Carlos Manuel Ramos Lopes, Alferes Mil.º
de Cavalaria, da CCav1401: Cruz de Guerra de 3.ª
classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Carlos
Manuel Ramos Lopes
Alferes Mil.º de Cavalaria
Companhia de Cavalaria
1401
Batalhão de Cavalaria 1851
«...NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Angola:
02Ago1965 a 22Ago1967
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Prémio
Governador-Geral de Angola
Carlos Manuel Ramos Lopes, Alferes
Mil.º de Cavalaria;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
No dia 24 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’,
como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria
1401 (CCav1401) do Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851)
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de
Luanda, onde
desembarcou no dia 2 de Agosto de 1965;
A sua subunidade de cavalaria foi colocada em Vila
Pimba;
Louvado por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 58, de 20 de Julho de 1966, do Quartel
General da Região Militar de Angola;
Em 23 de Setembro de 1966, a sua subunidade rodou para o
Dundo;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª
classe,
pela Portaria de 25 de Abril de 1967, publicada na Ordem
do Exército n.º 11 – 2.ª série, de 1967;
Em 22 de Agosto de 1967, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 3 de
Setembro de 1967;
Agraciado com o Prémio Governador-Geral de Angola,
publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página
197.
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Alferes
Miliciano de Cavalaria
CARLOS MANUEL RAMOS LOPES
CCav1401/BCav1851 — RC3
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º 11 — 2.ª
série de 1967.
Por Portaria de 25 de
Abril de 1967:
Condecorado com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província
de Angola, o
Alferes Miliciano, Carlos
Manuel Ramos Lopes, da Companhia de
Cavalaria n.º 1401 do Batalhão de Cavalaria
n.º 1851 — Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de
Serviço n.º 58, de 20 de Julho de 1966, do
Quartel General da Região Militar de Angola
(QG/RMA):
Louvado o Alferes Miliciano
de Cavalaria, Carlos Manuel Ramos Lopes, da
Companhia de Cavalaria n.º 1401 do Batalhão
de Cavalaria n.º 1851 — Regimento de
Cavalaria n.º 3, porque durante a emboscada
montada pelo inimigo à coluna que comandava,
acção essa combinada com a colocação de duas
minas, constituídas à base de bombas de
avião de 50 kgs, se houve de forma a merecer
que seja realçada e apontada como exemplo, a
sua actuação.
Dando provas de grande
serenidade, dirigiu toda a reacção à
emboscada, orientando particularmente as
guarnições das armas pesadas e tomou a seu
cargo, por se considerar o elemento mais
experimentado em explosivos, e debaixo de
intenso fogo inimigo, a neutralização das
duas minas, uma das quais tinha deflagrado
parcialmente e atingido uma viatura e ferido
três praças que nela seguiam.
Consciente do risco que
corria, dada a potência dos engenhos a
neutralizar, não deixou quaisquer dos seus
subordinados executar esse trabalho, embora
o fogo se tornasse particularmente intenso
sobre o local onde se encontravam as minas
quando o inimigo se apercebeu de que as
mesmas iam ser levantadas.
Uma vez neutralizados os
engenhos e removidos estes do local, voltou
a orientar directamente os seus homens,
conseguindo sair com a coluna da "zona de
morte", sempre sob intenso fogo, levando
pelo seu exemplo a que algumas praças, sob o
seu comando, tivessem cometido verdadeiros
actos de bravura.
Pelo seu comportamento
debaixo de fogo, mais uma vez este oficial
confirmou as suas já reveladas qualidades de
coragem, de decisão, de capacidade de
comando e de consciente determinação no
cumprimento do dever militar, devendo ser
apontado como exemplo, a todos aqueles que
se batem pela integridade da Pátria.