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10 de Junho

Celebrações do 10 de Junho - Encontro Nacional de Combatentes

 

Cerimónias do dia 10 de Junho de 2008

Dia de Portugal

Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar

Forte Bom Sucesso, Lisboa

 

15.º Encontro Nacional de Combatentes

Lisboa, 10 de Junho de 2008

 

Informações cedidas por um veterano

 

Notícias

 

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Notícia 1:

"Cavaco quer que Encontro de Combatentes seja factor de união",

in Lusa/SOL 10Jun2008 15:48

Notícia 2:

"Cavaco Silva saudou a realização do Encontro Nacional de Combatentes neste 10 de Junho e manifestou o desejo que esta reunião constitua "um factor de união" entre os cidadãos portugueses",

in http://www.kaminhos.com/destaque.asp?id_artigo=8040

 

Notícia 3:

"O professor universitário João César das Neves contrapôs hoje o sangue que era derramado por "dever" e "sacrifício" pelos antigos combatentes na guerra colonial com o sangue que actualmente se pede ao regime, "pelo aborto"

in Lusa, 10Jun2008 15:15:02)

 

Notícia 4:

As cerimónias do XV Encontro Nacional de Combatentes ficaram ontem marcadas pela exibição de um 'cemitério' no relvado de Belém. As cruzes e urnas de madeira mostravam os nomes dos militares que morreram em Angola, Moçambique e Guiné e cujos corpos nunca foram devolvidos às famílias. Os ex-combatentes pedem que os camaradas tombados regressem a casa.

in CM-online, 11Jun2008 00:30)

 

Notícia 5:

http://www.realporto.pt/engine.php?cat=169

 

 

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Notícia 1:

"Cavaco quer que Encontro de Combatentes seja factor de união",

in Lusa/SOL 10Jun2008 15:48)

«O Presidente da República manifestou o desejo que o Encontro Nacional de Combatentes, que hoje voltou a realizar-se junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Lisboa, se constitua como "um factor de união" entre os portugueses.

Cavaco Silva não esteve presente no encontro, mas enviou uma mensagem aos antigos combatentes, que foi lida pelo presidente da comissão executiva deste evento, o general Taveira Martins.

"Saúdo os nossos antigos combatentes, testemunhos vivos e participantes na nossa História recente, manifestando-lhes o respeito e admiração que nos merecem. Formulo votos para que este encontro, de elevado sentido cívico e patriótico, se constitua como um factor de união dos portugueses em torno dos valores que nos animam e nos fazem amar Portugal", escreveu o Presidente da República.

Antes da leitura da mensagem presidencial, o XV Encontro Nacional de Combatentes abriu com uma missa no Mosteiro dos Jerónimos e memória dos que "tombaram pela Pátria", celebração que foi presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

Lida perante centenas de ex-combatentes e respectivas famílias, Cavaco Silva referiu-se na sua mensagem "aos oito séculos de História de Portugal. Uma História de coragem, aventura, determinação e bravura. Uma História de sucesso como País, soberano, livre e independente. Uma História de valores, de tradições e de abertura ao mundo, património cultural que marca de forma impressiva a nossa identidade e o nosso carácter", sustentou.

O Presidente da República fez depois uma referência à actual conjuntura social do País, defendendo que a História deve assumir-se como "um suporte anímico e fonte de inspiração para se trilhar os caminhos do presente e dar resposta aos imperativos de continuar Portugal".

Para Cavaco Silva, "é preciso fazer do futuro um desafio exaltante que as todos mobilize", razão pela qual "afirmamos a nossa vontade firme de vencer as dificuldades e contribuir para um país cada vez mais justo, mais solidário e mais próspero".

Após a leitura da mensagem de Cavaco Silva, que também foi escutada pelo antigo ministro do Ultramar (1961-1963) e ex-líder do CDS Adriano Moreira, discursou o professor da Universidade Católica Portuguesa João César da Neves, realizou uma breve cerimónia inter-religiosa católica e muçulmana (com a presença do Sheik Munir da Mesquita de Lisboa) e foi cantado o Hino Nacional.

O encontro terminou com passagens de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e com a deposição de ramos de flores junto ao Monumento aos Combatentes no Ultramar.»

(cf "Cavaco quer que Encontro de Combatentes seja factor de união", in Lusa/SOL 10Jun2008 15:48)

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Notícia 2:

"Cavaco Silva saudou a realização do Encontro Nacional de Combatentes neste 10 de Junho e manifestou o desejo que esta reunião constitua "um factor de união" entre os cidadãos portugueses",

in http://www.kaminhos.com/destaque.asp?id_artigo=8040

 

«Cavaco Silva saudou a realização do Encontro Nacional de Combatentes neste 10 de Junho e manifestou o desejo que esta reunião constitua "um factor de união" entre os cidadãos portugueses.

Numa mensagem lida pelo presidente da comissão executiva do Encontro de Combatentes, o general Taveira Martins, referiu-se ao momento social que Portugal atravessa. A História deverá constituir "um suporte anímico e fonte de inspiração para se trilhar os caminhos do presente e dar resposta aos imperativos de continuar Portugal", escreveu Cavaco Silva.

Para o presidente da República, "é preciso fazer do futuro um desafio exaltante que a todos mobilize", razão pela qual "afirmamos a nossa vontade firme de vencer as dificuldades e contribuir para um país cada vez mais justo, mais solidário e mais próspero".

A cerimónia, em que participaram o Sheik Munir da Mesquita de Lisboa e o cardeal patriarca de Lisboa, reuniu centenas de pessoas junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Lisboa.

