Brevíssima resenha castrense
Clodomir Sá Viana de Alvarenga,
Coronel de Infantaria na situação de
reforma, nascido no
dia 18 de Dezembro de 1918, em
Évora.
Em 27 de Maio de 1953, Major de
Infantaria, agraciado com o
Oficialato da Ordem Militar de Avis;
Em 11 de Março de 1959, professor
nos Pupilos do Exército (PE) «QUERER
E PODER», integra grupo de militares
e civis destinado a sublevar o
Regimento de Lanceiros 2 (RL2 –
Ajuda) «MORTE OU GLÓRIA», acção
abortada pelas autoridades (no que
fica conhecido como "Intentona da
Sé");
Em 2 de Agosto de 1960, exonerado de
professor do 2º grupo de disciplinas
dos
Pupilos do Exército (PE) «QUERER
E PODER»;
Em 15 de Novembro de 1960, colocado
no Quartel-General do Comando
Militar Independente dos Açores
«SEMPRE PRONTOS»;
Em 11 de Outubro de 1961, promovido
a Tenente-Coronel chefe do Distrito
de Recrutamento e Mobilização 19
(DRM19) «ESCOLHENDO OS MELHORES» do
Comando Militar Independente dos
Açores «SEMPRE PRONTOS»;

Em 23 de Outubro de 1963, tendo sido
mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE
EXCELENTES E VALOROSOS» para servir
Portugal na Província
Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa rumo a
Luanda, a fim de organizar recepção
ao Batalhão de Caçadores 540
(BCac540) «OS LEOPARDOS» para servir
sob o seu comando;
Em 7 de Dezembro de 1965, agraciado
com a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma:
Tenente-Coronel de Infantaria
CLODOMIR SÁ VIANA DE ALVARENGA
BCac540 - BC10
Angola
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 3 – 2.ª série,
de 1 de Fevereiro de 1966
Por Portaria de 7 de Dezembro de
1965:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos, com palma,
por ter sido considerado ao abrigo
da alínea a) do artigo 17.º, com
referência ao § 2.º do artigo 51.º,
do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o
Tenente-Coronel Clodomir Sá Viana de
Alvarenga, do Batalhão de Caçadores
n.º 10
Transcrição do louvor que originou a
condecoração
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do
Exército):
Louvado o Tenente-Coronel de
Infantaria Clodomir SA Viana de
Alvarenga, do Batalhão de Caçadores
n.º 10, porque há cerca de vinte
meses comanda na zona de intervenção
norte o Batalhão de Caçadores n.º
540, tem desempenhado todas as
missões que lhe têm sido atribuídas
com elevada dedicação, zelo e
extrema lealdade.
Aliando um invulgar dinamismo e uma
sólida competência profissional, tem
impulsionado e orientado, muito
acertadamente, a actividade
operacional do seu batalhão em todas
as zonas de acção que teve à sua
responsabilidade, não se poupando,
para isso, a esforços de qualquer
natureza. Os resultados obtidos são
assinaláveis e muito contribuem para
o bom êxito da campanha que
presentemente se conduz.
A par disto demonstrou ser possuidor
de vincada personalidade e de
apreciáveis qualidades morais e de
trabalho, conseguindo, através
delas, incutir nos seus
subordinados, pelo exemplo, um firme
desejo de bem servir, granjeando dos
mesmos, simultaneamente, respeito,
estima e elevada consideração.
Considero assim que o
Tenente-Coronel Alvarenga tem
prestigiado de forma notável as
instituições militares e que os
serviços por si prestados ao País,
na região militar de Angola, devem,
com inteira justiça, ser
considerados relevantes,
extraordinários e distintos.
Em 5 de Fevereiro de 1966, regressa
à Metrópole colocado no Batalhão
Independente de Infantaria 18 (BII18
- Ponta Delgada) «ARMAS NÃO DEIXARÃO
ENQUANTO A VIDA OS NÃO DEIXAR»;
Em 1 de Abril de 1968, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 2 (RI2 - Abrantes)
«EXCELENTE E VALOROSO» para servir
Portugal pela 2ª vez na Província
Ultramarina de Angola, embarca no
Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo
Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9
– Luanda), a fim de assumir em
Cabinda o comando do Batalhão de
Caçadores 2841 (BCac2841) «A ELES…A
ELES…»;
Em Novembro de 1968, promovido a
coronel, transferido para Luanda
como Inspector do Quartel-General da
Região Militar de
Angola «CONSTANTE
E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE»;
Em 1970, nomeado para o curso de
altos comandos a realizar no
Instituto de Altos Estudos Militares
(IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE
CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO
E CIENTE» no ano lectivo de 1971/72;
Em 3 de Agosto de 1970, regressa à
Metrópole;
Em 13 de Outubro de 1970, agraciado
com a Medalha de Mérito Militar de
2ª classe, e louvado em Portaria
publicada em Ordem do Exército:
Coronel de Infantaria
CLODOMIR SÁ VIANA DE ALVARENGA
BCac2841 – RI2
QG - RMA
Angola
Medalha de Mérito Militar de 2.ª
classe
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 20 – 2.ª
série, de 15 de Outubro de 1970
Por Portaria de 13 de Outubro de
1970:
Condecorado com a Medalha de Mérito
Militar de 2.ª classe, nos termos do
artigo 52.º e dos §§ únicos dos
artigos 28.º e 29.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Coronel de Infantaria
Clodomir Sá Viana de Alvarenga.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do
Exército):
Louvado o Coronel de Infantaria
Clodomir Sá Viana de Alvarenga,
porque, durante a sua comissão na
Região Militar de Angola, se
distinguiu como oficial de vastos
conhecimentos, tendo desempenhado as
funções que lhe foram cometidas com
assinalada eficiência, grande
dedicação e espírito de bem servir.
Nos primeiros seis meses comandou o
Batalhão de Caçadores n.º 2841 e,
com base na sua excelente capacidade
de comando e experiência do tipo de
guerra subversiva, conduziu e
impulsionou a sua unidade com acerto
e dinamismo, orientando a actividade
operacional com bom critério,
entusiasmo e espírito de decisão,
mercê do que foram obtidos
resultados muito apreciáveis.
Por motivo da sua promoção ao posto
actual, foi, posteriormente,
colocado no Quartel-General, a fim
de exercer o cargo de inspector, no
qual confirmou as qualidades
reconhecidas na anterior situação,
tendo-se integrado nas
características da função, por forma
a comprovar os seus dotes de
inteligência, notável cultura geral
e boa preparação militar.
Quer no serviço de inspecção às
unidades onde se ministra instrução
relativa a escola de recrutas,
cursos de oficiais e sargentos
milicianos e ainda a dos quadros
permanentes, quer na execução
doutros serviços, para que foi
especialmente nomeado, alguns
relativos a justiça e de certa
complexidade, actuou sempre com
competência, muito senso e
ponderação, analisando factos e
situações na base de um critério
justo, de maneira a informar o
Comando com a necessária
objectividade.
Oficial com excelentes qualidade de
carácter, de trato afável e delicado
e com acentuado espírito de
colaboração, o Coronel Alvarenga
prestou, com a maior lealdade,
serviços que foram muito apreciados
de que é de inteira justiça
classificar de muito mérito.
Em 24 de Agosto de 1971, colocado na
Direcção da Arma de Infantaria «AO
ASSALTO CARREGAR» - «DAS
BATALHAS A
RAINHA»;
Em 5 de Dezembro de 1972,
encontrando-se colocado na
Inspecção-Geral de Educação Física
do Exército «AD HONORES», passa à situação de
reserva;
Em 17 de Março de
1975, cessa
serviço na Chefia do Serviço de
Educação Física do Exército;
Em 5 de Janeiro de 1977, presidente
do 1.º Tribunal Militar Territorial
(1ºTMT – Lisboa) «AD VERITATEM ET
JUSTITIAM».
Faleceu no dia 4 de Março de 2004,
na Amadora.
Paz à sua Alma.
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No dia 7 de Março de 2024, na cidade
da Amadora, os veteranos do Batalhão
de Caçadores 540 «OS LEOPARDOS»
vão homenagear o seu comandande -
Tenente-Coronel Clodomir Sá Viana de
Alvarenga, que estiveram na
Província Ultramarina de Angola, no
período de
20 de Novembro de 1963 a 5 de Fevereiro de
1966.
