Louvado
pelo Comando Territorial
Independente da Guiné
Em
18 de Abril de 1967 louvado pelo
Comando Territorial Independente da
Guiné, ...
... «Pela invulgar eficiência com
que comandou a sua companhia
[Companhia de Caçadores 816
(nota)]
, a qual se traduziu por
resultados excepcionais, quer no
aspecto operacional, quer no aspecto
de captação de populações.
Oficial dotado de verdadeira
intuição como condutor de homens,
conseguiu que a sua subunidade
constituísse um todo perfeitamente
homogéneo, em que ninguém regateava
o seu esforço em prol do bem comum.
A intensa actividade operacional
por si desenvolvida traduz-se em ter
tomado parte na totalidade das
operações em que a companhia
interveio e em muitas com simples
grupos de combate, obtendo
assinaláveis êxitos.
Na operação "Castor", por
exemplo, conseguiu localizar uma
importante arrecadação inimiga,
apreendendo mais de três toneladas
de material e, posteriormente, teve
acção muito importante no
desmantelamento do inimigo em área
onde a sua implantação era altamente
desvantajosa para as nossas tropas.
No aspecto psicosocial
desenvolveu acção de muito mérito,
conseguindo a recuperação de vários
milhares de nativos, que hoje
trabalham sob a protecção das nossas
tropas, em autêntica comunidade de
sentimentos com estas, sendo de
justiça apontar como exemplo a
organização social por si
estruturada.
A sua acção, dirigida nestes dois
sentidos, foi de uma utilidade
flagrante para a causa nacional,
devendo ser considerados os serviços
em campanha prestados pelo capitão
Riquito, dignos do maior apreço.»
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(nota)
Companhia de Caçadores n.º 816
Identificação:
CCac816
Unidade
Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10
(BC 10 — Chaves)
Comandante:
Capitão de Infantaria
Luís Fernando Gonçalves Riquito
Divisa:
«JUSTIÇA E LUTA»
Partida:
Embarque em 21 de Maio de 1965, no
NTT «Niassa»; Desembarque em 26 de
Maio de 1965
Regresso:
Embarque em 8 de Fevereiro de 1967,
no NTT «Vera Cruz».
Síntese
da Actividade Operacional
Em 8 de Junho de 1965,
seguiu para Bissorã, a fim de
efectuar o treino operacional com a
Companhia de Artilharia 643
(CArt643) e seguidamente reforçar o
dispositivo e manobra do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645), como força
de intervenção e reserva do sector,
mantendo-se instalada em Bissorã,
onde colmatou a anterior saída da
Companhia de Artilharia 730
(CArt730).
De 25 de Julho de 1965 a 10 de
Agosto de 1965, deslocou-se,
temporariamente, para Olossato, em
reforço da guarnição local e da
actividade no subsector.
Em 26 de Setembro de 1965, rendendo,
por troca, a Companhia de Artilharia
566 (CArt566), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Olossato, mantendo-se integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) e depois do
Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857), tendo realizado várias
operações em que obteve excelentes
resultados, nomeadamente as
operações "Castor", "Consagração" e
"Faísca".
De
21 a 31 de Julho de 1966, foi
rendida, por fracções, no subsector
de Olossato pela Companhia de
Artilharia 1486 (CArt1486), seguindo
para Mansoa, onde substituiu a
Companhia de Caçadores 1420
(CCac1420) na função de intervenção
e reserva do sector e guarnecendo
ainda o destacamento de Encheia,
então na zona de acção do Batalhão
de Cavalaria 790 (BCav790), até 30
de Outubro de 1966.
Em 1 de Novembro de 1966, por
rotação com a Companhia de Caçadores
1420 (CCac1420), e mantendo a sede
em Mansoa, passou à quadrícula, com
destacamentos de efectivo variável
em Cutia, ponte do rio Braia e ponte
de Uaque.
Em 7 de Fevereiro de 1967, foi
rendida no subsector de Mansoa,
novamente, pela Companhia de
Caçadores 1420 (CCac1420) recolheu a
Bissau para embarque de regresso.