.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

António Luís dos Santos, Tenente-Coronel SG PQ

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

e fotos cedidas pelo seu filho

João Silva e Sousa

 

Faleceu no dia 02 de Janeiro de 2025 o veterano

 

Ângelo Mendes da Silva e Sousa

 

Tenente-Coronel de Artilharia Paraquedista

 

 

Cabo Verde: 24Jan a 10Fev1961


Integrado num dos pelotões de paraquedistas

aquando do assalto ao paquete “Santa Maria”
 

Angola: 16Mar a 24Mai1961


Destacamento Avançado de Comando


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Guiné: 06Set1967 a 12Set1969


Chefe das Informações e Operações e

2.º Comandante do
 

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12
«UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné

«ESFORÇO E VALOR»
 

Comandante do


Comando Operacional 7


Comando Territorial Independente da Guiné
«CORAGEM E LEALDADE»

«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»
 

Angola: 04Nov1971 a 05Out1973


Inspector de Gabinete das Forças Irregulares e
Oficial de Ligação com o


Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva

Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva

3 Medalhas de Prata de Serviços Distintos com Palma,

Medalhas de Mérito Militar de 2.ª e 3.ª classes

3 Medalhas Comemorativas das Campanhas das Forças Armadas com as legendas ‘Norte de Angola 1963 - 65’, ‘Guiné 1967 - 69’ e ‘Angola 1971 - 73’

 

Brevíssima resenha castrense

 

Ângelo Mendes da Silva e Sousa, Tenente-Coronel de Artilharia Paraquedista

Nascimento:


05 de Julho de 1934: Ângelo Mendes da Silva e Sousa nasce na Freguesia de São Bartolomeu, no Concelho de Coimbra.

Início da Carreira Militar e Formação na Artilharia:


15 de Outubro de 1953: É incorporado na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», na Arma de Artilharia. Segue-se o seu Tirocínio na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) «…MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA».


01 de Outubro de 1956: É promovido ao posto de Aspirante-a-Oficial de Artilharia.


01 de Novembro de 1957: É promovido a Alferes de Artilharia e fica colocado no Regimento de Artilharia Ligeira 4 (RAL4 - Leiria) «FORTES E LEAIS».

Ingresso nas Tropas Paraquedistas


Transita para as Tropas Paraquedistas -Batalhão de Caçadores Paraquedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», onde conclui com sucesso o curso de paraquedismo militar n.º 5, tornando-se o titular do Brevet de paraquedista militar n.º 359.

 


01 de Dezembro de 1959: É promovido ao posto de Tenente Paraquedista.

Especialização e Estágios no Estrangeiro


De 06 de Julho a 20 de Agosto de 1960: Integra um pequeno grupo de militares paraquedistas que se desloca a França, onde frequenta o Estágio de Guerra Subversiva e Psicológica no Grupo de Instrução da Brigada Paraquedista de Além-Mar, em Bayonne.


De Agosto a Setembro de 1960 (aproximadamente): O Tenente Silva e Sousa e o Tenente Araújo e Sá complementam a sua formação durante mais um mês na Argélia, frequentando o Centro de Instrução de Pacificação e Contraguerrilha em Arzew.

 


Primeiras Comissões e Campanhas Ultramarinas (Cabo Verde e Angola)


De 24 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 1961: Segue integrado num Pelotão de Paraquedistas de combate para a Ilha do Sal, em Cabo Verde, em consequência do sequestro do Paquete “Santa Maria”.


16 de Março a 24 de Maio de 1961: Cumpre a sua primeira comissão em Angola, no Destacamento Avançado de Comando (DAC).


01 de Dezembro de 1961: É promovido ao posto de Capitão Paraquedista.


01 de Julho de 1963 a 19 de Fevereiro de 1964: Cumpre nova comissão em Angola, no Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», exercendo as funções de Comandante da 3.ª Companhia de Caçadores Paraquedista (3ªCCP).


No final da comissão: É-lhe atribuída a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda ‘Norte 1963 – 65’.


