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HONRA E GLÓRIA
Nota
de óbito |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
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Faleceu, no dia 7 de
Fevereiro de 1993, em Paço de Arcos,
o veterano
António
Octávio Dias Machado
31Out1921 >
07Fev1993
Coronel de Cavalaria, na situação de
reforma
Batalhão de
Cavalaria 745 (Angola)
Batalhão de Cavalaria 2848
(Moçambique)
Comando de
Agrupamento 15 (Angola)
Comando de Agrupamento 3951 (Angola)
2
Medalhas de Mérito Militar, de 2.ª
classe e Medalha da Ordem de Avis,
grau Cavaleiro
António Octávio Dias Machado,
Coronel de Cavalaria, na situação de
reforma, nasceu no dia 31 de Outubro
de 1921, em Benguela, filho de Berta
Fernandes Dias Cunha Machado e de
Augusto Cunha Machado.
- em 03Jan1961, capitão de cavalaria
em comissão civil no Ministério do
Ultramar, nomeado adido ao
Quartel-General da Região Militar de
Moçambique, em Lourenço Marques;

- em 17Fev1964 promovido a major;
- em 12Mar1964 embarca de regresso à
Metrópole;
- em 14Abr1964 colocado no
RC3-Estremoz;
- em 09Jan1965, tendo sido
mobilizado pelo RC3 para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa no NTT
'Vera Cruz' rumo a Luanda, como 2º
comandante do BCav745;
-
em 28Fev1967 regressa à Metrópole;
- em 13Mai1967 agraciado com a
Medalha de Mérito Militar de 2ª
classe;
- em 29Jul1967 conclui no IAEM-Pedrouços
o curso de promoção a oficial
superior, ficando colocado naquele
instituto como adjunto da 3ª secção
da repartição técnica;

- em 24Abr1968, tendo sido
mobilizado pelo RC3 para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, embarca em Lisboa no NTT
'Vera Cruz' rumo a Mocímboa da
Praia, como 2º comandante do
BCav2848;
- em 06Nov1969 promovido a
tenente-coronel comandante do
Batalhão;
-
em 12Mai1970 agraciado com uma
segunda Medalha de Mérito Militar de
2ª classe, em consequência de ter
sido louvado...
- ... «Pela
maneira muito interessada e dedicada
como desempenhou as funções de 2º
comandante do Batalhão de Cavalaria
nº 2848, onde, como sempre, teve
oportunidade de pôr à prova as suas
qualidades de carácter, lealdade e
decisão, que, ligadas ao espírito de
bem servir e ao seu completo
devotamento à missão de oficial, o
tornaram precioso colaborador do seu
comandante, quer no apoio
incondicional e até entusiástico
dado à iniciativas daquele, sem
deixar de, em tempo oportuno, marcar
a sua personalidade e independência
e dar a sua sensata e ponderada
opinião e pontos de vista, quer
apresentando ideias e iniciativas
próprias, sempre de reconhecido
mérito e projecção, tudo dentro da
sua constante preocupação de
concorrer para o maior prestígio e
valorização das instituições
militares, que vive e procura servir
com extraordinário idealismo.
Pôde, ainda, pelo contacto que
constantemente procurou manter com
as subunidades do Batalhão,
acompanhar as suas actividades,
concorrendo assim, pela sua
orientação, experiência e interesse
pelo bem-estar do pessoal, para que
lhe fosse proporcionada, dentro dos
meios possíveis, uma melhoria das
suas condições de vida e instalação.
Como oficial de acção psicológica do
Batalhão, realizou notável acção
junto das populações, merecendo-lhe
especial atenção a juventude, entre
a qual realizou notável trabalho de
educação e promoção social.
Aproveitando a sua capacidade
criadora e sentimento artístico, deu
relevo de muito vulto aos trabalhos
literários e artísticos elaborados
na unidade, tendo em vista a
elucidação e educação das
populações, trabalhos que mereceram
sempre as mais elogiosas referências
e foram de indiscutível proveito.
Esplêndido camarada, leal e
esclarecido, procurando evitar
problemas, antes sempre pronto a
solucionar, dentro da disciplina e
correcção que se impõe, quaisquer
diferendos, e contribuindo ainda
pela sua boa disposição e
jovialidade para o elevado moral do
Batalhão, soube impôr-se e tirar
proveito do seu poder de contacto
com subordinados, o que também
concorreu para manter o pessoal
sempre bem mentalizado e adaptado ao
esforço que sucessivamente lhe foi
exigido.
Por todo este conjunto de
qualidades, os serviços do major
António Octávio Dias Machado
prestados à Região Militar de
Moçambique e ao Exército, devem ser
considerados de muito mérito.»
-
em 24Jun1970 regressa à Metrópole;

- em 13Jan1971 transferido do RC3,
para a chefia da Repartição de
Sargentos e Praças da Direcção do
Serviço de Pessoal do Estado-Maior
do Exército;
- em 15Jun1971 agraciado com o grau
de Cavaleiro da Ordem Militar de
Avis;
- em 04Nov1971, tendo sido nomeado,
por
imposição, para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa rumo a Luanda, a
fim de assumir a chefia do
estado-maior do CmdAgr15, instalado
em Cabinda;

- em Jul1972 (?), transferido para a
chefia do estado-maior do
CmdAgr3951, instalado em Silva
Porto;
- em 28Mar1973 regressa à Metrópole;
- «aderiu ao 25 de Abril, integrou a
ala esquerda do MFA e fez parte da
5ª Divisão» (cfr info recolhida na
internet);
- em 01Dez1974, encontrando-se
colocado no Colégio Militar,
promovido a coronel.
Paz à sua Alma.