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Condecorações

António Luís dos Santos, Tenente-Coronel SG PQ

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu no dia 03 de Maio de 2026, o veterano

 

António Luís dos Santos

 

Tenente-Coronel do Serviço Geral Paraquedista

 

 

Cabo Verde: 26Jan a 25Fev1961
 

Integrado num dos pelotões aquando do assalto ao paquete “Santa Maria”
 

Moçambique: 26Fev a 25Mai1961
 

Destacamento Avançado de Comando
 

Angola: 26Mai1961 a 08Mar1963
 

Integrado no 3.º Pelotão
3.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas
 

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Guiné: 09Fev1967 a 10Jan1969


Companhia de Caçadores Paraquedistas 122
 

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12
«UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»


Angola: 1970 a 1973


2.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas
 

Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA».
 

Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Colectiva

Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma Colectiva

Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva

Cruz de Guerra de 3.ª classe

Medalha de Prata de Serviços Distintos

Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe

Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe

3 Medalhas Comemorativas das Campanhas das Forças Armadas com as legendas “Norte de Angola 1961 – 63”, “Guiné 1967 – 69” e “Angola 1970 – 73”

 

 

António Luís dos Santos, Tenente-Coronel do Serviço Geral Paraquedista, nascido no dia 15 de Junho de 1935, em Quelimane, na Província Ultramarina de Moçambique.


Em 08 de Abril de 1956, foi incorporado nas fileiras do Exército «PORTUGAL E SÃO JORGE» – «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», para cumprimento do serviço militar obrigatório.


Em 03 de Fevereiro de 1957, foi promovido a 1.º Cabo.


No início de 1958, ofereceu-se como voluntário para servir nas Tropas Paraquedistas, seguindo para o Batalhão de Caçadores Paraquedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM». Ali, entre 15 de Fevereiro e 31 de Março de 1958, frequentou o 3.º Curso de Paraquedismo Militar com aproveitamento, tendo-lhe sido atribuído o brevet n.º 250.


Em 27 de Julho de 1959, foi promovido a Furriel Paraquedista.


Em 26 de Janeiro de 1961, marchou para a Ilha do Sal, na Província Ultramarina de Cabo Verde, integrado num dos pelotões de paraquedistas enviados para intervir em consequência do assalto ao paquete “Santa Maria”.


Em 26 de Fevereiro de 1961, foi colocado no Destacamento Avançado de Comando (DAC), na Província Ultramarina de Moçambique.


Em 26 de Maio de 1961, rumou à Província Ultramarina de Angola, onde foi integrado no 3.º Pelotão da 3.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2.ª RA – Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».


Em 31 de Dezembro de 1961, foi promovido a 2.º Sargento Paraquedista.


Em 08 de Março de 1963, regressou à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».


Em 19 de Junho de 1963, foi promovido a 1.º Sargento Paraquedista.


Pela Portaria de 06 de Agosto de 1963, foi agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe:
 

Segundo Sargento Paraquedista
ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS
 

BCP21 – 2ªRA
Angola


Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª Classe


Por Portaria de 6 de Agosto de 1963


Louvado, sob proposta do comandante-chefe das forças armadas de Angola, o segundo-sargento Paraquedista ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS, do Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º 21, por, no decorrer da operação cabra-cega, tendo-lhe sido atribuído o comando de um grupo de combate helitransportado, ter demonstrado ser possuidor de qualidades de comando, valentia e presença de espírito dignas de realce, quando no cumprimento da sua missão foi atingido no capacete por um projéctil inimigo, que o projectou no solo; antes da aterragem, em terreno ocupado e batido pelo fogo inimigo, e, por circunstâncias fortuitas, apenas auxiliado por uma praça Paraquedista conseguiu pôr o inimigo em debandada, o que, possivelmente, contribuiu para o cumprimento da missão atribuída.


Em 04 de Maio de 1964, foi agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Norte de Angola 1961 – 63”, publicado na Ordem de Serviço n.º 106 do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2.ª RA – Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».


