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Condecorações

Dauda Cassama, Alferes de 2.ª Linha, da CMil6/CTIG

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

Dauda-Cassama-350CG-2-Classe-350Dauda Cassama

 

Alferes de 2.ª Linha

 

Comandante da

Companhia de Milícias 6

(adstrito à CCac616/BCac619, depois à CCac1587)

 

Comando Territorial Independente da Guiné

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Louvor Individual

 

Prémio "Governador da Guiné"

 

Dauda Cassama, Alferes de 2.ª Linha;


Serviu Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como guia, caçador auxiliar, Chefe de CTIGVoluntários e comandante da Companhia de Milícias 6 do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE»;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, conferido em Ordem de Serviço n.º 5, de 03 de
CG-2-Classe-350Fevereiro de 1966, do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE», pela Portaria de 31 de Agosto de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 30 – 3.ª série, de 1966;


Pr-mio-Governador-Guin-280Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 31 de Agosto de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 30 – 3.ª série, de 1966;


Agraciado com o Prémio Governador da Guiné, publicado no Jornal do Exército n.º 105, página 18, de Setembro de 1968.
 

 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

CG-2-Classe-700Alferes de 2.ª Linha
DAUDA CASSAMA
 

CMil6 - CTIG
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 30 – 3.ª série, de 1966.

 

Por Portaria de 31 de Agosto de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Chefe de Voluntários, Dauda Cassama, da Companhia de Milicias n.º 6 adstrita à Companhia de Caçadores n.º 616 do Batalhão de Caçadores n.º 619.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


CCac616Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 5, de 03 de Fevereiro de 1966, do Comando Territorial
Independente da Guiné, ao Chefe dos Voluntários, Dauda Cassama, da Companhia de Milícias n.º 6 adstrita à Companhia de Caçadores n.º 616 do Batalhão de Caçadores n.º 619, com a seguinte redacção:


BCac619Porque, em mais de três anos consecutivos de serviço operacional, colaborando com as Forças Militares, primeiro como guia e caçador auxiliar, mais tarde como Chefe dos Voluntários, donde, posteriormente, se formou a Companhia de Milícias n.º 6, sempre se mostrou um combatente de rija tempera, com grande apego à luta, actuando sempre na vanguarda dos seus homens, incitando-os com o seu exemplo e dinamismo, indiferente ao perigo como indiferente à morte, de uma lealdade digna do maior apreço.


No contacto iminente com o inimigo sempre demonstrou grande temeridade, oferecendo-se para se destacar isoladamente, a fim de observar a situação do mesmo e poder informar concretamente os seus Comandantes.


Nos ataques sofridos pela sua povoação, surgiu sempre no aquartelamento, inúmeras vezes debaixo de fogo a fim de se integrar na força de intervenção que se deslocava aos pontos de maior perigo.


O Chefe Dauda esteve presente em todas as operações e ações que durante este tempo se efectuaram no subsector da Unidade, e em todas elas, foi elemento digno de ser apontado como exemplo.


De todas as acções e operações citam-se, por exemplo, as operações "Relâmpago" e "Saco", a emboscada em 28 de Março de 1965 e operações "Recorde" e "Incógnita".


Nesta última, integrado num pequeno grupo a quem fora confiada a missão mais perigosa, uma vez mais as suas qualidades se tornaram notadas. Ao ser necessária para o bom êxito da operação, a localização exacta da sentinela inimiga que se sabia existir na zona, o Chefe Dauda, evidenciando excepcional valentia e sangue frio, ofereceu-se para se embrenhar no capinal, apenas com mais dois elementos, conseguindo a informação necessária, que veio transmitir ao Comandante da operação.


Como a sentinela tivesse sido referenciada armada de lança-granadas foguete, num acto de abnegação e estoicismo, ofereceu-se voluntariamente para se aproximar com outro atirador até escassos metros, a fim de certeiramente a eliminar, facilitando o cumprimento total da missão aos restantes elementos do grupo em que logo de seguida se integrou, entusiasmando-o com o seu espirito combativo durante o assalto às instalações do inimigo e à sua perseguição, quando este, precipitadamente, se pôs em fuga.


Estes factos, aliados ao seu espírito de sacrifício, simpatia natural, amizade e respeito que soube conquistar, quer perante a população, quer perante as autoridades militares, fazem considerar a sua conduta digna do maior apreço e nobre exemplo a seguir.


Ministério do Exército, 31 de Agosto de 1966.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

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Prémio Governador da Guiné

 

 

(in Jornal do Exército n.º 105, página 18, de Setembro de 1968)
 

Alferes de 2.ª Linha Dauda Cassama


Pr-mio-Governador-Guin-280«Porque no decorrer da Operação «Nora» revelou invulgares dotes de coragem, não se poupando a esforços no sentido de com maior rapidez e segurança atingirr a zona de acção das Nossas Tropas, sem quebra de surpresa. Durante o desenrolar do combate, apesar de participar nesta operação em condições físicas diminuídas por doença, soube estar sempre onde as ordens o colocavam, demonstrando espírito de sacrifício e audácia impar, desprezando os riscos, movimentando-se sob fogo inimigo sempre com

 

CCac1587elevada determinação e bravura, arrastando consigo os seus homens empolgados pela sua alta estatura de combatente, e ainda porque no decorrer da operação «QUARESMA» uma vez mais deu provas da sua valentia e coragem, pois apesar de ter sido ferido gravemente, manteve-se no posto de Comando, desprezando o sofrimento e só deixando o seu posto, sob ordens rigorosas do Comando da Companhia de Caçadores 1587, se deixou tratar numa maca. Quando esta Companhia de Caçadores de novo se empenhou na luta, Dauda Cassama, levantando-se da maca onde seguia, dirigiu-se junto dos seus homens, dando-lhes instruções de fogo e animando-os com a sua presença o que contribuiu para a boa reacção da Companhia de Milícias 6 e bem assim para pôr o inimigo em fuga.»


É condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe.

 

 

Dauda-Cassama-920

 

 
 

 

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