"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Carlos
Domingos de Oliveira de Ayala Botto
Capitão de Cavalaria
Comandante da
6.ª Companhia de Caçadores
(4.ª Companhia de
Caçadores Indígena)
«ONÇAS NEGRAS»
«AUT VINCERE AUT MORI»
Comando Territorial
Independente da Guiné
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
Medalha de Prata de
Serviços Distintos com palma
Carlos
Domingos de Oliveira de Ayala Botto, Capitão de
Cavalaria,
nascido no dia 12 de Outubro de 1940, em Lisboa.
Mobilizado, em rendição individual, para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné, como comandante da
Companhia de Caçadores 6 (CCac6) «ONÇAS NEGRAS» - «AUT
VINCERE AUT MORI», do Comando
Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A
LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Serviços
Distintos, com palma, publicado no Diário do Governo,
2.ª série, n.º 105, de 4 de Maio de 1973 e na Ordem do
Exército n.º 10, de 05 de Maio de 1973;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, pelo
Decreto n.º 48412, publicado no Diário do Governo n.º
129/1968, Série I, de 30 de Maio de 1968.
Medalha de Prata de
Serviços Distintos
com palma
Capitão de Cavalaria
Carlos Domingos de Oliveira de Ayala Botto
CCac6 – CTIG
Guiné
Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma
Publicado na Ordem do Exército n.º 10, de 5 de
Maio de 1968
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão
de Cavalaria Carlos Domingos de Oliveira de Ayala Botto
com a Medalha de Prata de Serviços distintos, com palma,
nos termos da alínea b) do artigo 25.º, artigo 63.° e
n.º 1 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar,
de 20 de Dezembro de 1971.
(Publicado no Diário do Governo, 2.ª série, n.º
105, de 4 de Maio de 1973)
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão
de Cavalaria Carlos Domingos de Oliveira de Ayala Botto,
pela forma altamente eficiente como tem desempenhado as
funções que lhe foram cometidas durante a sua comissão
de serviço na província da Guiné.
Tendo sido escolhido, com base na sua reconhecida
capacidade, para o comando da companhia africana de
caçadores n.º 6, em zona particularmente sensível do
teatro de operações, revelou, durante cerca de dezanove
meses, notável dinamismo, determinação e iniciativa,
orientando eficazmente a actividade operacional, por
forma a obter assinaláveis êxitos.
As suas altas qualidades de comando frente ao inimigo
ficaram bem patentes nas acções «Sibilante» e
«Palhetas», em que evidenciou, debaixo de fogo, grande
serenidade e coragem, qualidades já antes demonstradas
aquando das flagelações ao seu aquartelamento e que lhe
garantiram a necessária autoridade para o importante
trabalho de mentalização que levou a efeito sobre os
seus homens, a quem incutiu sólida disciplina e elevado
espírito de missão.
Posteriormente escolhido para adjunto de campo do
comandante-chefe, vem cumprindo com elevado senso,
inexcedível correcção, lealdade e dedicação tão
delicadas funções.
O capitão Ayala Botto, pelo conjunto de qualidades
militares e morais que nele se cruzam e pela forma como
se desempenhou de todas as missões de que fora
incumbido, honrou a arma de cavalaria a que pertence,
prestando, em campanha, no teatro de operações da Guiné,
serviços que é de inteira justiça considerar
extraordinários, relevantes e distintos.