O movimento cívico de antigos combatentes improvisou um cemitério para lembrar os mais de três mil soldados que morreram por Portugal e cujos corpos não voltaram ao país. Para chamar para a questão, querem recolher assinaturas numa petição para entregar na Assembleia da República e a Cavaco Silva.»

in http://www.kaminhos.com/destaque.asp?id_artigo=8040

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Notícia 3:

"O professor universitário João César das Neves contrapôs hoje o sangue que era derramado por "dever" e "sacrifício" pelos antigos combatentes na guerra colonial com o sangue que actualmente se pede ao regime, "pelo aborto"

in Lusa, 10Jun2008 15:15:02)

«O professor universitário João César das Neves contrapôs hoje o sangue que era derramado por "dever" e "sacrifício" pelos antigos combatentes na guerra colonial com o sangue que actualmente se pede ao regime, "pelo aborto".

As palavras do economista e docente da Universidade Católica Portuguesa foram proferidas na cerimónia do XV Encontro Nacional de Combatentes, que tradicionalmente se realiza em Belém junto ao Monumento aos Combatentes no Ultramar.

Após ser lida a mensagem do chefe de Estado, Cavaco Silva, o economista usou da palavra para prevenir que iria falar não sobre o sangue, mas sobre "o que o sangue diz dele mesmo".

"O sangue que hoje existe é escondido. Hoje já não há o sangue que o regime nos pede, pela guerra. O sangue que hoje há é aquele que nós pedimos ao regime, pelo aborto. E esse sangue não nos fala de dever. Fala-nos de prazer, de desespero, de abandono, de solidão, de infâmia", disse.

Neste contexto, João César das Neves ainda acrescentou que o sangue do nosso tempo "é um sangue de um tempo de direitos, de ambições, de realização pessoal"

Já em relação aos tempos da guerra no Ultramar, João César das Neves defendeu que alguns dos antigos combatentes não queriam estar envolvidos naqueles conflito militar.

"Grande parte desse sangue não concordava com aquela guerra, não apoiava sequer o regime que a declarara. Mas estava ali e combatia, por ser o seu dever. Sacrificava a sua vida, não porque quisesse sacrificá-la, não porque apoiasse a causa, porque fizesse feitos notáveis, únicos. Simplesmente porque devia ali ir e tinha de cumprir o seu dever", advogou.

Segundo César das Neves, é hoje "difícil de compreender este sangue", porque "num tempo de ambições este sangue fala-nos de entrega e de sacrifício".»

(cf "10 de Junho: César das Neves contrapõe sangue "por dever" no Ultramar ao sangue de hoje com o aborto"; Lusa, 10Jun2008 15:15:02)

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Notícia 4:

As cerimónias do XV Encontro Nacional de Combatentes ficaram ontem marcadas pela exibição de um 'cemitério' no relvado de Belém. As cruzes e urnas de madeira mostravam os nomes dos militares que morreram em Angola, Moçambique e Guiné e cujos corpos nunca foram devolvidos às famílias. Os ex-combatentes pedem que os camaradas tombados regressem a casa.

in CM-online, 11Jun2008 00:30)

As cerimónias do XV Encontro Nacional de Combatentes ficaram ontem marcadas pela exibição de um 'cemitério' no relvado de Belém. As cruzes e urnas de madeira mostravam os nomes dos militares que morreram em Angola, Moçambique e Guiné e cujos corpos nunca foram devolvidos às famílias. Os ex-combatentes pedem que os camaradas tombados regressem a casa.

O encontro ficou ainda marcado pelo discurso enviado por Cavaco Silva – o Chefe de Estado não esteve nas cerimónias junto ao Monumento aos combatentes do Ultramar, em Belém, porque participou nas cerimónias do 10 de Junho em Viana do Castelo – lido pelo general José Taveira Martins, presidente da Comissão que organizou o evento.

O presidente apela à união entre os portugueses: "Saúdo os nossos antigos combatentes, testemunhos vivos e participantes na nossa História recente, manifestando-lhes o respeito e admiração que nos merecem. Formulo votos para que este encontro se constitua como um factor de união em torno dos valores que nos animam e nos fazem amar Portugal".

Também o antigo ministro do Ultramar (1961-1963) e ex-líder do CDS, Adriano Moreira, marcou presença no encontro anual.

O professor universitário João César das Neves discursou para comparar o sangue derramado na guerra com a lei do aborto: "Hoje já não há o sangue que o regime nos pede, pela guerra. O sangue que hoje há é aquele que nós pedimos ao regime, pelo aborto. E esse sangue não nos fala de dever. Fala-nos de prazer, de desespero, de abandono, de solidão, de infâmia".

O cantor Dany Silva e a selecção nacional de Râguebi cantaram o hino nacional antes da exibição de meios da Força Aérea Portuguesa. O encontro terminou com a deposição de flores no Monumento aos Combatentes.

Pela primeira vez, foi feito um cemitério fictício, onde os militares exigiram através de cartazes que os restos mortais dos milhares que morreram em vários cenários da guerra do Ultramar sejam trazidos para Portugal, a pátria que serviram.

D. José Policarpo presidiu pela primeira vez à cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana) do encontro. Numa missa realizada no Mosteiro dos Jerónimos, o Cardeal-patriarca de Lisboa recordou os que "tombaram pela Pátria". A celebração religiosa contou também com a presença do Sheik Munir.

O XV Encontro Nacional de Combatentes visou, segundo a organização, "sensibilizar os portugueses para a necessidade de continuar a gostar da Pátria e louvar os mortos da guerra".»

(cf "Comemorações: Presidente da República envia mensagem a ex-combatentes" / "Trasladação exigida"; Angela Lopes, CM-online, 11Jun2008 00:30)

 

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