Companhia de Caçadores 274 -
Batalhão Independente de Infantaria 18
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de
óbito |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW |
Faleceu, no dia 20 de Janeiro
de 2021, o veterano
Adérito
Augusto Figueira
General na situação de
reforma
Companhia de Caçadores 274
2.ª Repartição do Quartel General da Região
Militar de Angola
Região Militar de Moçambique
Adjunto do chefe da 3ª secção (operações e
organização) do
comando da Zona Militar do Leste
Cruz de
Guerra de 2.ª classe
Ordem
Militar de Avis, grau Grã-Cruz
Ordem
Militar de Avis, grau Comendador
Mérito
Militar, grau Grã-Cruz
Adérito Augusto Figueira,
General na situação de reforma, nascido a 30
de Julho de 1932 m Alijó.
- em 20 de Outubro de 1951 ingressa na Escola do
Exército;
- em 1954 conclui o curso de infantaria
sendo promovido a aspirante-a-oficial;

- em 1955 promovido a alferes;
- de 12 a 23 de Setembro de 1960, tenente, frequenta no
Centro Militar de Educação
Física, Equitação e Desportos (CMEFED-Mafra)
o estágio de esgrima e luta
destinado a instrutores da Academia Militar
(AM);
-
de 10 de Outubro de 1960 a 11 de Fevereiro
de 1961 frequenta na
Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) com aproveitamento o curso de
promoção a capitão (informações, operações e
serviços), contando antiguidade desde
1 de Dezembro de 1960;

- de 27 de Fevereiro a 25 de Março de 1961 frequenta no
Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) o estágio de caçadores
especiais;
- em 23 de Abril de 1961 colocado no
Batalhão Independente de infantaria 18 (BII18 - Ponta
Delgada);
-
em 29 de Julho de 1961 embarca em Ponta Delgada com
destino a Lisboa, como comandante da
Companhia de Caçadores 274 (CCac274/BII18);

- em 17 de Janeiro de 1962 embarca em Lisboa no NTT
'Índia', com a sua Companhia de Caçadores
274 (CCac274) rumo à Província
Ultramarina da Guiné Portuguesa;
- em 16
de Janeiro de 1964 regressa à Metrópole vindo de
Bissau, ficando colocado
na
Academia Militar (AM) como
instrutor de esgrima e luta;
- em 5 de Junho de 1964 agraciado com a Cruz de
Guerra de 2ª classe, «por serviços prestados
em acções de combate na província da Guiné,
o capitão de infantaria Adérito
Augusto
Figueira, da Companhia de Caçadores nº 274/BII18»;
- em 28 de Abril de 1965, tendo sido colocado no
Batalhão de Caçadores 5 (BC5 - Campolide) e nomeado por imposição para
servir na Região Militar de Angola (RMA), embarca em Lisboa no NTT
'Vera Cruz' com destino a Luanda;

- em 5 de Fevereiro de 1966 transferido para a
2.ª Repartição do Quartel General da Região
Militar de Angola (2ªRep/QG-RMA);
- em 25
de Agosto de 1967 regressado à Metrópole e
recolocado na Academia Militar (AM) nas anteriores funções;
- em 5 de Dezembro de 1967 louvado, «pela forma
brilhante como desempenhou todas as missões
que lhe
foram confiadas no decorrer de dois anos em
que serviu na Região Militar de Angola, quer
integrado numa unidade em operações na zona
de intervenção norte, quer em serviço de
estado-maior na 2ª Repartição do
Quartel-General.
Colocado inicialmente como oficial de
operações de um batalhão de caçadores numa
zona operacional muito activa da zona de
intervenção norte, demonstrou excelentes
qualidades de trabalho e de competência
profissional e grande aptidão para servir
nas mais difíceis circunstâncias, não se
poupando a esforços e sacrifícios para o
cumprimento integral das missões que, no seu
âmbito de acção, lhe foram cometidas.
Posteriormente, no serviço do
Quartel-General da Região Militar de Angola,
continuou a revelar-se dotado de excelentes
qualidades de desembaraço e capacidade de
chefia, entusiasta até à paixão por todos os
assuntos ligados ao serviço de informação
militar, actividade para a qual tem uma
propensão invulgar, tendo sido elemento da
maior valia para a 2ª Repartição. Aliando a
estas qualidades uma inteligência brilhante
e esclarecida e uma dedicação sem limites
pela
carreira das armas, incansável e de um
dinamismo contagiante, o capitão Figueira
prestou, à Região Militar de Angola e ao
Exército, serviços que muito justamente se
devem considerar de alto mérito»; (cfr
OE.1/2ª/68);
- em 17 de Setembro de 1969, tendo sido nomeado para
servir na Região Militar de Moçambique (RMM), embarca em Lisboa rumo a
Lourenço Marques;
- em
6 de Novembro de 1969 graduado no posto de major;
- em 24 de Outubro de 1970 regressa à Metrópole e fica
colocado no Regimento de Infantaria 3 (RI3 - Beja);

