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Falecimento

Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme, Genereal na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Notícia de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 19 de Agosto de 2021, na sua residência no Porto, o veterano

 

Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme

 

General na situação de reforma

 

 00-Carlos-de-Azeredo-400

 

CG-1classe-SDPrataEstado da Índia Portuguesa: 1954 a 1955

 

Comandante de um

Pelotão de Reconhecimento

Esquadrão de Cavalaria 2 (Mapuçá)

 

Estado da Índia Portuguesa: 1960 a 1962

 

2.º Comandante da

Polícia de Segurança Pública

«PELA ORDEM E PELA PÁTRIA»

 

Angola: 1964 a 1966

 

Comandante da

Companhia de Cavalaria 681

Batalhão de Cavalaria 682

«CAVALEIROS DE CABINDA» - «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Guiné: 1967 a 1969

 

Comandante da

Companhia de Cavalaria 1616

Batalhão de Cavalaria 1897

 

Comandante do

Comando Operacional do Sector de Aldeia Formosa

Comando Operacional Temporário 1

 

Comandante do

Centro de Instrução Militar

 

Guiné: 1970 a 1972

 

Chefe da

Secção de Organização e Defesa das Populações

Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos com palma

 

Brevíssima resenha castrense

 

Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme, General na situação de reforma.


Nascido a 4 de Outubro de 1930 na Casa do Cabo "dos primos condes de Leiria", sita na freguesia da Várzea de Ovelha e Aliviada, concelho do Marco de Canavezes, filho de EEMaria Cândida de Noronha e Távora Pereira Mamarraque e de Francisco Carlos de Azeredo Pinto Melo e Leme.


Em 26 de Novembro de 1948 ingressa na Escola do Exército, para frequentar o curso de cavalaria;

EPC
Em Agosto de 1952, promovido a Aspirante-a-Oficial de Cavalaria, conclui o tirocínio na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Torres Novas) «MENS RC6-1AGITAT MOLEN»;


Em 21 de Outubro de 1952 Alferes colocado no Regimento de Cavalaria 6 (RC6 - Porto) «AVANTE PARA A GLÓRIA»;

CMEFED
No ano lectivo de 1953/54 frequenta no Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos (CMEFED - Mafra) «CORPUS MENTIS SERVUS» o 1º ano do curso de mestres de equitação;


Em 8 de Setembro de 1954, voluntário para servir Portugal na Índia Portuguesa, embarca em Lisboa no N/M 'Serpa Pinto' rumo ao porto de Estado-da-India-PortuguesaMormugão;


Em 6 de Outubro de 1954 colocado no Esquadrão de RC6Cavalaria 2 (ECav2 - Mapuçá), como comandante de um Pelotão de Reconhecimento (PelRec) destinado a vigilância da fronteira norte distrital de Goa;


Em Outubro de 1955, entretanto promovido a Tenente, regressa ao Regimento de Cavalaria 6 (RC6 - Porto) «AVANTE PARA A GLÓRIA»;

CMEFED
Em Outubro de 1957 volta ao Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos (CMEFED - EPC-1Mafra) «CORPUS MENTIS SERVUS» para frequentar o último ano do curso de mestres de equitação;


Em 18 de Dezembro de 1959 conclui na Escola Prática de Cavalaria (EPC - Santarém) o curso de promoção a Capitão;

PSP-Goa
Em 21 de Outubro de 1960 embarca em Lisboa no NTT 'Timor' rumo ao porto de Mormugão, a fim de assumir em Pangim funções como segundo-comandante da Polícia de Segurança Pública «PELA ORDEM E PELA PÁTRIA» do Estado da Índia Portuguesa;


Em 19 de Dezembro de 1961 aprisionado pelas tropas invasoras da União Indiana, fica confinado ao campo de tendas em Pondá;

RC6-1
Em 26 de Maio de 1962 desembarca em Lisboa do navio 'Pátria';


Em 12 de Junho de 1962 apresentado no Ministério do Ultramar;

