Companhia de Caçadores 274 -
Batalhão Independente de Infantaria 18

Companhia
de Caçadores 274
Serviu Portugal na Província Ultramarina da
Guiné, no período de 28 de Janeiro de 1962 a
17 de Janeiro de 1964
Comandante: Capitão de Infantaria Adérito
Augusto Figueira
Agraciados
por feitos em campanha
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Manuel de Moura Freitas, 1.º Cabo de
Infantaria
Em 23 de Abril de 1961 incorporado no
Batalhão Independente de Infantaria 18 (BII18-Ponta
Delgada);
Em 29 de Julho de 1961, tendo sido integrado na
Companhia de Caçadores 274 (CCac274) e mobilizado para
servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné,
embarcou com destino a Lisboa a fim de efectuar, sob
comando do Capitão de Infantaria Adérito Augusto
Figueira, a IAO (Instrução de Aperfeiçoamento
Operacional) na zona de Sintra, após o que seguiu com a
sua subunidade para o Campo Militar de Santa Margarida
da Coutada;
Em 17 de Janeiro de 1962, 1º Cabo atirador de infantaria
nº 279/61 com a especialidade de apontador de
metralhadora pesada, embarcou em Lisboa com a sua
subunidade no NTT 'Índia' rumo a Bissau;
Em
17 de Janeiro de 1964, concluída a sua missão, iniciou
em Bissau no NTT 'Quanza' a torna-viagem à Metrópole;
Em 2 de Fevereiro de 1964 embarcou em Lisboa no navio
'Lima' de regresso a Ponta Delgada.
Em 2 de Junho de 1964 agraciado pelo ministro do
Exército com a Medalha de Cobre de Valor Militar com
Palma, porque...
- «Em todas as acções em que tomou parte, mostrou o
maior desembaraço, prontidão e espírito de iniciativa,
como ficou bem patente durante o ataque em 6 de
Fevereiro [de 1963],
levado a efeito [às 00:30]
por um bando de 200 terroristas contra o aquartelamento
de Salancaur-Cul, onde a sua secção se encontrava
destacada, e em que após terem morto o comandante da
secção [1], outro
camarada [2] e
ferido outros três, soube organizar a defesa com os
restantes, de molde a impedir que o referido bando
entrasse no aquartelamento, os aniquilasse e se
apoderasse do material ali existente. De realçar também
a sua actuação nas emboscadas sofridas nos dias 22 de
Abril e 5 de Maio [de 1963]: na primeira, dentro da zona
de morte e com o seu municiador já morto [3],
não deixou de fazer fogo, contribuindo assim com a sua
acção para que o ataque inimigo fosse mais rapidamente
repelido; na segunda, também como apontador de
metralhadora, embora bastante ferido, continuou a fazer
fogo, resultando que da continuidade de utilização da
sua arma, o inimigo tivesse sido mais facilmente posto
em debandada. Este praça, pelos seus predicados de
espírito de sacrifício, sangue-frio fora do vulgar,
decisão de extrema lealdade, carácter íntegro e
inexcedível aprumo, deve ser apontado como exemplo a
todos os seus camaradas.»
[1]
João do Rego Rebelo
José do Rego Rebelo, Furriel Mil.º de
Infantaria, nascido no dia 31 de Dezembro de
1939, na freguesia da Fajã de Cima, concelho
de Ponta Delgada, filho de José do Rego
Rebelo e de Maria Gilda.
Tombou em combate no dia 6 de Fevereiro de
1963, em Salancaur-Cul (povoação a 17 Km
nordeste de Bedanda), devido ao ataque do
inimigo ao aquartelamento.
Tinha 23 anos de idade.
Está sepultado no cemitério da localidade da
sua naturalidade.
[2]
José Carvalho Carreiro
José Carvalho
Carreiro, Soldado de Infantaria n.º 381/61, nascido no
dia 5 de Agosto de 1940, no lugar da Maia (São Miguel),
da freguesia e concelho da Ribeira Grande (Açores),
solteiro, filho de José Braga de Carvalho e de Maria dos
Anjos Carvalho.
Tombou em
combate no dia 6 de Fevereiro de 1963, em Salancaur-Cul
(povoação a 17 Km nordeste de Bedanda),
devido à ataque do inimigo ao aquartelamento.
Tinha 22 anos
de idade.
Está sepultado
no cemitério da localidade da sua naturalidade.

[3]
João de Freitas
Pereira
João de Freitas Pereira, Soldado Atirador
n.º 267/61, nascido no dia 8 de Abril de 1940, no lugar
de Feteirinha, da freguesia do Santo Espírito, concelho
da Vila do Porto (Ponta Delgada), filho de José Joaquim
Pereira e de Maria C. Freitas.
Tombou em combate no dia 22 de Abril de
1963, na picada Jabadá > Fulacunda durante a Operação
"Sapo"
Tinha 23 anos
de idade.
Está sepultado
no cemitério da Fulacunda - Guiné (em Novembro de 2009
campa inexistente)
------------------------------------------------------------------

------------------------------------------------------------------
Fonte:
Antigos Combatentes Açorianos,
in facebook
29Abr2019:
Cerimónia de Imposição da Medalha
Comemorativa das Campanhas
No passado dia 29 de Abril, realizou-se
na Ilha de Stª Maria, no Destacamento Militar/RG2, a
cerimónia da imposição da Medalha Comemorativa das
Campanhas, ao antigo combatente, Manuel de Moura
Freitas, com a legenda "GUINÉ 1962-1964".
A Cerimónia foi presidida pelo Vice-Presidente do Núcleo
da Liga dos Combatentes de Ponta Delgada, Senhor Coronel
de Artilharia Salgado Martins, estiveram presentes na
cerimónia entidades civis, militares, antigos
combatentes, familiares e amigos.
HONRA E GLÓRIA
O Primeiro-Cabo de Infantaria, Manuel de Moura Freitas,
n.º 279/61, pertenceu à Companhia de Caçadores n.º 274 —
Batalhão Independente de infantaria n.º 18, Serviu
Portugal na Província Ultramarina da Guiné, no período
de 28 de Janeiro de 1962 a 17 de Janeiro de 1964, na sua
folha de serviço, consta ainda que foi condecorado com a
Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma
Clique no
sublinhado que se segue para visualização do conteúdo
Imagens da cerimónia
------------------------------------------------------------------
Jornal do Exército,
ed. 58, de Outubro de 1964:


