(Comandante
do Grupo de Comandos «Os Gatos» do Batalhão de Artilharia
400 - RMA)
Atribuída em 1965,
publicada na Ordem do Exército n.º 15 - 2.ª série, de
1965, conforme pág. 419, do tomo II,
do 5.º volume da RHMCA/EME:
Alferes
Miliciano de Artilharia
HORÁCIO FRANCISCO MARTINS VALENTE
BArt400 - RAL1
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na Ordem do
Exército N.º 15 – 2.ª série de 1965.
Por Portaria de 22 de Julho de 1965:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate nas Províncias de Angola e da Guiné
Portuguesa, o Alferes Miliciano de Artilharia, Horácio
Francisco Martins Valente, do Grupo de Comandos do
Batalhão de Artilharia n.º 400 - Regimento de Artilharia
Ligeira n.º 1.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Despacho de 25 de Janeiro de 1965, do General
Comandante da Região Militar de Angola, publicada na
Ordem de Serviço n.º 08, de 29 do mesmo mês e ano, do
Quartel-General da Região Militar de Angola):
Louvo o Alferes Miliciano de Artilharia, Horácio
Francisco Martins Valente, porque, no comando do Grupo
de Comandos "Os Gatos" do Batalhão de Artilharia n.º
400, em operações na Zona Intervenção Norte, demonstrou
possuir elevadas qualidades de senso e dinamismo,
entusiasmo, ponderação, coragem e espírito de sacrifício
que o cotaram como um subalterno de excepcional
categoria na condução dos seus homens em combate.
Orientando o seu Grupo de Comandos por forma a, pelo
exemplo, incutir nos seus componentes a noção do dever e
uma inquebrantável vontade de cumprir, conseguiu formar
um grupo, de tal modo eficiente, que foi escolhido pelo
Comando da Região Militar de Angola para reforçar
temporariamente o Comando Territorial Independente da
Guiné.
Encarregado de difíceis missões, com um conhecimento
perfeito da técnica da contra-guerrilha, destacou-se em
todas as acções em que tomou parte, sendo de assinalar a
maneira como conduziu o seu grupo na operação "Gato
Eriçado", e nas operações em que actuou somente com o
seu Grupo de Comandos, onde mais uma vez confirmou
grande coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo
e sangue frio, portando-se como um verdadeiro chefe.
Respeitando-o profundamente e seguindo-o sem hesitação,
os seus subordinados são o reflexo das qualidades do
Alferes Valente.
