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Condecorações

Carlos Manuel Fonseca Cabral, 1.º Cabo de Cavalaria, da 6/66

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

Carlos Manuel Fonseca Cabral

 Carlos-Manuel-Fonseca-Cabral-350CG-3-Classe-350

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 6/66

 

Pelotão White do

Esquadrão de Cavalaria 403

 

Grupo de Cavalaria 1

«DRAGÕES DE ANGOLA»

 

Região Militar de Angola

«CONSTANTE E FIEL»

«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual e Colectivo 

(Título póstumo)

 

Carlos Manuel Fonseca Cabral, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 6/66, com a especialidade de Apontador de Morteiro Panhard, nascido no ano de 1946, na freguesia de Forno Telheiro, concelho de Celorico da Beira, filho de Alfredo Rosa Cabral e de Maria Otília da Fonseca A-GCAV-1-280Cabral, solteiro;


Mobilizado pelo Grupo de Cavalaria 1 (GCav1 – Silva RMAPorto) «DRAGÕES DE ANGOLA» da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE» para servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado no Pelotão White do Esquadrão de Cavalaria 403 (ECav403);


GCAV1-280Faleceu no dia 9 de Junho de 1967, no itinerário Cago Coutinho – Muie – Chiume, a 100 metros da povoação de Muie, em consequência de ferimentos em combate;


Tinha 21 anos de idade;


Está inumado na campa n.º 545, no cemitério Velho do Luso, na Província Ultramarina de Angola.


Paz à sua Alma


CG-3-Classe-350Louvado, a título póstumo, por feitos em combate na Província Ultramarina de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 27 de Setembro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 94;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, pela Portaria de 21 de Novembro de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª série, de 30 de Dezembro de 1967;


Louvor Colectivo – Esquadrão de Cavalaria 403 – publicado no Artigo n.º 2 da Ordem de Serviço n.º 103, de 27 de Dezembro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, páginas 213 e 214.

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

(Título póstumo) 

 

CG-3-Classe-7001.º Cabo de Cavalaria, n.º 6/66
CARLOS MANUEL DA FONSECA CABRAL
 

ECav403/GrCav1 - RMA
ANGOLA


3.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 36 - 3.ª série, de 30 de Dezembro de 1967.


Por Portaria de 21 de Novembro de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o 1.º Cabo n.º 6/66, Carlos Manuel da Fonseca Cabral, do Esquadrão de Cavalaria n.º 403 do Grupo de Cavalaria n.º 1 - Região Militar de Angola.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 27 de Setembro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola):


Louvado, a título póstumo, o 1.º Cabo n.º 6/66, Carlos Manuel da Fonseca Cabral, do Esquadrão de Cavalaria n.º 403 do Grupo de Cavalaria n.º 1, pelas excepcionais qualidades de militar e combatente, reveladas ao longo de mais de nove meses de permanência em intensa actividade operacional na Zona de Intervenção Leste, da Região Militar de Angola.


Regulando sempre o seu procedimento pelos ditames da virtude e da honra e dando provas de subordinação perfeita, era credor de confiança sem limites, numa revelação constante de absoluta compreensão do dever militar e da disciplina.


Dotado de sangue frio, coragem e decisão debaixo de fogo, este militar era ainda possuidor de alto espírito de abnegação e sacrifício. Voluntário como apontador da metralhadora montada na viatura da testa das colunas, nos vários deslocamentos e nas zonas mais afectadas, era extraordinária a sua capacidade de resistência, resultante duma vontade de ferro, nunca abandonando o seu posto, fossem quais fossem as circunstâncias, pronto a oferecer a vida.


Durante uma operação e quando as Nossas Tropas são atacadas, o 1.º Cabo Cabral, no fim duma rajada, verifica que a metralhadora se encravara. Sereno e calmo, debaixo do rebentamento das granadas do inimigo, consciente do grave risco de vida que corria, remove a avaria da arma.


Posteriormente, durante outra operação e quando a sua viatura era alvo de fogo cerrado e mortífero, em que todos os ocupantes da viatura são atingidos, o 1.º Cabo Cabral, agarrado à sua metralhadora é também ferido de morte, por um só desses primeiros projécteis. Ainda assim mesmo, num acto de puro espírito de missão, de mãos firmes e debruçado em correcta posição de fogo, roda e aponta a sua metralhadora para o lado do inimigo.


Tomba no momento preciso em que acciona o gatilho.


Perdera-se um militar de que se orgulham os seus companheiros de armas do Esquadrão de Cavalaria n.º 403, que honrou a Arma de Cavalaria e prestigiou o Exército Português.

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Louvor Colectivo

 

Esquadrão de Cavalaria 403

 

(Artigo n.º 2 da Ordem de Serviço n.º 103, de 27 de Dezembro de 1967, do Quartel General da Região Militar de Angola)


RMALouvo o Esquadrão de Cavalaria n.º 403, do Grupo de Cavalaria n.º 1, pelo entusiasmo, elevado moral, firme determinação, espírito de sacrifício e vontade de bem cumprir, postos na execução das tarefas que lhe foram confiadas.


Actuando numa região em que as dificuldades de luta são diversas, quer as derivadas das características especiais do terreno, com áreas arenosas e extensas chanas alagadas, quer por ter de enfrentar um inimigo traiçoeiro tem esta Unidade através da sua intensa actividade operacional, manifestado as mais elevadas qualidades e virtudes militares, demonstradas no cumprimento de diferentes missões que lhe tem sido atribuídas, reflexo incontestável duma sã mentalização, óptima preparação e admirável espírito de corpo, revelados pelos seus Oficiais, Sargentos e Praças.


Da sua actividade operacional, caracterizada pela forma agressiva e permanente como tem procurado o inimigo, merecem em especial relevo, pelos bons resultados obtidos, as operações «Atum», «Rubi» e «Ou Racha», com as quais produziu rudes golpes nas organizações inimigas.


Pela eficiente acção que tem desenvolvido no Leste da Província constata-se o Esquadrão de Cavalaria n.º 403 merecedor do público louvor que ora lhe é conferido pelo Comando do Região Militar de Angola, através do qual manifesta o seu elevado apreço e a certeza de que a sua valiosa actividade será continuada.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1967, páginas 213 e 214.)


 

 Carlos-Manuel-Fonseca-Cabral-920

 

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