Pela Portaria de 28 de Agosto de 1964, foi agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 36 – 2.ª série, de 1964.


Em 01 de Novembro de 1966, foi promovido a Alferes do Serviço Geral Paraquedista.


Em 12 de Janeiro de 1967, foi promovido a Tenente do Serviço Geral Paraquedista.


Em 09 de Fevereiro de 1967, foi mobilizado pelo Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado na Companhia de Caçadores Paraquedistas 122 (CCP122) do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR».


Em 1968, foi considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Cruz de Guerra de 1.ª classe, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», cuja concessão foi publicado no Diário do Governo n.º 86/1968, Série I, de 10 de Abril de 1968.


Em 02 de Agosto de 1968, por despacho do Secretário de Estado da Aeronáutica, foi agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas, com a legenda “Guiné 1967 – 69”, publicado na Ordem de Serviço n.º 199, de 22 de Agosto de 1968, do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR».


Em 10 de Janeiro de 1969, regressou à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».


Em 1970, foi mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 2.ª Companhia de Caçadores Paraquedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2.ª RA – Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».


Em 09 de Maio de 1972, foi promovido a Capitão do Serviço Geral Paraquedista.


Pela Portaria de 25 de Maio de 1971, foi agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 25 – 2.ª série, de 1971:


Tenente Pára-quedista
ANTÓNIO LUÍS DOS SANTOS


BCP12 – ZACVG

Guiné

 

Medalha de Mérito Militar de 3.ª Classe

 

Por Portaria de 25 de Maio de 1971


Porque serviu durante dezoito meses no Batalhão de Caçadores Paraquedistas n.º12, demonstrando possuir qualidades militares de coragem, sangue-frio, ponderação, lealdade e capacidade de comando de elevado grau.


Oficial competente, inteligente, disciplinador e muito disciplinado, possui uma capacidade de adaptação a qualquer tipo de serviço que lhe permitiu desempenhar funções muito variadas durante a sua comissão. Sabendo que um camarada seu ia abandonar por motivo de doença a atividade operacional, ofereceu-se para o substituir no comando de pelotão, função que desempenhou com total acerto.


As qualidades natas para este tipo de guerra, possuídas pelo TEN LUIS DOS SANTOS, demonstrou-se em todas as operações em que tomou parte, pela rapidez de reflexos e decisão que evidenciou.


Salienta-se a sua acção na Operação “BARRACUDA II” em que, como comandante da Companhia de Caçadores Paraquedistas n.º 122, manobrou os seus grupos de combate da melhor maneira, obtendo resultados expressivos.


Sereno e enérgico debaixo de fogo, conseguiu pela moralização e exemplo dado, imprimir ao seu pelotão elevado grau de capacidade de combate.


Pela sua acção o TEN LUIS DOS SANTOS, honra e prestigia as Forças Armadas e deve ser apontado como exemplo, merecendo o público louvor.


Em 1973, foi considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», cuja concessão foi publicada o Diário do Governo n.º 43 - 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973, e transcrita na Ordem à Aeronáutica n.º 6 – 2.ª série de 1973.


Em 12 de Julho de 1973, foi agraciado com Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas, com a legenda “Angola 1970 – 73”, publicado na Ordem de Serviço n.º 138, do Batalhão de Caçadores Paraquedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2.ª RA – Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA».


Em 1973, regressou à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Paraquedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».


Em 23 de Junho de 1978, foi promovido a Major do Serviço Geral Paraquedista.


Em 1985, foi considerado Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Colectiva, concedida ao Corpo de Tropas Paraquedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», publicado no Diário da República n.º 62 – 2.ª série, de 15 de Março de 1985:

 


Pela Portaria de 03 de Novembro de 1986, foi agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, publicado na Ordem da Força Aérea n.º 46 – 2.ª série, de 1986.


Em 1987, passou à situação de reserva.


Faleceu no dia 03 de Maio de 2026.


Paz à sua Alma

 

 

 

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