
Carlos Alberto da Silva Alcobia,
Furriel Mil.º de Infantaria, n.º
55/61-A.

Mobilizado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
integrado no Regimento de Infantaria
de Nova Lisboa (RINL) «FERVET OPUS»,
adido ao Batalhão de Caçadores 3
(BC3) «MANERE AC VINCERE», da Região
Militar de Angola
(RMA) «CONSTANTE E
FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE»;
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª classe, por
despacho de 27 de Julho de 1962 do
General Comandante da Região Militar
de Angola, publicado na Ordem de
Serviço n.º 60, da mesma data, do
Quartel General da Região Militar de
Angola, e por despacho de 30 de
Julho de 1962 do Comandante-Chefe
das Forças Armadas de Angola,
publicado na Ordem do Exército n.º
19 – 3.ª série de 1963.
Furriel Miliciano de Infantaria
CARLOS ALBERTO DA SILVA ALCOBIA
RINL
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º
19 – 3.ª série de 1963.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ªclasse, nos termos do artigo
12.º, do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto 35
667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, cuja data
vai indicada:
Despacho de 30 de Julho de
1962:
O Furriel Miliciano, Carlos Alberto
da Silva Alcobia, do Regimento de
Infantaria de Nova Lisboa.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por despacho de 27 de Julho de
1962, do General Comandante da
Região Militar de Angola, publicado
na Ordem de Serviço n.º 60, da mesma
data, do Quartel General da Região
Militar de Angola):
Louva o Furriel Miliciano do
Regimento de Infantaria de Nova
Lisboa, Carlos Alberto da Silva
Alcobia, adido ao Batalhão de
Caçadores 3, com o n.º 55/61-A, pelo
espírito de iniciativa, entusiasmo e
valentia demonstrados na defesa da
povoação de Nova Caipemba, em 14 de
Abril de 1961.
Ante o assalto da horda terrorista,
o Furriel Alcobia teve uma actuação
reveladora de excepcional
desembaraço, ao utilizar um
lança-granadas-foguete, cujo fogo
obrigou os assaltantes a retirar
para a contra-encosta. Pretendeu em
seguida bater de novo o inimigo com
fogo de morteiro de 60, tendo
entretanto sofrido graves ferimentos
nas pernas, pelo que teve de ser
evacuado, primeiro para Luanda e
depois para a Metróple.
Na sua acção revelou ser um militar
corajoso, valente, decidido e ser
possuidor de sangue frio e de serena
energia debaixo de fogo.