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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
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Luís
Filipe Rei Villar
Capitão de Cavalaria
Companhia
de Cavalaria 2538
«OS
FLECHAS»
Batalhão de Cavalaria 2876
«VIVER P'RA VENCER»
Guiné:
24Jul1969 a 18Fev1970 (data do
falecimento)
Medalha de Prata de Serviços
Distintos, com palma
(Título póstumo)
Louvor Colectivo
(Título póstumo)
Luís Filipe Rei Villar, Capitão de
Cavalaria, nascido a 12 de Novembro
de 1941, em Cascais, filho de Maria
do Carmo Rei Villar e de Luiz
Affonso Villar;
Em 01 de Outubro de 1964, Cadete-Aluno
finalista do curso de cavalaria da
Academia
Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»,
promovido a Aspirante-a-Oficial de Cavalaria,
com o número mecanográfico
31627562 e colocado na Escola
Prática de Cavalaria (EPC –
Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA!» -
«MENS AGITAT MOLEM»
para efeitos de tirocínio;
Em 01 de Agosto de 1965, conclui o
tirocínio classificado em 2.º lugar
(13,77 valores), sendo promovido a
Alferes com a especialidade "oficial
de cavalaria (B)";
Casa em Lisboa com Maria José
Losada Roque;
Em 17 de Maio de 1967, promovido a
Tenente (com antiguidade a
01 de Dezembro de 1966), mantendo-se na
Escola Prática de Cavalaria (EPC –
Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA!» -
«MENS AGITAT MOLEM»;
Em 09 de Dezembro de 1967, nasce o
seu primogénito Tiago;
De 07 de Outubro a 12 de Novembro de
1968, frequenta na Escola Prática de
Cavalaria (EPC – Santarém) «AO
GALOPE!... À CARGA!» - «MENS AGITAT
MOLEM» com bom
aproveitamento, o estágio de
actualização para tenente do QP
(Quadro Permanente) da Arma de
Cavalaria;
Em 7 de Janeiro de 1969, nasce em
Lisboa o seu 2.º filho (João Luís);
No 1.º trimestre promovido a
Capitão por ter sido nomeado, por
imposição, para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné,
frequenta no Centro de Instrução de
Operações Especiais (CIOE – Lamego)
«QUE OS MUITOS, POR SEREM POUCOS,
NÃO TEMAMOS»
com aproveitamento o «estágio 1/69
de actualização sobre o Ultramar»;
Em 19 de Julho de 1969, embarca em
Lisboa no NTT 'Uíge' rumo a Bissau,
como comandante da Companhia de
Cavalaria 2538 (CCav2538) «OS FLECHAS» do Batalhão de
Cavalaria 2876 (BCav2876)
«VIVER
P'RA VENCER»
mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz)
«DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTE»;
Em 01 de Agosto de 1969, assume no
noroeste da Guiné, em 'chão' felupe
e a cerca de 5km da fronteira com o
Senegal, o comando do seu subsector
sediado na povoação de Susana;
Seguidamente, e sempre integrado
no dispositivo e manobra do seu
batalhão, desenvolve «intensa
actividade operacional de
patrulhamento, reconhecimento e
emboscadas, com vista a impedir a
infiltração de grupos e
reabastecimentos inimigos» (conforme cota
PT/AHM/2/4/126/2);
Na manhã de 4.ª feira, dia 18 de
Fevereiro de 1970, após
helievacuação 'ypsilon' realizada em
AL-III (Alouette III) desde Mato
Elia até ao Hospital Militar 241
(HM241-Bissau), morre naquela
enfermaria militar em consequência
de graves ferimentos adquiridos no
regresso da 'Operação Selva Viva', efectuada
durante breve incursão que comandou
sobre o IN (inimigo) refugiado em
território senegalês (cerca de 15km
norte do seu aquartelamento em
Susana);
Tinha 28 anos de idade;
Em 18 de Março de 1970 foi inumado
no cemitério municipal da Guia
(Cascais).
Paz à sua Alma
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
(Título póstumo)
Capitão
de Cavalaria
Luís Filipe Rei Villar
CCav2538 / BCac2876 - RC3
Guiné
- «Por portaria de 5 de Maio de
1970, louvado a título póstumo, por
proposta do comandante-chefe das
Forças Armadas da Guiné, o capitão
de cavalaria Luís Filipe Rei Villar,
do Batalhão de Cavalaria nº 2876,
pela forma brilhante como exerceu o
comando da sua companhia em
campanha.
Oficial excepcionalmente dedicado à
sua profissão, que vivia intensa e
apaixonadamente, dotado de elevado
espírito militar, disciplinado e
disciplinador e altamente apto para
conduzir homens, impôs-se, pela sua
exemplar conduta, à consideração e
estima de seus superiores e
subordinados.
No campo da acção psicológica actuou
como um verdadeiro apóstolo,
conquistando o respeito e admiração
das populações, que nele confiavam
cegamente.
No campo operacional salientou-se
pela firme determinação em bater o
inimigo nas zonas de refúgio e pelo
exemplo da sua presença nos locais
de maior risco.
Com uma alta noção da grandeza do
dever militar, o capitão Villar
morreu em combate no dia 18 de
Fevereiro, no decurso de uma
operação, quando se deslocava,
debaixo de fogo, no exercício da sua
acção de comando.
Pelo conjunto raro de qualidades
militares e morais que nele se
cruzavam, em que se salienta a sua
total doacção à profissão militar e
à arma que abraçara
entusiasticamente, o capitão Villar
ganhou jus a ser apontado como um
muito distinto oficial de cavalaria,
que prestou no teatro de operações
da Guiné serviços distintos,
relevantes e extraordinários e que,
em viva confirmação das suas altas
virtudes, terminou a sua carreira
militar depondo a vida no sagrado
altar da Pátria.