12 de Dezembro de 1964: É agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3.ª Classe, pela Portaria publicada na Ordem à Aeronáutica n.º 52 – 2.ª Série.


09 de Agosto de 1965: É-lhe concedida a sua primeira Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, por portaria, com o seguinte texto oficial de louvor:


Louvado o capitão Pára-quedista Ângelo Mendes da Silva e Sousa, do Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 21, porque, durante o tempo que serviu na província de Angola, como comandante de uma companhia de combate Pára-quedista, sempre demonstrou possuir elevadas qualidades de energia,decisão, coragem e bom senso e sobejamente fez sobressair a sua capacidade de comando.


Tendo tomado parte em várias missões operacionais, algumas vezes em deficiente condição física, nunca se poupou a esforços no sentido de apoiar, com a sua presença e exemplo, as tropas sob o seu comando, sendo de realçar, entre outras, uma progressão de cerca de 35 km efectuada num só dia, num terreno difícil e com péssimas condições meteorológicas e em que o inimigo por várias vezes se mostrou activo.


O capitão Paraquedista Silva e Sousa, demonstrando óptimas qualidades de organizador, conhecedor perfeito dos seus homens, analisando e resolvendo criteriosamente os problemas de cada um, granjeou estima e respeito de todos, mantendo a sua companhia num bom nível operacional apesar das extraordinárias dificuldades que foi obrigado a superar.


A sua actuação em Angola merece ser apontada como exemplo e os serviços prestados considerados como relevantes e distintos.

 

 

Comissão na Guiné e a Operação Vendaval


20 de Agosto de 1967: É promovido ao posto de Major Paraquedista.


De 06 de Setembro de 1967 a 12 de Setembro de 1969: Cumpre comissão de serviço na Guiné, integrado no Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», como Chefe das Informações e Operações, 2.º Comandante e Comandante do Comando Operacional 7 (COP7).


Fevereiro de 1968 (Operação Vendaval): Ocorre o seguinte episódio narrado nas páginas 20 e 21 do livro “Soldados uma vez, sempre soldados” do Coronel PQ Nuno Mira Vaz:


No decurso da operação (Op. Vendaval), foi capturado um elemento armado. Consciente da importância das declarações que o guerrilheiro eventualmente prestasse, o chefe da secção de Operações e Informações do BCP12, Major Ângelo da Silva e Sousa, um homem inteligente que preferia a subtileza à coacção, decidiu recorrer aos préstimos de Mussá. Este antigo responsável político duma tabanca situada na região do Cubisseco fora capturado em 1967, por elementos da CCP121, e vivia desde então no BCP12, onde desempenhava funções de encarregado da limpeza do pavilhão dos oficiais. Na qualidade de “recuperado” mais antigo, era frequentemente solicitado a colaborar na “reinserção” dos elementos do PAIGC aprisionados, competindo-lhe explicar aos recém-chegados as vantagens duma colaboração séria com as autoridades portuguesas.


O método deu excelentes resultados, sendo vulgar que, passados alguns dias sobre a captura, que os prisioneiros disponibilizassem voluntariamente todas as informações relevantes que possuíam. Quando entendeu que o seu trabalho com o prisioneiro já tinha produzido o resultado desejado, Mussá levou-o à presença de Silva e Sousa. Para grande surpresa do Major, o antigo guerrilheiro informou-o de que o grosso dos efectivos inimigos se tinha transferido de Cafal para Cafine, tendo em vista atacar em força o próximo comboio fluvial.


Esta informação, que contrariava todas as notícias entretanto recolhidas acerca da região, começou por provocar em Silva e Sousa uma reacção de incredulidade. Esforçando-se por pôr em prática as melhores técnicas de interrogatório, o oficial procurou apanhar o prisioneiro em contradição, mas este manteve-se fiel à versão inicial. Silva e Sousa dirigiu-se então ao gabinete do comandante do Batalhão, Tenente-Coronel Sigfredo da Costa Campos, para o pôr ao corrente da informação.


