Tenente-Coronel do Serviço Geral
Paraquedista

Cabo
Verde: 26Jan a 25Fev1961
Integrado num dos pelotões
aquando do assalto ao paquete
“Santa Maria”
Moçambique: 26Fev a 25Mai1961
Destacamento Avançado de Comando
Angola:
26Mai1961 a 08Mar1963
Integrado no 3.º Pelotão
3.ª Companhia de Caçadores
Paraquedistas
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª
Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Guiné:
09Fev1967 a 10Jan1969
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 12
«UNIDADE E LUTA»
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Angola: 1970 a 1973
2.ª Companhia de Caçadores
Paraquedistas
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª
Região Aérea «FIDELIDADE E
GRANDEZA».
|
Membro
Honorário da Ordem
Militar da Torre e
Espada, do Valor,
Lealdade e Mérito
Colectiva |
|
Medalha
de Ouro de Valor
Militar, com palma
Colectiva |
|
Cruz de
Guerra de 1.ª classe
Colectiva |
|
Cruz de
Guerra de 3.ª classe |
|
Medalha
de Prata de Serviços
Distintos |
|
Medalha
de Mérito Militar de 3.ª
classe |
|
Medalha
de Mérito Militar de 4.ª
classe |
|
3
Medalhas Comemorativas
das Campanhas das Forças
Armadas com as legendas
“Norte de Angola 1961 –
63”, “Guiné 1967 – 69” e
“Angola 1970 – 73” |

António
Luís dos Santos, Tenente-Coronel
do Serviço Geral Paraquedista,
nascido no dia 15 de Junho de
1935, em Quelimane, na
Província
Ultramarina de Moçambique.
Em 08 de Abril de 1956, foi
incorporado nas fileiras do
Exército «PORTUGAL E SÃO JORGE»
– «EM PERIGOS E GUERRAS
ESFORÇADOS», para cumprimento do
serviço militar obrigatório.
Em
03 de Fevereiro de 1957, foi
promovido a 1.º Cabo.
No início de 1958, ofereceu-se
como voluntário para servir nas
Tropas Paraquedistas, seguindo
para o Batalhão de
Caçadores
Paraquedistas (BCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM». Ali, entre 15 de
Fevereiro e 31 de Março de 1958,
frequentou o 3.º Curso de
Paraquedismo Militar com
aproveitamento, tendo-lhe sido
atribuído o brevet n.º 250.
Em
27 de Julho de 1959, foi
promovido a Furriel
Paraquedista.
Em 26 de Janeiro de 1961,
marchou para a Ilha do Sal, na
Província Ultramarina de Cabo
Verde, integrado num dos
pelotões de paraquedistas
enviados para intervir em
consequência do assalto ao
paquete “Santa Maria”.
Em 26 de Fevereiro de 1961, foi
colocado
no
Destacamento Avançado de Comando
(DAC), na Província
Ultramarina
de Moçambique.
Em 26 de Maio de 1961, rumou à
Província Ultramarina de Angola,
onde foi integrado no 3.º
Pelotão da 3.ª Companhia de
Caçadores Paraquedistas do
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª
Região Aérea (2.ª RA – Angola)
«FIDELIDADE
E GRANDEZA».
Em
31 de Dezembro de 1961, foi
promovido a 2.º Sargento
Paraquedista.
Em 08 de Março de 1963,
regressou à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Paraquedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM».
Em 19 de Junho de 1963, foi
promovido a 1.º Sargento
Paraquedista.
Pela Portaria de 06 de Agosto de
1963, foi agraciado com a Cruz
de Guerra de 3.ª classe:
Segundo
Sargento Paraquedista
ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS
BCP21 –
2ªRA
Angola
Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª
Classe
Por Portaria de 6 de Agosto de
1963
Louvado, sob proposta do
comandante-chefe das forças
armadas de Angola, o
segundo-sargento Paraquedista
ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS, do
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas n.º 21, por, no
decorrer da operação cabra-cega,
tendo-lhe sido atribuído o
comando de um grupo de combate
helitransportado, ter
demonstrado ser possuidor de
qualidades de comando, valentia
e presença de espírito dignas de
realce, quando no cumprimento da
sua missão foi atingido no
capacete por um projéctil
inimigo, que o projectou no
solo; antes da aterragem, em
terreno ocupado e batido pelo
fogo inimigo, e, por
circunstâncias fortuitas, apenas
auxiliado por uma praça
Paraquedista conseguiu pôr o
inimigo
em debandada, o que,
possivelmente, contribuiu para o
cumprimento da missão atribuída.
Em 04 de Maio de 1964, foi
agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas com a legenda
“Norte de Angola 1961 – 63”,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 106 do Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE
QUANTAS»,
da 2.ª Região Aérea (2.ª RA –
Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».
Pela Portaria de 28 de Agosto de
1964, foi agraciado com a
Medalha de Mérito Militar de 4.ª
classe, publicado na Ordem à
Aeronáutica n.º 36 – 2.ª série,
de 1964.
Em 01 de Novembro de 1966, foi
promovido a Alferes do
Serviço
Geral Paraquedista.
Em 12 de Janeiro de 1967, foi
promovido a Tenente do Serviço
Geral Paraquedista.
Em 09 de Fevereiro de 1967, foi
mobilizado
pelo
Regimento de Caçadores
Paraquedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal
na Província Ultramarina da
Guiné, integrado
na
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122 (CCP122) do
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea
de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR».

