Cruz de
Guerra de 1.ª classe
Capitão
de Infantaria, Comando
FERNANDO GIL ALMEIDA LOBATO DE FARIA
31.ª CCmds - CIOE
ANGOLA
1.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º
22 - 2.ª série, de 1972.
Por Portaria de 08 de Outubro findo:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar,
por proposta do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, o Capitão de Infantaria,
Fernando Gil Almeida Lobato de Faria, comandante
da 31.ª Companhia de Comandos, com a medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos
artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.
Transcrição do louvar que originou a
condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela
Ordem do Exército):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro da Defesa Nacional, louvar, por
proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, o Capitão de Infantaria, Fernando Gil
Almeida Lobato de Faria, comandante da 31.ª
Companhia de Comandos, porque, durante a
execução de uma importante operação na Zona
Militar Leste, em que tomou parte. no comando da
sua Companhia, demonstrou mais uma vez ser um
excepcional comandante e condutor de homens.
Durante toda a operação desenvolveu uma intensa
actividade na procura dos acampamentos inimigos
que se sabia existirem na região, mas que o guia
que lhe fora atribuído não conseguia localizar.
A sua tenacidade e esforço de pesquisa foram
recompensados quando, no quarto dia de actuação,
a Companhia encontrou o acampamento inimigo
dotado de grande poder de fogo e instalado com
forte organização de terreno, o que provocou uma
pequena paragem da Companhia, que logo se lançou
ao assalto, galvanizada pela energia e
iniciativa do seu comandante, que, à frente dos
seus homens e sempre na primeira linha, dava o
exemplo.
Notando que através de uma seteira de um abrigo
urna arma automática produzia nutrido fogo que
dificultava a progressão dos seus homens, o
Capitão Lobato de Faria avançou em direcção a
esse abrigo e, expondo-se decidida e
deliberadamente ao fogo daquela arma, conseguido
lançar urna granada para dentro do abrigo e
silenciar a arma, permitindo o avanço do
restante pessoal para a abordagem ao acampamento
inimigo.
Deste acto de valorosa energia e abnegação,
resultou o Capitão Lobato de Faria ter sido
gravemente atingido numa perna por um tiro da
referida arma. Mesmo imobilizado e enquanto lhe
eram prestados os primeiros socorros no próprio
local, o Capitão Lobato de Faria não deixou de
comandar os seus homens, incitando-os
constantemente para que fizessem uma limpeza
minuciosa e completa do acampamento.
O Capitão Lobato de Faria confirmou nesta acção
ser possuidor de uma coragem, decisão, serena
energia debaixo de foge e sangue-frio
notabilíssimos, a par de um extraordinário
entusiasmo pela nobre carreira das armas, de uma
completa noção do cumprimento do dever e de uma
indestrutível determinação de vencer, que o
tornam merecedor do reconhecimento do Exército e
da Nação, que tão devotada e brilhantemente tem
sabido servir e honrar.
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Jornal do
Exército
CONDECORADO
com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, por proposta
do comandante-chefe das Forças Armadas de
Angola, o Capitão FERNANDO GIL ALMEIDA LOBATO DE
FARIA, comandante da 31.ª Companhia de Comandos,
porque durante a execução de uma importante
operação na Zona Militar Leste, em que tomou
parte, no comando da sua Companhia, demonstrou,
mais uma vez, ser um excepcional Comandante e
condutor de homens.
Durante toda a operação desenvolveu uma intensa
actividade na procura dos acampamentos inimigos
que se sabia existirem na região, mas que o guia
que lhe fora atribuído não conseguia localizar.
A sua tenacidade e esforço de pesquisa foram
recompensados quando, no quarto dia de actuação,
a Companhia encontrou o acampamento inimigo que
procurava. Estabelecido o contacto, a 31.ª
Companhia de Comandos foi recebida por um
inimigo dotado de grande poder de fogo e
instalado com forte organização de terreno, o
que provocou uma pequena paragem da Companhia,
que logo se lançou ao assalto, galvanizada pela
energia e iniciativa do seu Comandante que, à
frente dos seus homens e sempre na primeira
linha, dava o exemplo.
Notando que através de uma seteira de um abrigo,
uma arma automática produzia nutrido fogo que
dificultava a progressão dos seus homens, o
Capitão Lobato de Faria avançou em direcção a
esse abrigo e, expondo-se decidida e
deliberadamente ao fogo daquela arma, conseguiu
lançar uma granada para dentro do abrigo e
silenciar a arma, permitindo o avanço do
restante pessoal para a abordagem ao acampamento
inimigo.
Deste acto de valorosa energia e abnegação,
resultou o Capitão Lobato de Faria ter sido
gravemente atingido numa perna por um tiro da
referida arma. Mesmo imobilizado e enquanto lhe
eram prestados os primeiros socorros no próprio
local, o Capitão Lobato de Faria não deixou de
comandar os seus homens, incitando-os
constantemente para que fizessem uma limpeza
minuciosa e completa do acampamento.
O Capitão Lobato de Faria confirmou nesta acção
ser possuidor de uma coragem, decisão, serena
energia debaixo de fogo e sangue-frio
notabilíssimos, a par de um extraordinário
entusiasmo pela nobre carreira das armas, de uma
completa noção do cumprimento do dever e de uma
indestrutível determinação de vencer, que o
tornam merecedor do reconhecimento do Exército e
da Nação, que tão devotadamente e brilhantemente
tem sabido servir e honrar.