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10 de Junho

Celebrações do 10 de Junho - Dia de Portugal

 

 

Dia de Portugal

 

 

 

10 de Junho - As cerimónias

 

 

10 de Junho de 1971 (Porto)

 

 

Imagens cedidas por um colaborador do portal UTW

 

 

O MINISTRO SÁ VIANA REBELO PRESIDIU AS CERIMONIAS NO PORTO


As cerimónias do Dia de Portugal decorreram no Porto, na Praça Gonçalves Zarco, sob a presidência do titular das pastas da Defesa Nacional e do Exército, Gen. Sá Viana Rebelo.


Ouvida a alocução gravada, alusiva às comemorações, foram impostas condecorações a 59 elementos das Forças Armadas, nove das quais a título póstumo. Seguiu-se o desfile de cerca de 4500 homens do Exército, Marinha, Força Aérea, G. N. R. e P. S. P., sob o comando do Brigadeiro Oliveira Barreto, 2.º Comandante da RMP.


À tarde o Ministro Sá Viana Rebelo inaugurou a exposição «O Ultramar Português», no átrio do Palácio da Bolsa.


Ao fim da tarde o Município Portuense ofereceu uma recepção nos Paços do Concelho, de homenagem aos heróis do Ultramar e, à noite, no Teatro de S. João efectuou-se um concerto pela banda da G. N. R.


Durante a recepção oferecida pela Câmara Municipal do Porto a que também esteve presente o Vice-Chefe do Estado Maior do Exército, Gen. Santos Paiva, o Ministro da Defesa Nacional e do Exército pronunciou a seguinte alocução:


Tem sido grave para as Forças Armadas esta época do nosso País pelos acontecimentos do Ultramar, mas o povo português tem respondido à chamada formando o grosso dessas mesmas forças, devidamente instruído e enquadrado pelos militares de carreira. O cumprimento do serviço militar por esses milhares de homens tem sido um esforço denodado do País, compensado até agora por não se ter diminuído em África a nossa extensão territorial nem se ter quebrado a unidade nacional. Neste esforço é de justiça salientar a atenção, o cuidado e a clarividência que o sr. Presidente do Conselho, prof. Marcello Caetano, tem dado nestes últimos anos a todos os assuntos que respeitam às Forças Armadas, para que estas possam cumprir a missão que lhes cabe na defesa de todo o território nacional, metropolitano e ultramarino.


O nono da defesa do Pais mantém-se sem alteração, e como imperativo nacional: assegurar as nossas fronteiras na Metrópole e no Ultramar, garantir a unidade da Nação portuguesa, embora na administração local ultramarina participem cada vez mais as entidades e os indivíduos que residem nas províncias e que de perto vivem os seus problemas. Esforço claro e amplamente justificado, este de defender o que é de todos os portugueses, acompanhado pela importante acção diplomática que sem desfalecimentos se tem realizado para prevenir acções internacionais que nos atinjam.


Esforço eivado de milhares de sacrifícios e de milhares de preocupações, que no futuro da História de Portugal marcará uma época saliente na consolidação do nosso Pais, tal qual é, e tal qual queremos que continue a ser.


Anima-nos nesta fé a justiça do nossa razão, a valorização constante do País e o apoio do povo ao esforço militar dos últimos dez anos, apoio que nestas terras do Norte nunca foi negado e tem constituído valiosa contribuição para a eficiência das Forças Armadas.


Assim, de braços dados, podemos olhar firmemente para o futuro, na convicção de que as próximas gerações terão de dever às actuais gerações a conservação do património nacional, apesar dos fortes escolhos que se encontram no rumo traçado. Há que vencê-los e passar adiante.

 

 

 

 

 

 

PORTO - O titular das pastas da Defesa Nacional e do Exército presidiu às cerimónias na Cidade Invicta, onde foram condecorados cinquenta e nove elementos das Forças Armadas.

 

 

 

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