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, a título
póstumo, por proposta do
comandante-chefe das Forças Armadas
da Guiné, o capitão de cavalaria
Luís Filipe Rei Villar, do Batalhão
de Cavalaria nº 2876, com a Medalha
de Prata de Serviços Distintos com
palma, nos termos da alínea a) do
artigo 17º, com referência ao § 2º
do artigo 51º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946.»
(Diário do Governo, 2ª série, nº
110, de 11 de Maio de 1970)
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2876
Ordem de Serviço n.º 22, de
03 de Julho de 1971, do Comando
Territoriasl Independente da Guiné
Louvado o Batalhão de Cavalaria n.º
2876, pelo persistente e desgastante
esforço despendido pelo seu pessoal
na eficiente actividade de
reconhecimento e pesquisa de
notícias que levou a cabo na zona
fronteiriça do Teatro de Operações
da Guiné que lhe foi atribuída.
Nas várias flagelações aos
aquartelamentos, reagiram sempre as
respectivas guarnições com elevado
moral, procurando minimizar os
resultados que o inimigo pretendia
obter.
A par da actividade operacional de
reconhecimento, destaca-se
igualmente o esforço desenvolvido
pelas suas Sub-Unidades no apoio às
populações, não só no âmbito da
assistência sanitária e escolar,
como nos trabalhos de reordenamento,
auto-defesa e segurança das
populações.
Assim, o Batalhão de Cavalaria n.º
2876, pelo esforço despendido,
espírito de sacrifício e elevado
sentido do dever do seu pessoal,
ganhou jus ao reconhecimento
público.
(in Revista da Cavalaria de
ano de 1971, páginas 119 e 120)
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Em preito de homenagem, o
município de Cascais atribuiu-lhe a
toponímia de um arruamento no Bairro
das Fontainhas.


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Na penúltima semana de Janeiro de
2017, seus três irmãos - Manuel,
Duarte e Miguel -, em tributo de
memória deslocaram-se à vila felupe
de Susana, onde durante quatro dias
foram afavelmente acolhidos por toda
a população.
Com a devida vénia, extraímos do
sítio «Suzana,
Guiné-Bissau, 1970/2017 Tributo ao
nosso irmão Luis», o texto e as
imagens que se seguem:
«Suzana
, Guiné-Bissau , 1970/2017 Tributo
ao nosso irmão Luís
30 de Janeiro de 2017 ·
Suzana ( Guiné Bissau) , 2017 ... 47
anos depois
Tributo ao meu irmão Luís
Não consigo explicar porquê, mas
vivia comigo desde 1970.
Meu irmão, na altura com 28 anos,
capitão de cavalaria e comandante em
Susana, uma pequena vila ao norte da
Guiné, foi morto em combate em 18 de
Fevereiro de 1970. Desde essa altura
a ideia de lá ir um dia vivia no meu
subconsciente. Veio o 25 e essa
ideia foi-se diluindo pelo tempo
associada à instabilidade politica
que a Guiné foi atravessando ao
longo do tempo.
Nunca tinha falado neste assunto a
ninguém até que por acaso um dia ,
numa melhor oportunidade comentei
com o meu irmão mais velho. E tive a
reação que menos esperava:
"Vais sim não vais é sozinho", e por
obra do destino, um dia chego a casa
e tenho este mail:
Olá,
sou antropólogo e cheguei
recentemente da Guiné, do meu
trabalho de investigação para a
minha tese de doutoramento.
Vivi 4 meses em Suzana, no Norte da
Guiné, e quero-Lhe dar conta que a a
Memória do seu irmão, Cap Cav Luís
Filipe Rei Vilar, comandante da CCAV
2538 (Susana, 1969/71), morto em
combate em 18/2/170, continua bem
viva e respeitada.
Os felupes falam com entusiasmo e
saudade do seu irmão e contam o
interesse e respeito que ele tinha
pelas gentes da Guiné em especial
pelos Felupes, e isto foi o
despoletar de toda a viagem.
E ela aconteceu. No dia 17 Jan.
fomos os três para a Guiné, prestar
o nosso fraternal tributo ao nosso
irmão Luís que tão novo nos deixou:
Ficámos dois dias a deambular por
Bissau e na sexta-feira, dia 20,
arrancámos para Suzana, cerca de
150km a Norte. Uma viagem longa
,numa estrada horrível, toda
esburacada. Os últimos 30 km de S.
Domingos a Suzana demoraram 2,5
horas. Mas quando chegámos a Suzana,
a surpresa. à chegada tínhamos uma
receção de cerca de 200 crianças a
cantarem e a bailarem, todas
lindamente penteadinhas c tranças.
Não estava acreditar. Toda a
população nos esperava, para mim
inesperadamente. Permanecemos em
Suzana 4 dias, alojados na missão
católica. Foram 4 dias a conviver
com a população. Fomos ao local onde
tudo se passou. Ainda há alguns
vivos e os relatos foram
testemunhos, para nós, muito
importantes.
Não posso ter mais orgulho no irmão
que mal conheci. Como reconhecimento
à nossa visita e ao meu irmão Luís,
a população resolveu chamar à escola
por ele feita: escola Capitão Rei
Vilar, o comandante dos negros como
os antigos ainda o denominam.
Wherever you are Luis : PROUD OF YOU
!!!»




