Luís Fernando Gonçalves Riquito,
Coronel na situação de reforma
Medalha de Prata de Valor
Militar, com palma
Capitão
de Infantaria
LUÍS FERNANDO GONÇALVES RIQUITO
CCac2419 — BC10
MOÇAMBIQUE
Grau: Prata, com palma
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 14 — 2.ª série, de 1971:
Por Portaria de 30 de Junho de 1971:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Valor Militar, com palma, nos
termos do artigo 7.º, com referência
ao § 1.º, do artigo 51.º, do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, o Capitão de
Infantaria, Luís Fernando Gonçalves
Riquito, porque, como Comandante da
Companhia de Caçadores n.º 2419
(nota),
Batalhão de Caçadores n.º 10, Região
Militar de Moçambique, e durante a
sua actuação num dos sectores mais
activos em zona de subversão
violenta, revelou excepcionais
qualidades de comando em campanha.
Militar
de craveira excepcional,
profundamente conhecedor do tipo de
guerra em que nos empenhamos,
instruiu e mentalizou os seus
subordinados, variando
constantemente as modalidades de
actuação, o que mereceu por várias
vezes, que os relatórios das acções
que comandou fossem difundidos por
todas as outras Companhias, como
medidas de actuação a adoptar.
Inteligente, de vontade
inquebrantável, dotado de elevado
espirito de missão, soube cumprir de
forma notável as suas obrigações de
Chefe, granjeando o respeito e a
amizade dos seus subordinados, a
quem sempre imprimiu a sua notável
personalidade e a consideração e
estima dos seus superiores.
Planeando e preparando as operações
de sua responsabilidade com
inexcedível cuidado, soube sempre
executá-las da melhor forma,
conduzindo-se em combate com
decisão, elevada coragem e serena
energia, ocupando as posições de
maior perigo, levantando
pessoalmente, com grave risco,
grande número de fornilhos e
armadilhas, sem contudo descurar o
comando, coordenando os seus grupos
de combate e constituindo um
constante exemplo da maior coragem e
de raras qualidades de Comando.
De entre as muitas acções que
comandou, salientam-se as "Raio Azul
1", "Raio Azul 2", "Arreda 5",
"Estocada 1", "Estocada 4", "Barba
Azul", "Barba Ruiva", "Só Barba" e
"Abraço", pela forma exemplar como
foram planeadas e conduzidas
pessoalmente e pelos apreciáveis
resultados obtidos, a despeito de
flagelações frequentes e através de
terrenos fortemente armadilhados.
É o Capitão Riquito, sem dúvida, um
militar de excepcional valor, tendo
os serviços que prestou no Sector B,
honrado sobremaneira, a Arma a que
pertence e o Exército.
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(nota)
Companhia
de Caçadores N.º 2419
Identificação
CCac2419
Unidade Mobilizadora:
BC 10 — Chaves
Comandante:
Capitão de Infantaria
Luís Fernando Gonçalves Riquito
Divisa:
"Sempre Excelentes e
Valorosos"
Partida:
Embarque em 23 de Julho de 1968, no
NTT «Vera Cruz»; Desembarque em 15
de Agosto de 1968
Regresso:
Embarque em 20 de Agosto de 1970
Síntese da
Actividade Operacional
Desembarcou em Mocimboa
da Praia, a 15 de Agosto de 1968.
Colocada
em Mutamba dos Macondes, integrada
no dispositivo do Batalhão de
Artilharia 2846 (BArt2846), sedeado
em Mueda (subsector BMU), rendeu a
Companhia de Artilharia 2329
(CArt2329).
Desactivado o aquartelamento de
Mutamba dos Macondes, em Outubro de
1968, aquartelou em Esposende (Sagal),
mantendo a subordinação operacional
anterior.
Efectuou operações nas regiões de
Águas, Mitenge, arredores de Mutamba
dos Macondes e do Sagal, Tamandeca,
Umbué, Imbuo, Nambua, Chiungo,
Chantia, Namaua, Chindorilho,
Mamamba, Lidimba, Tamanduco, curva
da morte, margens dos rios Muera,
Lucoma e Mutamba e itinerário Sagal
— Mueda, nomeadamente: "Queimada
Leste", "Raio Azul", "Barba Ruiva",
"Raio de Água 2", "Barba Longa",
"Barba Azul", "Arreda 1 a 5",
"Alarga", "Só Barba", e "Abertura 1
e 2".Participou, entre outras, em
"Abertura 3" (Região a W de Diaca).
De Dezembro de 1968 a Maio de 1969,
teve um pelotão destacado em
Antadora, com a missão de promover a
segurança aos trabalhos da Companhia
de Engenharia 21393 (CEng2393).
Em Agosto de 1969, permutando com a
Companhia de Artilharia 2453
(CArt2453), foi transferida do Sagal
para Mandimba. Na dependência
operacional do Batalhão de Caçadores
19 (BCac19), com sede em Nova Freixo
(subsector ENF), a actividade
operacional da Companhia, consistia
em patrulhamentos e nomadizações nas
regiões de Metendeze, Napulo, do
lago Amaramba, Serras Samba e Gomba,
margens dos rios Luchimua, Namapiri
e Mandimba, com prioridade junto à
fronteira com o Malawi,
designadamente as operações
"Pantera", "Lebre", "Vara 1",
"Bacamarte", "Fartura 10", "Destroço
3", "Capango"„ "Escopeta", "Lince",
"Fusil", "Vigia 1 e 2", "Confiança
2", "Laurentina", "Fama", "Troca 1",
"Galinha 8", "Fica Pé", "Coca Cola",
"Judeu", "Espreita", "Muda 1 a 3",
"Além Mar", "Cau-tela", "Ganso 3",
"Vera Cruz", "Presença", "Lagarto" e
"Em Guarda". Participou em:
"Tentativa" (região do lago
Amaramba) e "Simpatia" (zona a E do
lago Chiuta).
Em Agosto de 1970 foi rendida em
Mandimba pela Companhia de Caçadores
2550 do Batalhão de Caçadores 2880.