RC3
Em 17 de Julho de 1962 regressa ao Regimento de Cavalaria 6 (RC6 - Porto) «AVANTE PARA A GLÓRIA»;


Em 9 de Maio de 1964, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BCav682BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Cabinda, como comandante da Companhia de Cavalaria 681 (CCav681) do Batalhão de Cavalaria 682 (BCav682) «CAVALEIROS DE CABINDA» - «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


Em 2 de Julho de 1966 regressa à Metrópole;


Em 23 de Setembro de 1966 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma:


Louvado o capitão de cavalaria Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo o Leme, porque, durante vinte meses consecutivos na zona de intervenção norte, tem Medalha-de-Prata-de-Valor-Militarrevelado, a par de grande competência profissional, ser um oficial dotado de muito especiais características para o tipo de luta que enfrentamos, pela sua lúcida inteligência, agressividade, capacidade de organização, espírito de sacrifício e forte determinação, conseguindo assim o máximo rendimento dos seus homens e cumprir com grande brilho as missões que lhe têm sido confiadas.


Acompanhando os seus grupos de combate em operações e ocupando sempre os lugares que se afiguravam de maior perigo e esforço, o capitão Azeredo comprovou todas as qualidades apontadas, muito em especial no decorrer da operação «Bossa nova» na organização e realização de importantes reconhecimentos e de uma «acção especial» de resultados assinaláveis e ainda na profunda e bem orientada acção sobre as populações nativas da zona de acção onde tem actuado.


Baseado em fotografias aéreas o no profundo conhecimento que tem da sua zona de acção, elaborou uma perfeita e pormenorizada carta, de grande valor para a actividade operacional, e, pelo seu constante interesse em melhorar o bem-estar do seu pessoal, está ainda levando a efeito a construção de um aquartelamento cujo projecto é da sua inteira concepção, notavelmente funcional e económico.


Por todas as suas qualidades, considero os serviços já prestados em campanha pelo capitão Azeredo à região militar de Angola e ao Exército extraordinários, relevantes e muito distintos.


(Ordem do Exército n.º 8 – 2.ª série, de 1967, págs. 864 e 865)


RC3No final de Agosto de 1967 mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» em regime de rendição CCav1616individual para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


Em 2 de Setembro de 1967 passa a comandar a Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1616) do Batalhão de Cavalaria 1897 (BCav1897) BCav1897aquartelada no Olossato;


Em 10 de Maio de 1968 promovido a Major;


Em 12 de Junho de 1968 colocado em Aldeia Formosa como comandante do Comando Operacional do Sector de Aldeia Formosa (COSAF) do Comando Operacional Temporário 1 (COT1);


Em 15 de Janeiro de 1969 transferido para o comando do Centro de Instrução Militar (CIM – Bolama);


Em 25 de Março de 1969 agraciado com a Cruz de Guerra de 1ª classe:


Major de Cavalaria
CARLOS MANUEL DE AZEREDO PINTO MELO E LEME
 

CCav1616/BCav1897 - RC3
GUINÉ
 

1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª série, de 1969.


Por Portaria de 25 de Março de 1969:


Cruzde-Guerra-1classe-czCondecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9º e 10º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Major de Cavalaria, Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Louvado o Major de Cavalaria, Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme, pelas excepcionais qualidades de comando reveladas em campanha no comando da Companhia de Cavalaria n.º 1616.


Militar dotado de vincada personalidade, de viva inteligência, de elevado espírito de missão, de inquebrantável vontade e firmeza nas suas decisões, interpretando de forma notável as suas obrigações de chefe militar, o capitão Azeredo granjeou o mais alto respeito, amizade e gratidão dos seus subordinados e das populações das áreas onde actuou.


No campo operacional distinguiu-se pela sua elevada competência profissional, bem evidenciada na forma eficiente como planeou e preparou as operações da sua responsabilidade, e ainda na forma como as executou, conduzindo-se em combate com elevada coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo, ocupando sempre as posições de maior risco, em permanente exemplo de raras qualidades de valentia frente ao inimigo.


