 5 de Abril de 1966:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, nos termos da alínea b) do artigo 6.º com referência ao parágrafo 1.º do artigo 51.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 1.º cabo n.º 2517/63, Vital Martinho, da Companhia de Caçadores n.º 616/Batalhão de Caçadores n.º 619 — Regimento de Infantaria n.º 1, porque, na noite de 16/17 de Julho de 1964, como apontador de um lança-granadas foguete, se aproximou, rastejando, dum grupo inimigo que atacava o aquartelamento e surgindo inopinadamente, fez fogo a seis metros do local onde se encontrava a guarnição de uma metralhadora inimiga, e com uma calma e presença de espirito extraordinárias, de pé, abateu-os com três disparos. Logo em seguida, sozinho, não se atemorizando com a provável reacção inimiga, num lanço capturou a referida metralhadora e, reparando que a cerca de cinco metros, jazia um inimigo com a pistola metralhadora, noutro lanço destemido, arriscando novamente a vida, capturou esta arma. Após estas acções foi ele ainda que, em vários locais diferentes, na periferia do quartel, com a sua arma, calou sucessivamente as posições inimigas que iam sendo assinaladas, desbaratando o inimigo. Horas depois, porque ainda se ouviam tiros vindos da mata, por iniciativa própria, aproximou-se da rede de arame farpado frente ao local de onde partiam os tiros e, fazendo fogo de pé, conseguiu calar definitivamente o fogo adversário.


Sempre voluntário em anteriores situações difíceis, já por várias vezes se tinha salientado pelo seu destemor e espírito de sacrifício. De destacar uma outra acção levada a efeito em 8 de Maio de 1964, quando o seu Pelotão ao sofrer uma emboscada e estando a ser perigosamente batido por uma metralhadora inimiga, com um tiro do seu lança-granada foguete, conseguiu calar o fogo dessa metralhadora, contribuindo decisivamente para a fuga do inimigo.


Em todas as acções que executou, revelou grande eficiência de fogo, coragem e decisão invulgares, sendo voluntário em todas as saídas, acções ou operações que têm sido realizadas.
Pelas elevadas virtudes militares que revela e pelos actos que praticou, merece ser indicado como exemplo de alto valor militar.

 

 

 

 

 

 

 

Síntese da Actividade Operacional do Batalhão de Caçadores 619:


Em 17Jan64, rendendo o BCaç 356, assumiu a responsabilidade do Sector F, a partir de 11Jan65, designado por Sector S3, com sede em Catió e abrangendo os subsectores de Empada, Bedanda e Cabedú.


Em 24Mar64, após o fim da operação "Tridente", integrou no seu dispositivo o subsector de Cachil, anteriormente ocupado por uma subunidade naquela operação e em 17Jan65, o subsector de Cufar, então criado.


Com as subunidades instaladas na área e outras que lhe foram atribuídas de reforço, desenvolveu intensa actividade operacional num sector de reconhecida dificuldade, quer por razões geográficas, quer pela agressividade e resistência do inimigo, planeando e comandando diversas operações com excelentes resutados e de que se destacam as operações "Broca", "Campo", "Razia" e "Satan", entre outras.


Em 17Mar65, deu ainda início à primeira experiência de reagrupamento de populações, em Ualada, garantindo a recuperação e segurança de vário pessoal disperso.


Dentre o material capturado mais significativo destaca-se : 1 metralhadora pesada, 4 metralhadoras ligeiras , 32 espingardas, 11 pistolas-metralhadoras, 30 minas e 59 granadas de armas pesadas.


Em 21Jan66, foi rendido no sector de Catió pelo BCaç 1858 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


* * *


A CCaç 616 permaneceu inicialmente em Bissau, como força de reserva do CTIG, colaborando na segurança e protecção das instalações e das populações da área, em substituição da CCaç 274 e ficando então na dependência do BCaç 600.


Em 08Abr64, por troca com a CCaç 417, assumiu a responsabilidade do subsector de Empada, com um pelotão destacado em Ualada a partir de 17Mar65, ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.


Em 21Jan66, foi rendida no subsector de Empada pela CCaç 1423, tendo seguido, por escalões, em 12 e 22Jan66 para Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


* * *


A CCaç 617 permaneceu inicialmente em Bissau, como força de reserva do CTIG, colaborando na segurança e protecção das instalações e das populações da área, tendo integrado o dispositivo do BCaç 600 em substituição da CCaç 273.


Em 01 Mar64, por troca com a CCaç 414, foi colocada em Catió como subunidade de intervenção e reserva do sector e ficando então integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão, tendo actuado em várias operações realizadas nas regiões de Ganjola, Cobumba, Cufar Nalú, Cabolol e Catunco, entre outras.


Em 22Set65, por troca com a CCaç 728, assumiu a responsabilidade do subsector de Cachil, onde se manteve até ser rendida pela CCaç 1424 em 16Jan66, após o que recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


* * *


A CCaç 618 seguiu imediatamente para S. Domingos a fim de assumir a responsabilidade do respectivo subsector, com destacamentos em Varela e Susana, onde substituiu pelotões das CCav 567 e CCaç 462, ali temporariamente destacados e ficando integrada no dispositivo e manobra do BCaç 507, orientando o seu esforço para o patrulhamento e interdição da zona de fronteira.


Em 30Jan65, após rotação com a CCaç 622 iniciada em 07Dez64, assumiu a responsabilidade do subsector de Binar, na zona de acção do BCaç 507 e depois do BCav 790.


Em 25Jan66, foi rendida pela CCav 789 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


 

 Vital-Martinho-920

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