Informações cedidas por um Veterano e
texto
cedido pelo
Cor. Manuel Amaro Bernardo
16.º Encontro Nacional de Combatentes
10
de Junho de 2009
Comissão Executiva e Discurso
Comissão Executiva:
Ten. Gen. Alípio Tomé Pinto (presidente)
– «Enquanto tenente
de infantaria, em 28Mai61 embarcou em Lisboa com destino
ao norte de Angola integrado na CCac129. Em 64-65 na
Guiné como capitão comandante da CCa675, «teve uma
intervenção brilhante na guerra e na paz, tanto que a
alcunha dele [na área de Binta] era Tomé "Galo"» (cit
Rodrigo da Silveira). Desde fins de Ago72, com o posto
de major desempenhou em Luanda a chefia da 2ªRep/QG-CCFAA,
na qual foi mantido até chegada do vice-almirante Rosa
Coutinho a Angola. Regressado a Lisboa, após meados de
Ago75 participou em reuniões preparatórias do "25 de
Novembro".»

Discurso do Ten. Gen. Alípio Tomé Pinto:
COMBATENTES,
FAMILIARES e AMIGOS
SENHORES CONVIDADOS:
-Pela 16.ª vez aqui
nos reunimos para HONRAR o nome de PORTUGAL – 10 de
Junho –; para HOMENAGEAR aqueles que connosco combateram
e para transmitir o TESTEMUNHO aos vindouros.
-Não foi fácil para
aqueles que deram início e vida a esta ROMAGEM após a
construção do Monumento, que a todos os Portugueses
contempla e do seu sentido e significado se devem
orgulhar.
Romagem que na data
exigiu coragem, sentido do dever e sentimento de
fraternidade. Ainda bem que o fizeram… mas os
Combatentes não querem que este acto seja uma simples
rotina, desejam ir bem mais além no reforço de VALORES
que fizeram de nós um Povo Universal e Solidário.
- Somos da Europa,
atravessamos mares, deixámos MARCAS e Referências
percorrendo e criando Novos Mundos. Somos, sem dúvida,
os “ últimos SOLDADOS do Império “; mas, sem dúvida,
somos a geração que abriu novos caminhos para a
consolidação da língua portuguesa e assim dar vida a uma
nova COMUNIDADE dos falantes dessa língua, a – C P L P –
-Sem o vosso esforço
e sacrifício, incluindo o dos vossos Familiares, sem os
combatentes de África e da Oceânia, difícil seria surgir
um 25 de Abril de 74 e um 25 de Novembro em 1975 e
vermos, assim, renascida e reforçada a DEMOCRACIA e a
ESPERANÇA.
-A construção do
FUTURO nem sempre é isenta de sacrifícios e sangue,
somos a prova de que assim foi; mas somos também a prova
viva da constituição desse novo espaço que se entende em
português na multiplicidade das suas identidades e
especificidades, tornando o mundo mais rico pelo
entrosamento do conhecimento e das culturas.
-A nossa História é
memória feita de emoções, sacrifícios mas também de
afectos...
Que este espaço, ao
redor do Monumento, seja considerado “Chão Sagrado” onde
todos e cada um de nós, em oração e recordação, possamos
HONRAR e DIGNIFICAR aqueles que vão partindo para
continuar PORTUGAL…
-Nada devemos…Fomos
combatentes por Portugal e, hoje, podemos e devemos
exigir a consideração que é devida aos que mais sofrem
os efeitos desse combate.
-Para ser breve,
resta-me agradecer a presença de todos e em especial dos
nossos Convidados, dos Chefes dos Estados Maiores dos
Ramos, da CML e da CPLP, presença que sublinho.
Obrigado.
Agradecer, ainda, a
presença de todos os COMBATENTES, das Associações de
Combatentes e sua disponibilidade, das Associações de
Militares e dos jovens alunos dos Institutos e das
Academias Militares (combatentes de amanhã), Fundação
Aljubarrota, Prof. e alunos da Univ. Lusófona e tantos
outros;
Por último sublinhar
aqueles que de forma muito empenhada e generosa
contribuíram para tornar possível este ENCONTRO. Destaco
alguns deles:
- O apoio e
colaboração da Liga dos Combatentes, dos Ramos das
Forças Armadas e dos nossos apoiantes-beneméritos: João
Pereira Coutinho, Luís Macedo em nome da Fundação PT;
- A disponibilidade
de S. Ex.ª. o Sr. Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz, do
Cor. Américo Henriques, da Sr.ª. Drª. Kátia Guerreiro,
do apresentador nosso ex-militar Luís Francisco e de
todos aqueles que de forma desinteressada, muito
dedicada se constituíram em Equipa desde o início deste
ano.
A todos BEM
HAJAM.
- A terminar; que a
MEMÓRIA seja esperança, fé e confiança num Portugal
justo, fraterno e solidário são os desejos dos
COMBATENTES e então diremos: “Valeu a pena…”
10 de JUNHO
de2009
A. Tomé Pinto
Ten. Gen.