O seu valor como combatente ficou bem expresso nas inúmeras acções de combate em que participou, entre as quais é de realçar a sua actuação no ataque à povoação de Olossato, desencadeado pelo inimigo em 30 de Dezembro de 1967, onde ocupou os lugares de maior risco, conduzindo as reacções das nossas tropas com a maior eficiência, rara serenidade e total indiferença ao perigo; em 29 de Setembro de 1967, na operação "Epinema", não hesitou em ocupar a testa da coluna numa situação crítica, galvanizando com o seu exemplo a força que comandava, e posteriormente em acorrer debaixo de intenso fogo inimigo à zona de maior perigo, a fim de pessoalmente dirigir um núcleo que se encontrava na zona de morte de uma emboscada do inimigo; em 15 de Setembro de 1967, na operação "Esponja III", o seu dinamismo, coragem e entusiasmo arrastaram o primeiro escalão das nossas forças, ao incorporar-se nele no assalto à base de Iracunda, sendo-lhe inteiramente devido o êxito da operação.


Promovido a Major, foi-lhe atribuído, em situação crítica, o comando operacional da região de Aldeia Formosa, onde o inimigo exercia intenso esforço de penetração. Mais uma vez o Major Azeredo revelou as suas ex-cepcionais qualidades de chefe de eleição, restabelecendo imediatamente a confiança das populações locais na actuação das nossas forças, estabelecendo um intenso plano de reordenamento, que pôs em execução integrado num eficiente dispositivo de autodefesa.


Nesta missão, que cumpriu com pleno êxito sob a constante pressão do inimigo, o Major Azeredo, com os seus altos dotes intelectuais e morais e com o seu contagiante poder de convicção, tal como sucedera na região do Olossato, conquistou as almas dos seus subordinados e das populações nativas, que o veneram como chefe militar de excepcional valor.


Em 6 de Setembro de 1969 embarca em Bissau de regresso à Metrópole a bordo do NTT 'Rita Maria';

IAEM
De 1 de Abril a 30 de Julho de 1970 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o 2º estágio de actualização para oficiais superiores das armas e serviços;

CCFAG
Em Agosto de 1970 na Curia aceita o convite do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) General Spínola para regressar à Guiné, a fim de chefiar a Repartição de Reordenamento e Autodefesa territorial (SecOrgAutDef/CCFAG);


Em 24 de Outubro de 1970 embarca em Lisboa no NTT 'Manuel Alfredo', rumo a Bissau;


Em 1 d Novembro de 1970 assume a chefia da Secção de Organização e Defesa das Populações do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné;

 CICA1

Em 4 de Novembro de 1972 regressa definitivamente à Metrópole;


RAP2Em 27 de Novembro de 1972 fica colocado no Centro de Instrução de Condução Auto 1 (CICA1) «BRIOSOS NO ENSINO» / Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», como director de instrução e 2º comandante;


Em 14 de Abril de 1973 agraciado com a segunda Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné, o Medalha-de-Prata-de-Valor-Militarmajor de cavalaria Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme, pela forma altamente eficiente, dinâmica e delicada como desempenhou as funções de chefe da Secção de Organização e Defesa das Populações do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné durante a sua comissão de serviço no teatro de operações da Guiné.


Tendo servido nesta província na sua anterior comissão, onde se distinguiu por actos de bravura em combate que lhe valeram a honrosa cruz de guerra de 1.ª classe que ostenta, adquiriu perfeito conhecimento dos problemas e das gentes da Guiné, em que alicerçou a actividade agora desenvolvida, que bem se coaduna com a sua formação profundamente humanitária e a que se entregou com inexcedível desvelo e entusiasmo.