Em 1968, foi considerado
abrangido com direito ao uso da
insígnia da condecoração
colectiva da
Cruz de
Guerra de 1.ª classe, concedida
ao Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA»,
cuja concessão foi publicado no
Diário do
Governo
n.º 86/1968, Série I, de 10 de
Abril de 1968.
Em 02 de Agosto de 1968, por
despacho do Secretário de Estado
da Aeronáutica, foi agraciado
com a Medalha Comemorativa das
Campanhas das Forças Armadas,
com a legenda “Guiné 1967 – 69”,
publicado na Ordem de Serviço
n.º 199, de 22 de Agosto de
1968, do Batalhão de Caçadores
Paraquedistas
12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR».
Em 10 de Janeiro de 1969,
regressou à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Paraquedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM».
Em 1970, foi mobilizado para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado
na 2.ª Companhia de Caçadores
Paraquedistas
(2ªCCP) do Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª
Região Aérea (2.ª RA –
Angola)
«FIDELIDADE E GRANDEZA».
Em 09 de Maio de 1972, foi
promovido a Capitão do Serviço
Geral Paraquedista.
Pela Portaria de 25 de Maio de
1971, foi agraciado com a
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
classe, publicado na Ordem à
Aeronáutica n.º 25 – 2.ª série,
de 1971:
Tenente
Pára-quedista
ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS
BCP12 – ZACVG
Guiné
Medalha
de Mérito Militar de 3.ª Classe
Por
Portaria de 25 de Maio de 1971
Porque serviu durante dezoito
meses no Batalhão de Caçadores
Paraquedistas n.º12,
demonstrando possuir qualidades
militares de coragem,
sangue-frio, ponderação,
lealdade e capacidade de comando
de elevado grau.
Oficial competente, inteligente,
disciplinador e muito
disciplinado, possui uma
capacidade de adaptação a
qualquer tipo de serviço que lhe
permitiu desempenhar funções
muito variadas durante a sua
comissão. Sabendo que um
camarada seu ia abandonar por
motivo de doença a atividade
operacional, ofereceu-se para o
substituir no comando de
pelotão, função que desempenhou
com total acerto.
As qualidades natas para este
tipo de guerra, possuídas pelo
TEN LUIS DOS SANTOS,
demonstrou-se em todas as
operações em que tomou parte,
pela rapidez de reflexos e
decisão que evidenciou.
Salienta-se a sua acção na
Operação “BARRACUDA II” em que,
como comandante da Companhia de
Caçadores Paraquedistas n.º 122,
manobrou os seus grupos de
combate da melhor maneira,
obtendo resultados expressivos.
Sereno e enérgico debaixo de
fogo, conseguiu pela moralização
e exemplo dado, imprimir ao seu
pelotão elevado grau de
capacidade de combate.
Pela sua acção o TEN LUIS DOS
SANTOS, honra e prestigia as
Forças
Armadas
e deve ser apontado como
exemplo, merecendo o público
louvor.
Em 1973, foi considerado
abrangido com direito ao uso da
insígnia da condecoração
colectiva da
Medalha de
Ouro de Valor Militar, com
palma, concedida ao Batalhão de
Caçadores Paraquedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», cuja
concessão foi publicada o Diário
do Governo n.º 43 - 2.ª série,
de 20 de
Fevereiro
de 1973, e transcrita na Ordem à
Aeronáutica n.º 6 – 2.ª série de
1973.
Em 12 de Julho de 1973, foi
agraciado com Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas, com a legenda
“Angola 1970 – 73”, publicado na
Ordem
de
Serviço n.º 138, do Batalhão de
Caçadores Paraquedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», da 2.ª Região Aérea
(2.ª RA – Angola) «FIDELIDADE E
GRANDEZA».
Em 1973, regressou à Metrópole e
ao Regimento de Caçadores
Paraquedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM».

Em 23 de Junho de 1978, foi
promovido a Major do Serviço
Geral Paraquedista.
Em
1985, foi considerado Membro
Honorário da Ordem Militar da
Torre e Espada, do Valor,
Lealdade e Mérito Colectiva,
concedida ao Corpo de Tropas
Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A
PÁTRIA DE TAL GENTE», publicado
no Diário da República n.º 62 –
2.ª série, de 15 de Março de
1985:

Pela
Portaria de 03 de Novembro de
1986, foi agraciado com a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos, publicado na Ordem da
Força Aérea n.º 46 – 2.ª série,
de 1986.
Em 1987, passou à situação de
reserva.
Faleceu no dia 03 de Maio de
2026.