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Falecimento

Luís Fernando Gonçalves Riquito, Coronel na situação de reforma

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

5.º Volume, Tomo I, pág. 302, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 343, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, pág.s 108 e 109. da RHMCA / CECA / EME

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 2 de Maio de 2019, o veterano

 

Luís Fernando Gonçalves Riquito

 

 

Coronel na situação de reforma

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma

 

Comando Territorial Independente de Timor

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 816 (Guiné)

«JUSTIÇA E LUTA»

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 2419 (Moçambique)

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

 

Comandante da secção, na barragem Cabora Bassa, da

 

Polícia de Segurança Pública de Moçambique

«PELA ORDEM E PELA PÁTRIA»

 

 

Louvado pelo Comando Territorial Independente da Guiné

 

 

Em 18 de Abril de 1967 louvado pelo Comando Territorial Independente da Guiné, ...

 

... «Pela invulgar eficiência com que comandou a sua companhia [Companhia de Caçadores 816 (nota)] , a qual se traduziu por resultados excepcionais, quer no aspecto operacional, quer no aspecto de captação de populações.

 

Oficial dotado de verdadeira intuição como condutor de homens, conseguiu que a sua subunidade constituísse um todo perfeitamente homogéneo, em que ninguém regateava o seu esforço em prol do bem comum.

 

A intensa actividade operacional por si desenvolvida traduz-se em ter tomado parte na totalidade das operações em que a companhia interveio e em muitas com simples grupos de combate, obtendo assinaláveis êxitos.

 

Na operação "Castor", por exemplo, conseguiu localizar uma importante arrecadação inimiga, apreendendo mais de três toneladas de material e, posteriormente, teve acção muito importante no desmantelamento do inimigo em área onde a sua implantação era altamente desvantajosa para as nossas tropas.

 

No aspecto psicosocial desenvolveu acção de muito mérito, conseguindo a recuperação de vários milhares de nativos, que hoje trabalham sob a protecção das nossas tropas, em autêntica comunidade de sentimentos com estas, sendo de justiça apontar como exemplo a organização social por si estruturada.

 

A sua acção, dirigida nestes dois sentidos, foi de uma utilidade flagrante para a causa nacional, devendo ser considerados os serviços em campanha prestados pelo capitão Riquito, dignos do maior apreço.»

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(nota)

 

Companhia de Caçadores n.º 816
 

Identificação:
CCac816
 

Unidade Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10 (BC 10 — Chaves)
 

Comandante:
Capitão de Infantaria Luís Fernando Gonçalves Riquito
 

Divisa:
«JUSTIÇA E LUTA»
 

Partida:

Embarque em 21 de Maio de 1965, no NTT «Niassa»; Desembarque em 26 de Maio de 1965
 

Regresso:

Embarque em 8 de Fevereiro de 1967, no NTT «Vera Cruz».
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 8 de Junho de 1965, seguiu para Bissorã, a fim de efectuar o treino operacional com a Companhia de Artilharia 643 (CArt643) e seguidamente reforçar o dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), como força de intervenção e reserva do sector, mantendo-se instalada em Bissorã, onde colmatou a anterior saída da Companhia de Artilharia 730 (CArt730).


De 25 de Julho de 1965 a 10 de Agosto de 1965, deslocou-se, temporariamente, para Olossato, em reforço da guarnição local e da actividade no subsector.


Em 26 de Setembro de 1965, rendendo, por troca, a Companhia de Artilharia 566 (CArt566), assumiu a responsabilidade do subsector de Olossato, mantendo-se integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) e depois do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857), tendo realizado várias operações em que obteve excelentes resultados, nomeadamente as operações "Castor", "Consagração" e "Faísca".


De 21 a 31 de Julho de 1966, foi rendida, por fracções, no subsector de Olossato pela Companhia de Artilharia 1486 (CArt1486), seguindo para Mansoa, onde substituiu a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420) na função de intervenção e reserva do sector e guarnecendo ainda o destacamento de Encheia, então na zona de acção do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), até 30 de Outubro de 1966.


Em 1 de Novembro de 1966, por rotação com a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420), e mantendo a sede em Mansoa, passou à quadrícula, com destacamentos de efectivo variável em Cutia, ponte do rio Braia e ponte de Uaque.


Em 7 de Fevereiro de 1967, foi rendida no subsector de Mansoa, novamente, pela Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420) recolheu a Bissau para embarque de regresso.

 

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