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Casimiro Augusto Teixeira,
Alferes de Infantaria, da CCac103/BCac96
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW |
 Casimiro
Augusto Teixeira
Companhia de
Caçadores 103
Angola: 14Mai1961 a
02Jan1962 (data do falecimento)
Cruz de
Guerra de 3.ª classe
Casimiro Augusto Teixeira,
Alferes de Infantaria, nascido no dia 10 de
Janeiro
de 1938, na freguesia e concelho do Sabugal,
filho de Manuel Teixeira e de Maria dos
Anjos Neves, solteiro;
Em 01 de Outubro de 1960, Cadete-Aluno da
Academia
Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO
PATRIA MORI», concluiu o curso de
Infantaria, sendo promovido a
Aspirante-a-Oficial e colocado na Escola
Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD
UNUM» para tirocínio;
De 09 a 09 de Fevereiro de 1961, frequentou
na Escola Prática de Infantaria (EPI -
Mafra) «AD UNUM» o curso sobre métodos de
instrução;
Em
13 de Abril de 1961, promovido a Alferes de
Infantaria;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2
(RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para
servir Portugal na Província Ultramarina de
Angola;
A partir de 07 de Junho de 1961, tomou parte
nos Dembos Sul em sucessivas operações de
contra-guerrilha, prosseguindo contínua
actividade até Nambuangongo ser retomada em
09 de Agosto de 1961 pelas Nossas Tropas;
Na 3.ª feira, dia 02 de Janeiro de 1962,
tendo assumido o comando interino da sua
companhia e quando em patrulha na área da
Pedra Boa (Nambuangongo), nas imediações do
rio Vêmbia foi mortalmente atingido por
projéctil de atirador furtivo (muito
provavelmente o mercenário António Fernandes
contratado pela UPA);
Paz à sua Alma
Está inumado no cemitério da sua
naturalidade.
Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, a título póstumo, pela
Portaria de 08 de Março de 1962, publicada
no Diário do Governo n.º 71 – 2.ª série, de
24 de Março de 1962, e transcrita na Ordem
do Exército n.º 7 – 2.ª série, página 1038,
de 01 de Julho de 1962:
Cruz de Guerra da
3.ª classe
Alferes
de Infantaria
CASIMIRO AUGUSTO TEIXEIRA
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da
Portaria publicada na O.E. n.º 7 - 2.ª
série, de 1962.
Por Portaria de 8 de Março do corrente ano,
publicada no Diário do Governo n.º 71, 2.ª
série, de 24 do mesmo mês, foi condecorado,
a título póstumo, com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, nos termos do § 1.º do artigo
10.º do Regulamento da Medalha Militar, de
1946, o Alferes de Infantaria, Casimiro
Augusto Teixeira, por serviços prestados em
acções de combate na Província de Angola.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Concedido pelo General Comandante da Região
Militar de Angola e publicado na OS n.º 13,
de 14 de Fevereiro de 1962, do QG/RMA):
Louvado por seu despacho de 6 de Fevereiro
de 1962, a título póstumo, o Alferes de
Infantaria, Casimiro Augusto Teixeira, por
ter sido morto em combate à frente dos seus
homens, pelo extraordinário e excepcional
valor demonstrado nas operações em que tomou
parte, nomeadamente nas regiões de Dange,
Luica, Mucondo, Nambuangongo e Quimanoxe.
Jovem oficial, com destacada aptidão para o
comando de tropas, afirmou perante o inimigo
invulgares qualidades militares, de coragem,
decisão, serena energia debaixo de fogo,
sangue frio e iniciativa, qualidades que
evidenciou na acção realizada em 2 de
Janeiro de 1962, na região das matas do rio
Vembia, em que, depois de haver feito uma
batida e montado com sucesso uma emboscada,
reagiu pronta e decididamente a um incidente
ocorrido durante a marcha de regresso,
mandando apear o seu pessoal e procedendo
com valentia, desembaraço e discernimento a
uma manobra de envolvimento e pesquisa da
área suspeita, durante a qual foi
mortalmente atingido por um tiro inimigo,
quando dava ordens.
Pelo mérito da sua acção de comando, pelo
seu decidido e bravo espírito de bem servir
e pela generosa doação de todas as suas
qualidades e de todas as suas forças no
cumprimento da missão, o Alferes Casimiro
Augusto Teixeira impôs-se como um exemplo de
militar brioso, firme e plenamente devotado
à profissão das Armas, acrescentando valor
às tradições das tropas da 3.ª RM e honrando
o Exército Português.
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05Mai1961:
A partida do NTT 'Vera Cruz' para a
Província Ultramarina de Angola, in Diário
de Lisboa, ed.
13790
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