Carlos Correia de Sampaio de
Vasconcelos Porto, Coronel na
situação de reforma.
Nascido
a 23 de Novembro de 1921 na
freguesia urbana de Alcântara,
cidade de Lisboa.
Em 1947, alferes de cavalaria,
mobilizado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola;
Em
1 de Dezembro de 1948 promovido a
tenente;
Em 1956 segue para Lourenço Marques,
considerado na situação de adido de
licença ilimitada;
Em
21 de Maio de 1960, entretanto
promovido a capitão, mantém-se como
adido em comissão de serviço no
comando militar de Moçambique;
Em
24 de Julho de 1962 agraciado com o
grau de Oficial da Ordem Militar de
Avis;
Em 10 de Outubro de 1963 promovido a
major;
Em 19 de Fevereiro de 1964 embarca
de regresso à Metrópole;
Em 27 de Fevereiro de 1964 fica
colocado no Regimento de Lanceiros 1
(RL1 - Elvas) e nomeado para
frequência, no
Instituto de Altos Estudos Militares
(IAEM - Pedrouços), do
curso
de promoção a oficial superior;
De 16 de Maio a 11 de Junho de 1966,
tendo sido mobilizado pelo Regimento
de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, frequenta no
Centro de
Instrução
de Operações Especiais (CIOE -
Lamego) o estágio E2 de
contra-insurreição;
Em
29 de Outubro de 1966 embarca em
Lisboa rumo ao porto de Bissau, como
2º comandante do Batalhão de
Cavalaria 1897 (BCav1897);
Em 3 de Agosto de 1968 regressa ao
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 -
Estremoz);
Em
30 de Novembro de 1968 agraciado com
a Medalha de Mérito Militar de 2ª
classe;
Em 13 de Fevereiro de 1969 promovido
a tenente-coronel;
Em
10 de Abril de 1969 agraciado com a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma, porque...
... «no desempenho das funções de
2º comandante do Batalhão de
Cavalaria nº 1897 demonstrou possuir
conjunto de notáveis qualidades
militares. Competiu-lhe organizar e
dirigir a instrução na fase de
formação do seu batalhão, e de tal
modo foi salientada a sua acção que
dela resultou uma unidade integrada
num invulgar espírito de corpo,
aptidão operacional e manifesto
espírito de missão, conforme ficou
demonstrado através da sua intensa
acção naquele teatro de operações.
Desenvolveu durante toda a sua
comissão, no desempenho das suas
funções, uma invulgar actividade,
empenhando sem reservas as suas
excelentes aptidões físicas e
intelectuais. Oficial dotado de
elevada formação militar,
verticalidade de ânimo e vincada
personalidade, consciente da
necessidade indubitável de uma
disciplina no mais alto grau, o
major Vasconcelos Porto foi sempre
firme, íntegro e justo nas suas
decisões. A par destas qualidades, é
de salientar a forma como sempre
interpretou as suas obrigações para
com os seus subordinados, numa
categórica manifestação de aptidão
de chefia. Estes factos levaram a
criar nos seus subordinados o mais
elevado apreço e consideração,
originando-lhes uma mística
colectiva de bem cumprir as
respectivas missões.
A acção de relevo do major
Vasconcelos Porto transcendeu o
âmbito militar, tendo ficado bem
vincada a sua passagem, em especial
nas povoações de Mansoa e Mansabá,
onde foi manifesto o benefício para
as populações.
Em face da forma altamente honrosa e
brilhante como desempenhou as suas
funções, de que resultou prestígio
para as instituições militares,
considero os serviços prestados pelo
major Vasconcelos Porto
extraordinários, relevantes e
distintos.»
Em
25 de Julho de 1969, tendo sido
nomeado por designação para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, embarca em Lisboa com
destino à cidade
de
Tete, a fim de assumir a chefia de
estado maior do Comando de
Agrupamento 2959 (CmdAgr2959);
Em 11 de Junho de 1970 agraciado com
o grau de Comendador da Ordem
Militar de Avis;
Em
6 de Outubro de 1970 cessa funções
no Comando de Agrupamento 2959
(CmdAgr2959), sendo transferido para
o Batalhão de Artilharia 2918
(BArt2918) a fim de assumir o
comando daquela unidade;
Em
1 de Fevereiro de 1973 cessa funções
de adido em unidade metropolitana
(anteriormente mobilizada para a
Região Militar de Moçambique (RMM)
pelo Grupo de Artilharia Contra
Aeronaves
2 (GACA2 - Torres Novas)), passando
à situação de adido no Ministério do
Ultramar como comandante provincial
da Organização Provincial e
Voluntários de Defesa Civil de
Moçambique (OPVDCM);
Em 18 de Abril de 1973 promovido a
coronel;
Em
1 de Outubro de 1974 regressa
definitivamente à Metrópole;
Em 30 de Novembro de 1974
considerado apresentado na Direcção
da Arma de Cavalaria;
Em 5 de Fevereiro de 1975, com 53
anos de idade e "contando 39 anos de
serviço", compulsivamente passado à
situação de reforma - nos termos do
"decreto-lei nº 264/74 de 20 de
Junho" -, "com uma pensão mensal de
19.080$00".
Faleceu no dia 31 de Outubro de
2012.