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Condecorações

Daniel Rui de Almeida Fonseca, Alferes Mil.º Atirador, comandante de pelotão da CCac2321/BCac2837

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

Com a devida vénia, alguns elementos extraídos do site de

Jorge Manuel Santos Sousa Brito

 

 

Daniel Rui de Almeida Fonseca

 

Alferes Mil.º Atirador, n.º 80128065

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 2321

«OS PIONEIROS DA SERRA MAPÉ»

 

Batalhão de Caçadores 2837

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Moçambique: 28Fev1968 a 05jan1969 (data do falecimento)

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

(A título póstumo)

 

Daniel Rui de Almeida Fonseca, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, n.º 80128065, nascido no ano de 1945, na freguesia de Nossa Senhora da Graça, concelho da Praia, Ilha de Santiago, na Província Ultramarina de Cabo Verde, filho de Mário Ivo Almeida Fonseca e de Andreza de Barros, solteiro;


Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 31 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, como comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 2321 (CCac2321) «OS PIONEIROS DA SERRA MAPÉ» do Batalhão de Caçadores 2837 (BCac2837) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», rumo ao porto da cidade de Porto Amélia, onde desembarcou no dia 28 de Fevereiro de 1968;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão Mil.º Rui José Figueira Esteves, após o desembarque, foi colocada no Monte das Oliveiras, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1584 (CCac1584) «BOTA-ABAIXO»; guarneceu Coveque com 2 secções; a 04 de Março de 1968, este destacamento sofreu violento ataque com graves consequências humanas e destruição total das instalações; a 10 de Junho de 1968, instalou-se em Macomia; a 24 de Dezembro de 1968, foi transferida para o Cruzamento Alto, na serra Mapé, onde estabeleceu um novo aquartelamento, o qual a 10 de Fevereiro de 1968 passou a designar-se Cruz Alta;


Faleceu no dia 05 de Janeiro de 1969, no aquartelamento da Companhia de Caçadores 2321, situado na Cruz Alta, na Serra Mapé, em consequência de ferimentos em combate, aquando do ataque inimigo àquele aquartelamento.


Tinha 23 anos de idade;


Está inumado no cemitério da cidade da Praia, na Província Ultramarina de Cabo Verde.
 

Paz à sua Alma.


Os acontecimentos ocorridos no período de 17 de Dezembro de 1968 a 05 de Janeiro de 1969 – clique aqui.


Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma, a título póstumo, por feitos em combate, pela Portaria de 1 de Julho de 1969, publicada Ordem do Exército n.º 16 - 2.ª série, de 1969 e referenciada no Joprnal do Exército n.º 118, página 118, de Outubro de 1969:


Alferes Miliciano de Infantaria
DANIEL RUI DE ALMEIDA FONSECA
 

CCac2321/BCac2837 - BC10
MOÇAMBIQUE
 

Grau: Prata, com palma (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 16 - 2.ª série, de 1969:


Por Portaria de 1 de Julho de 1969:


Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, a título póstumo, nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes Miliciano de Infantaria, Daniel Rui de Almeida Fonseca, da Companhia de Caçadores n.º 2321, Batalhão de Caçadores n.º 2837, Batalhão de Caçadores n.º 10, porque no passado dia 5 de Janeiro, cerca das 5 horas, aquando do ataque inimigo ao estacionamento da sua Companhia, teve comportamento heroico, abnegado, valente e corajoso.


Iniciado o ataque, levado a efeito por numeroso grupo inimigo, que, dispondo de armas automáticas, lança-granadas-foguetes e morteiros médios e ligeiros, procurava tirar partido do facto do estacionamento da Companhia se encontrar ainda num incipiente grau de organização, o Alferes Fonseca, perfeitamente cônscio do perigo que o referido estacionamento corria, imediatamente se dirigiu ao sector onde o ataque era mais forte e, a peito descoberto, reorganizou a defesa daquele sector, incitou os seus subordinados e, dando mostras de muito sangue-frio e coragem, indiferente ao perigo, com desprezo absoluto pela vida, manteve-se sempre fora das trincheiras, fazendo tiro de pontaria ajustada, até que, perto do fim do ataque, foi atingido mortalmente por estilhaços de uma granada de morteiro lançada pelo inimigo.


Com tão heroica conduta, o Alferes Fonseca reafirmou as extraordinárias qualidades militares já evidenciadas anteriormente, em campanha, noutras acções, mercê das quais os seus superiores hierárquicos o consideravam, desde há muito, como um valoroso oficial subalterno, a cujo exemplo de sangue-frio, valentia, abnegação e coragem se fica a dever, em grande parte, o êxito alcançado pela sua Companhia na defesa do seu estacionamento.


Demonstrando, como demonstrou, brilhantemente, na referida acção, alta compreensão da grandeza do dever militar, o Alferes Fonseca honrou sobremaneira as gloriosas tradições das instituições militares portuguesas.

 

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Agradecimento de condolências.


Recorte da notícia publicada em 27 de Fevereiro de 1969, no n.º 342 do semanário capitalino "O Arquipélago":

 

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Anúncio da chegada dos restos mortais do Alferes Daniel Rui de Almeida, publicado no n.º 380 do semanário capitalino "O Arquipélago", de 20 de Novembro de 1969:

 

 

 

 

 

 

 

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