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Guiné

Companhia de Caçadores 274 - Batalhão Independente de Infantaria 18

 

 

Companhia de Caçadores 274

 

Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné, no período de 28 de Janeiro de 1962 a 17 de Janeiro de 1964

 

Comandante: Capitão de Infantaria Adérito Augusto Figueira

 

 

Agraciados por feitos em campanha

 

HONRA E GLÓRIA

 

Fernando Manuel Raposo da Costa Faria, Furriel Mil.º de Infantaria

 

 

Furriel Miliciano de Infantaria
FERNANDO MANUEL RAPOSO DA COSTA FARIA

 

CCac 274 — BII 18
GUINÉ
 

4.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na O.E. N.º 18 — 3.ª série, de 1964.
Por Portaria de 05 de Junho de 1964:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné:


O Furriel Miliciano de Infantaria, Fernando Manuel Raposo da Costa Faria, da Companhia de Caçadores n.º 274 — Batalhão Independente de Infantaria n.º 18.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do CTIG):

 

Louvo o Furriel Miliciano de Infantaria, Fernando Manuel Raposo da Costa Faria, da CCac 274, porque durante a operação "Sapo", quando do ataque a Cantagó, na manhã de 02 de Março, só com a sua Secção, no Sector que lhe foi atribuído, fez frente a um numeroso grupo de terroristas, causando-lhe grande número de baixas, mostrando assim possuir qualidades de comando, espírito de iniciativa, decisão, coragem e sangue-frio.


É igualmente de realçar a sua actuação em duas emboscadas sofridas pelo seu Pelotão; uma no dia 22 de Abril em que encontrando-se já dentro da zona de morte, com um morto e um ferido grave na sua viatura e não obstante o intenso fogo adverso, teve acção preponderante na forma como o Inimigo foi prontamente repelido com possíveis baixas; noutra, no dia 05 de Maio, quando o seu Pelotão ia em socorro de uma coluna de reabastecimento que se deslocava de Tite para Fulacunda, ao proceder à remoção de um obstáculo sob nutrido tiroteio do inimigo reagiu energicamente pelo fogo e, mesmo ferido, acorreu onde a sua presença era necessária, tornando-se um auxiliar precioso do seu Comandante de Pelotão, confirmando assim os atributos já mencionados.


Militar disciplinado, correcto, com elevado sentido de camaradagem e entusiasta, tornou-se, por isso, credor da consideração e estima dos seus superiores e subordinados.

 

 


 

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