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Condecorações

Coronel de Infantaria 'Comando' Fernando Gil Almeida Lobato de Faria (na situação de reforma)

 

   "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos pelo veterano J C Abreu dos Santos

 

 

Fernando-Gil-Almeida-Lobato-de-Faria-350Fernando Gil Almeida Lobato de Faria

 

Coronel de Infantaria 'Comando'

(na situação de reforma)

 

Oficialato, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

Cruz de Guerra de 1.ª Classe

 

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma

 

 

Desde 09Jun2016 integra, de pleno direito, o Conselho das Antigas Ordens Militares.

 

 

      CG-1classe-350-vm   Medalha-de-Prata-de-Servi-os-Distintos-com-palma-350-vm

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

CG-1classe-700-vmCapitão de Infantaria, Comando
FERNANDO GIL ALMEIDA LOBATO DE FARIA
 

31.ª CCmds - CIOE
ANGOLA
 

1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 22 - 2.ª série, de 1972.
 

Por Portaria de 08 de Outubro findo:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Capitão de Infantaria, Fernando Gil Almeida Lobato de Faria, comandante da 31.ª Companhia de Comandos, com a medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvar que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Capitão de Infantaria, Fernando Gil Almeida Lobato de Faria, comandante da 31.ª Companhia de Comandos, porque, durante a execução de uma importante operação na Zona Militar Leste, em que tomou parte. no comando da sua Companhia, demonstrou mais uma vez ser um excepcional comandante e condutor de homens.


Durante toda a operação desenvolveu uma intensa actividade na procura dos acampamentos inimigos que se sabia existirem na região, mas que o guia que lhe fora atribuído não conseguia localizar. A sua tenacidade e esforço de pesquisa foram recompensados quando, no quarto dia de actuação, a Companhia encontrou o acampamento inimigo dotado de grande poder de fogo e instalado com forte organização de terreno, o que provocou uma pequena paragem da Companhia, que logo se lançou ao assalto, galvanizada pela energia e iniciativa do seu comandante, que, à frente dos seus homens e sempre na primeira linha, dava o exemplo.


Notando que através de uma seteira de um abrigo urna arma automática produzia nutrido fogo que dificultava a progressão dos seus homens, o Capitão Lobato de Faria avançou em direcção a esse abrigo e, expondo-se decidida e deliberadamente ao fogo daquela arma, conseguido lançar urna granada para dentro do abrigo e silenciar a arma, permitindo o avanço do restante pessoal para a abordagem ao acampamento inimigo.


Deste acto de valorosa energia e abnegação, resultou o Capitão Lobato de Faria ter sido gravemente atingido numa perna por um tiro da referida arma. Mesmo imobilizado e enquanto lhe eram prestados os primeiros socorros no próprio local, o Capitão Lobato de Faria não deixou de comandar os seus homens, incitando-os constantemente para que fizessem uma limpeza minuciosa e completa do acampamento.


O Capitão Lobato de Faria confirmou nesta acção ser possuidor de uma coragem, decisão, serena energia debaixo de foge e sangue-frio notabilíssimos, a par de um extraordinário entusiasmo pela nobre carreira das armas, de uma completa noção do cumprimento do dever e de uma indestrutível determinação de vencer, que o tornam merecedor do reconhecimento do Exército e da Nação, que tão devotada e brilhantemente tem sabido servir e honrar.
 

 

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Jornal do Exército

 

CONDECORADO com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, por proposta do comandante-chefe das Forças Armadas de Angola, o Capitão FERNANDO GIL ALMEIDA LOBATO DE FARIA, comandante da 31.ª Companhia de Comandos, porque durante a execução de uma importante operação na Zona Militar Leste, em que tomou parte, no comando da sua Companhia, demonstrou, mais uma vez, ser um excepcional Comandante e condutor de homens.


Durante toda a operação desenvolveu uma intensa actividade na procura dos acampamentos inimigos que se sabia existirem na região, mas que o guia que lhe fora atribuído não conseguia localizar. A sua tenacidade e esforço de pesquisa foram recompensados quando, no quarto dia de actuação, a Companhia encontrou o acampamento inimigo que procurava. Estabelecido o contacto, a 31.ª Companhia de Comandos foi recebida por um inimigo dotado de grande poder de fogo e instalado com forte organização de terreno, o que provocou uma pequena paragem da Companhia, que logo se lançou ao assalto, galvanizada pela energia e iniciativa do seu Comandante que, à frente dos seus homens e sempre na primeira linha, dava o exemplo.


Notando que através de uma seteira de um abrigo, uma arma automática produzia nutrido fogo que dificultava a progressão dos seus homens, o Capitão Lobato de Faria avançou em direcção a esse abrigo e, expondo-se decidida e deliberadamente ao fogo daquela arma, conseguiu lançar uma granada para dentro do abrigo e silenciar a arma, permitindo o avanço do restante pessoal para a abordagem ao acampamento inimigo.


Deste acto de valorosa energia e abnegação, resultou o Capitão Lobato de Faria ter sido gravemente atingido numa perna por um tiro da referida arma. Mesmo imobilizado e enquanto lhe eram prestados os primeiros socorros no próprio local, o Capitão Lobato de Faria não deixou de comandar os seus homens, incitando-os constantemente para que fizessem uma limpeza minuciosa e completa do acampamento.


O Capitão Lobato de Faria confirmou nesta acção ser possuidor de uma coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue-frio notabilíssimos, a par de um extraordinário entusiasmo pela nobre carreira das armas, de uma completa noção do cumprimento do dever e de uma indestrutível determinação de vencer, que o tornam merecedor do reconhecimento do Exército e da Nação, que tão devotadamente e brilhantemente tem sabido servir e honrar.

     

 
 
 
 

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