- em 11 de Fevereiro de 1971 transferido para o
Estado-Maior do Exército (EME);
-
em 7 de Junho de 1971, tendo sido nomeado, por
escolha, para servir novamente na Região
Militar de Angola (RMA),
embarca no aeroporto de Lisboa rumo a Luanda,
a fim de ser colocado na cidade do Luso como
adjunto do chefe da 3ª secção (operações e
organização) do comando da Zona Militar do
Leste (ZML);

- em 14 de Agosto de 1973
regressa à Metrópole;
- em 12 de Janeiro de 1974 nomeado para desempenhar na
Academia Militar (AM) as funções de mestre de ginástica e de
esgrima;
- em 26 de Novembro de 1974 promovido a major;
- em 1 de Dezembro de 1974 promovido a tenente-coronel
comandante do Batº nº1 da Guarda Fiscal;

- em 1977 promovido a coronel;
- em 21
de Maio de 1985 agraciado com a comenda da
Ordem Militar de Avis;
- em 1987 promovido a general;
- em 10 de Junho de 1992 agraciado com a Grã-Cruz da
Ordem Militar de Avis;
- em 21 de Dezembro de 1993 agraciado com a Grã-Cruz da
Medalha de Mérito Militar.
Faleceu no dia 20 de Janeiro de 2021.
Cruz de
Guerra de 2.ª classe
Capitão
de Infantaria
ADÉRITO AUGUSTO FIGUEIRA
Transcrição da Portaria publicada na O.E.
N.º 13 — 2.ª série, de 1964.
Por Portaria de 05 de Junho de 1964:
Condecorado com a Cruz de Guerra de r
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da Guiné:
O Capitão de Infantaria, Adérito Augusto
Figueira, da Companhia de Caçadores n.º 274
— Batalhão Independente de Infantaria n.º
18.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na OS n.º 24, de 29 de Dezembro
de 19153, do Comando-Chefe das Forças
Armadas da Guiné e na OS n.º 31, de 1964, do
BII 18):
Louvado por Sua Excelência o Brigadeiro
Comandante Militar, o Capitão de Infantaria,
Adérito Augusto Figueira, da CCac 274,
porque teve sempre acção digna de registo em
todas as situações operacionais em que a sua
Sub-Unidade interveio, evidenciando, a par
de notáveis qualidades de comando, um
espírito de sacrifício digno do mais alto
apreço.
É
de salientar a sua acção na operação "Sapo",
de 22Fev a 03Mar do corrente ano em que, num
encontro tido em 02Mar com um grupo de
terroristas, bem armados e ocupando uma
posição dominante, conseguiu, accionando as
forças sob o seu comando e apesar do volume
de fogos desenvolvidos pelo adversário,
desalojá-lo e pô-lo em fuga, tendo ele
próprio feito frente, acompanhado de dez
soldados, a um grupo In que procurava atacar
pela retaguarda as NT, já empenhadas, e pela
sua parte abatido três, apesar de durante o
combate ter sofrido um desvio da coluna que
posteriormente ocasionou a sua baixa ao
Hospital.
Mesmo inferiorizado fisicamente, insistiu em
reassumir o comando da sua Companhia,
ocasionando tomar parte em outras acções
subsequentes, como na operação "Saco"
realizada em 31Jul, em colaboração com as
Forças de Fuzileiros Navais, na região de
Tebé. A sua esforçada actuação muito se
ficou a dever ao resultado obtido.
Posteriormente, tendo-se deslocado a
Injassane, no dia 07Ago, para verificar o
resultado de uma intervenção da FA, procedeu
de forma a que, cerca de 2km daquela
localidade, sabendo que o In ali o
aguardava, tomou tais medidas que quando
esse facto se verificou, fêz então sentir a
sua presença durante 45 minutos, por uma
violenta acção de fogo, podendo envolvê-lo
com as suas forças e desalojá-lo,
causando-lhe grande número de baixas e
apreendendo numeroso material de guerra e
documentação.
Pelas suas inegáveis qualidades de comando,
sabendo manter um espírito ofensivo nos seus
homens e mantendo a sua Companhia nas
melhores condições operacionais, pode
considerar-se a sua acção com muita
influência na luta contra o terrorismo, no
Sul da Província da Guiné.