À sua acção se deve o incremento e concretização do plano provincial de reordenamentos e autodefesas, o que lhe exigiu, além de muitos sacrifícios e canseiras, o conhecimento de matérias que saem do âmbito militar, mas que a sua viva inteligência e vasta cultura geral lhe permitiram rapidamente absorver.


Para acompanhar e impulsionar a execução desta obra, que, entre outros benefícios, se materializou na construção de numerosas escolas, postos de saúde e milhares de habitações, deslocou-se o major Azeredo a todos os pontos da província onde a sua presença se impunha, estimulando as tropas com o seu dinamismo e estabelecendo estreito e afectuoso contacto com as populações, que lhe têm rendido inequívocos testemunhos de veneração. Desempenhou-se ainda, com o mais alto sentido do dever, eficiência e dignidade, de todas as missões extraordinárias de serviço de justiça de que foi incumbido, com base no reconhecimento da sua inflexível verticalidade.


O major Azeredo, pelas suas excepcionais qualidades militares e de carácter, de que sobressaem a sua rica personalidade e uma grandeza de alma por todos reconhecida, mais uma vez prestou à Pátria, em campanha, serviços que é de elementar justiça considerar extraordinários, relevantes e distintos


(Diário do Governo, 2.ª série, n.º 98, de 26 de Abril de 1973)


CICA1Em Agosto de 1973 passa a comandante-interino do RAP2Centro de Instrução de Condução Auto 1 (CICA1) «BRIOSOS NO ENSINO» / Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»;


De 1973 a 1974 frequenta o curso de transportes-auto 'Plano TEC' do Centro de Instrução de Condução Auto 1 (CICA1) «BRIOSOS NO ENSINO» / Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Gaia) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS»;


Em 1 de Janeiro 1974 promovido a Tenente-Coronel;


Na madrugada de 25 de Abril de 1974 assume no Porto as operações delineadas pelo CC/MFA e usurpa 'manu militari' o comando do quartel-general da Região Militar Norte (RMN) «HONRA E BRAVURA»;


Em 27 de Abril de 1974 chamado a Lisboa e nomeado pela JSN/MFA como «delegado para a Madeira», seguindo de avião para o Funchal;

RMN
Em 28 de Novembro de 1974 graduado em Brigadeiro «enquanto exercer as funções de comandante militar» do Comando Territorial Independente da Madeira (CTI – Madeira) «PELA HONRA E PELA PÁTRIA»;


Em 20 de Fevereiro de 1975 «governador civil e presidente da junta governativa do distrito autónomo do Funchal»;

CTIMadeira
Em 04Mar1975 confirmado governador militar do Comando Territorial Independente da Madeira (CTI – Madeira) «PELA HONRA E PELA PÁTRIA»;


Em 20 de Março de 1975 promovido a Brigadeiro «por conveniência urgente de serviço público»;


Em 1976 regressa ao Porto (vindo a ser, antes de 2 de Março de 1977, despromovido de Brigadeiro e promovido a Coronel);


Direc-a-da-Arma-de-CavalariaEm 1979, entretanto novamente promovido a Brigadeiro, assessor militar do Primeiro-Ministro Sá Carneiro;


Posteriormente inspector da Arma de Cavalaria RMN-1«MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS» e 2º comandante da Região Militar Norte (RMN) «HONRA E BRAVURA»;


De 1986 a 1989 director da Arma de Cavalaria «MERECEMOS O NOME DE SOLDADOS» e general comandante da Região Militar Norte (RMN) «HONRA E BRAVURA»;


Seguidamente aceita convite do PRESIDENTE Mário Soares para chefiar a casa militar da Presidência da República;


Em 9 de Março de 1996 cessa funções de chefe da casa militar da Presidência da República;


Em 18 de Novembro de 2003 conclui a sua autobiografia, epigrafada "Trabalhos e Dias de Um Soldado do Império".


Faleceu no dia 19 de Agosto de 2021 na sua residência no Porto, como General na situação de reforma.


Paz à sua Alma.

 

00-Carlos-de-Azeredo-920

 

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