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10 de Junho

Celebrações do 10 de Junho - Dia de Portugal

 

 

Dia de Portugal

 

 

 

10 de Junho - As cerimónias

 

 

10 de Junho de 1970 (Lisboa)

 

 

Imagens cedidas por um colaborador do portal UTW

 

 

 

 

Dia de consagração de todos aqueles que se distinguiram na luta tenaz e firme que opomos a quem, menosprezando o sentido de portugalidade, em nós existente, tenta desmembrar algumas das parcelas do inalienável território Pátrio.


Dia de glória e de recolhida veneração por todos os que deram a vida pela causa suprema da Nação e cujos nomes ilustrarão, a letras de oiro, mais uma época brilhante da nossa História.


Não haverá quem deixe de vibrar ao som das marchas militares que ecoam pelos ares fora; os corações batem em ritmo mais rápido perante aquelas insígnias que passarão a ornar os peitos que, com destemor, se oferecem às balas; lágrimas sentidas correrão pelas faces comovidas de quantos vêem a criança, a viúva ou o velho pai recebendo uma condecoração a título póstumo. O orgulho de ser português será um sentimento a vibrar em quantos, de longe ou de perto, têm a felicidade de poder assistir à tão luzida cerimónia de consagração de vivos e mortos.


No entanto, a vida, na sua rotina do dia-a-dia, é suficiente para que muitos, passada a euforia da cerimónia nacional e militar, se esqueçam de que lá longe, nas plagas africanas da Guiné, de Angola e de Moçambique, há milhares de homens que continuam combatendo, sofrendo e morrendo para que a vida desses mesmos - dos que são capazes de os esquecer - continue como sempre foi.
Esse esquecimento, por vezes quase alheamento, do que por lá se passa é uma ofensa para todo aquele que, generosamente, está combatendo e sacrificando anos da sua vida para o bem comum.


A indiferença generalizada pela tropa que vai e pela que regressa é, infelizmente, facto mais que comprovado para a quase totalidade das pessoas que ali não tenham parentes ou amigos.


O à-vontade inconsciente com que se levantam e propagam atoardas sobre o procedimento e benefícios auferidos pelas Forças Armadas constitui a mais grave das atitudes negativas que se pode assumir em relação a quem tudo dá sem nada receber, senão a consciência do Dever cumprido.


O 10 de Junho - Dia de Portugal - tem que constituir uma chamada de consciência!


Que desse dia, e das grandiosas manifestações que têm lugar nas principais capitais do Mundo Português, fique na memória de todos, para além do aparato da cerimónia, que a guerra continua e que os sacrifícios não acabaram.


A consciencialização de que o soldado português é dos melhores entre os melhores não é senão o corolário imediato do seu tão nobre procedimento, mais uma vez comprovado desde os já distantes dias de Março de 1961.


Só será digno desses heróis quem os saiba venerar, admirar e para eles tenha sempre pensamentos de gratidão que lhes são devidos.

 

 

 

«A nossa vitória avizinha-se; e pouco a pouco, sem atacarmos ninguém, vai sendo melhor compreendida a justa e nobre causa que defendemos.» (Júlio de Almeida Marques, professor primário e ex-combatente na Guiné).

 

 

 

 

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19700610 Cmdt ZACVG Torre e Espada
Comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné, condecorado com Torre e Espada

 

 

Clique na imagem que se segue para visualização do conteúdo

 

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19700611 Di Lisb14 red


 

A imagem que se seguem foram cedidas pelo veterano J. Antero Ferreira

(Jornal - “O PRIMEIRO DE JANEIRO” – Junho de 1970)

 

No Terreiro do Paço, em Lisboa O Chefe de Estado condecora com a Torre e Espada o coronel tirocinado piloto aviador Manuel Diogo Neto

 

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