Mas este, que já voara muitas horas de avião sobre a região e que assumira, em função desse conjunto de reconhecimentos, uma forte convicção sobre a consciência da hipótese que colocava em Cafal o grosso do poder inimigo, começou por não dar grande crédito à informação trazida pelo major. Apercebendo-se, ao fim de duas tentativas frustradas, de que não conseguia convencer o seu comandante, Silva e Sousa voltou a interrogar o prisioneiro. Este foi perentório: se os Paraquedistas queriam apanhar o bigrupo do PAIGC, tinham que o ir buscara a Cafine. O Major voltou a confrontar Costa Campos com a confirmação da informação, a que juntou novos detalhes absolutamente verosímeis para o tornar mais credível. Tão verosímeis, que o Comandante se deixou convencer da necessidade de alterar o conceito inicial da operação, prevista para o final do mês de Fevereiro de 1968


Em Abril de 1968: O
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» é agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe Colectiva, pelo Decreto n.º 48328 de 10 de Abril de 1968, publicado no Diário do Governo n.º 86/1968, Série I de 10 de Abril de 1968, pelo que foi considerado abrangido com direito ao uso da insígnia daquela condecoração.


No final da comissão, é-lhe atribuída a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas, com a legenda ‘Guiné 1967-69’.


23 de Outubro de 1969: É-lhe atribuída a segunda Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma (Ordem de Serviço n.º 42 do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné), com o seguinte louvor:


O Major Parquedista ÂNGELO MENDES DA SILVA E SOUSA, pelos serviços prestados no desempenho das funções de Chefe das Informações e Operações e 2.º Comandante, ao longo de 24 meses de comissão, revelando possuir elevadas qualidades de inteligência, dedicação pelo serviço, organização, capacidade de comando, lealdade e espírito de sacrifício.


Como Chefe das Informações e Operações dedicou ao problema militar da Guiné Portuguesa o melhor do seu esforço e um interesse verdadeiramente entusiasta, que aliados a um aguçado espírito de observação, permanente contacto com o evoluir da situação e conhecimento do inimigo e do terreno, lhe permitiram manter uma informação actualizada, possibilitando às forças do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) muitos e valiosos êxitos. Tendo tomado parte no planeamento e condução de mais de meia centena de operações, algumas vezes com risco evidente da vida, a experiência que possui de combate de guerrilha e conhecimento do inimigo e da capacidade das Nossas Tropas foram factores preponderantes nos resultados alcançados.


Nas funções de 2.º Comandante, sem descurar o interesse directo pela actividade operacional, que viveu com excepcional entusiasmo, dedicou aos serviços administrativos e à vida interna da Unidade um esforço criteriosamente orientado no sentido de facultar as condições de repouso, alimentação, saúde e preparação militar que permitiram aos elementos combatentes manter a melhor forma física e moral. A sua actividade no desenvolvimento e melhoramento das infra-estruturas do Batalhão foi altamente meritória, tendo conseguido com reduzidos meios e através de dificuldades de toda a ordem obter um rendimento de nível superior.


Sem nunca se poupar a esforços, durante um longo período em deficientes condições físicas e com graves problemas de ordem particular, sempre esteve incondicionalmente dedicado ao cumprimento da sua missão, demonstrando ser militar e chefe de assinalado mérito. Alheio a conveniências próprias e consciente do interesse para a Unidade em manter-se ao seu serviço além do período normal de comissão, pediu para que a mesma lhe fosse prorrogada, a fim de completar vários programas cuja realização a si próprio tinha imposto.


Como Comandante Interino cumulativamente do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12) e do Comando Operacional 7 (COP7), desenvolveu uma actividade bem orientada, objectiva e sensata, revelando mais uma vez qualidades de comando e perfeita integração na missão que lhe foi confiada.


Apesar das difíceis condições em que actuaram as tropas sob o seu comando, os resultados obtidos foram por tal forma significativos, que o inimigo não conseguiu concretizar os seus intentos por haver sofrido baixas de reconhecida importância e lhe ter sido capturado material em quantidade que afectou o seu potencial.


Às qualidades apontadas, alia o Major Paraquedista SILVA E SOUSA grande rectidão de carácter e elevada noção das responsabilidades que lhe granjeiam a total confiança dos seus superiores e consideração dos que serviram sob as suas ordens.

 

Os serviços prestados pelo Major Paraquedista SILVA E SOUSA na província da Guiné contribuíram de forma notável para os resultados obtidos pelo Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12), honrando as Tropas Paraquedistas e a Força Aérea, pelo que devem ser considerados extraordinários relevantes e distintos.

Última Comissão Ultramarina (Angola)


De 04 de Novembro de 1971 a 05 de Outubro de 1973: Cumpre comissão de serviço em Angola como Inspector de Gabinete das Forças Irregulares e Oficial de Ligação com o Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS».


07 de Novembro de 1972: É promovido ao posto de Tenente-Coronel Paraquedista.


01 de Março de 1973: É publicada no Diário do Governo n.º 51, 2.ª Série, a concessão da sua terceira Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, justificada pelo seguinte louvor:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do comandante-chefe das forças armadas de Angola, o Major Paraquedista Ângelo Mendes da Silva e Sousa, pela forma muito eficiente, criteriosa e extremamente colaborante como durante cerca de ano e meio desempenhou diversas funções no Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola.
Sólido conhecedor de métodos e técnicas instrutivos, cujos resultados positivos avaliou através de intensa actividade operacional, este oficial, com um papel fundamental na concepção e materialização de fichas de instrução, especialmente idealizadas para garantir uma eficiente preparação das forças auxiliares, organizou e instruiu escolas de quadros, destinadas a preparar oficiais e sargentos para ministrar a referida instrução, e como elemento de ligação do gabinete de forças auxiliares com o Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 21 acompanhou e orientou aquela que foi dada nesta unidade aos primeiros grupos especiais, dentro daquele esquema, com resultados altamente satisfatórios.


Como inspector do gabinete de forças auxiliares prestou colaboração na elaboração das normas de execução permanente reguladoras das directivas referentes às forças auxiliares e, deslocando-se assiduamente aos grupos especiais a seu cargo, acompanhou a sua actividade operacional, aconselhando e orientando os seus chefes e auxiliando a resolução de problemas disciplinares e logísticos, dando a todos os comandos a que estas forças estavam subordinadas a mais franca, completa e leal colaboração.


Em toda esta dignificante actuação associou o major Silva e Sousa à sua natural modéstia uma invulgar honestidade profissional e um consciencioso espírito de missão, revelado mais uma vez tratar-se de um oficial de excepcionais qualidades militares, cujos serviços prestados naquele comando-chefe devem ser considerados distintos, relevantes e extraordinários.


Em Fevereiro de 1973: O Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», recebe a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva, publicado no Diário do Governo n.º 43 - 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973, e transcrita na Ordem à Aeronáutica n.º 6 – 2.ª série de 1973, pelo foi considerado abrangido com direito ao uso da insígnia daquela condecoração.


No final da comissão: É-lhe atribuída a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda ‘Angola 1971 – 73’.


11 de Dezembro de 1973: É agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2.ª Classe, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 34 – 2.ª Série.

O 25 de Abril e Final da Carreira


Ano de 1974: Tem papel relevante no 25 de Abril com a sua deslocação à Pontinha, apesar da neutralidade do Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».


Anos de 1976 a 1979: Fica colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) «…MAIS AFINANDO A FAMA PORTUGUESA».


Anos de 1979 a 1981: Presta serviço na Direcção da Arma de Artilharia (DAA) «EFICÁCIA! FOGO!» - «O CÉU, A TERRA E AS ONDAS ATROANDO».


Ano de 1981: Passa à situação de reserva.

Falecimento


02 de Janeiro de 2025: Falece o Tenente-Coronel de Artilharia Parquedista Ângelo Mendes da Silva e Sousa.


Paz à sua Alma

 


 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo