Diamantino da Costa Leite, 1.º Cabo de
Infantaria, da Ccac816: Medalha de Cobre de Valor
Militar c/palma
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo I, pág. 239,
da
RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág. 343, da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 89, pág.
23, de Maio de
1967
Diário de Lisboa, ed. 15240, pág. 24, de 21 de Maio de 1965
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Diamantino
da Costa Leite
1.º Cabo de Infantaria, n.º 2123/64
Comandante de esquadra
de lança-granadas foguete
Companhia de Caçadores 816
«JUSTIÇA E LUTA»
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»
Guiné: 26Mai1965 a 08Fev1967
02Ago1965 > 22Ago1967
Medalha de Cobre de
Valor Militar com palma
Prémio
Governador da Guiné
Diamantino
da Costa Leite, 1.º Cabo de Infantaria, comandante de
esquadra de lança-granadas foguete, n.º 2123/64;
Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves)
para servir Portugal na Província Ultramarina da
Guiné,
integrado na Companhia de Caçadores 816 (CCac816)
«JUSTIÇA E LUTA» - «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», no
período de 26 de Maio de 1965 a 8 de Fevereiro de 1967;
Louvado pelo Brigadeiro Comandante Militar da Guiné e
condecorado, pela Portaria de 21 de Dezembro de 1966,
com a Medalha de Cobre de Valor Militar, publicado na
Ordem do Exército n.º 4 – 3.ª série, de 1967;
Em Abril de 1967 foi agraciado com o Prémio Governador
da Guiné (Jornal do Exército, ed. 89, pág. 23, de Maio
de 1967).
Medalha de Valor
Militar com palma
1.°
Cabo de Infantaria,
comandante de esquadra de
lança-granadas foguete,
n.º 2123/64
DIAMANTINO DA COSTA LEITE
CCac816/BArt645 — BC10
GUINÉ
Grau: Cobre, com palma
Transcrição do louvor concedido por despacho do
Brigadeiro Comandante Militar da Guiné:
Louvo o 1.º Cabo n.º 2123/64, Diamantino da Costa Leite,
da Companhia de Caçadores 816 (CCac816) adstrita ao
Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), porque, como
comandante de uma esquadra de LGFog (lança-granadas
foguete), sempre tem demonstrado eficiência invulgar em
todas as operações em que tem tomado parte.
Militar consciente dos seus deveres, o 1.º cabo Leite
tem incutido invulgar disciplina de fogo na sua
esquadra, que domina com perfeito e excepcional
à-vontade.
Referenciado como óptimo combatente, deixou bem patente
todo o seu valor na emboscada que o seu grupo de combate
sofreu na bolanha de Joboia, quando a sua Companhia
regressava da limpeza do itinerário Olossato - Farim;
desencadeada violenta emboscada e não tendo sido ferido,
acorreu sem hesitação, apesar do risco que corria, ao
local onde as granadas de mão inimigas tinham rebentado
e arrastou os feridos aí estendidos para locais seguros.
Depois disso soube pegar no seu LGFog
(lança-granadas-foguete) e com o combate em plena
intensidade, correu ao local onde ainda se encontrava um
grupo inimigo e desferiu uma bazookada, matando dois e
pondo em fuga os restantes que procuravam barrar o
caminho às nossas tropas; graças aos seus gestos, dois
dos seus camaradas feridos deixaram de estar expostos ao
fogo inimigo e a em-boscada diminuiu de intensidade.
Demonstrou, durante o combate, muita coragem, decisão,
serena energia debaixo de fogo, sangue frio e muita
abnegação.
Transcrição da Portaria que concede a condecoração,
publicada na Ordem do Exército n.º 4 – 3.ª série de
1967:
Por Portaria de 21 de Dezembro de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor
Militar, com palma, nos termos do artigo 7.º, com
referência ao parágrafo 1.º do artigo 51.º, ambos do
Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946:
1.º Cabo n.º 2123/64, Diamantino da Costa Leite, da
Companhia de Caçadores n.º 816 adstrita ao Batalhão de
Artilharia n.º 645 - Batalhão de Caçadores n.º 10.
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Prémio Governador da
Guiné
1.º Cabo Diamantino Costa Leite demonstrou eficiência
invulgar em toas as operações em que tem tomado parte,
na Guiné.
Deixou bem patente todo o seu valor numa emboscada que o
seu grupo de combate sofreu na bolanha de Joboia. Quando
a sua Companhia regressava da limpeza do itinerário
Olossato – Farim. Desencadeada a violenta emboscada, e
não tendo sido ferido, acorreu sem hesitação, apesar do
risco que corria, ao local onde as granadas de mão
inimigas haviam rebentado, e arrastou os feridos ali
estendidos para locais seguros. Depois disso, pedou no
seu lança-granadas foguete, com o combate ainda em plena
intensidade, e , ouvindo dizer que um grupo inimigo se
encontrava à frente, dirigiu-se para esse local e
desferiu uma «bazzokada», matando dois terroristas e
pondo em fuga os restantes, que procuravam barrar o
caminho às nossas tropas.
Graças ao seu gesto, dois dos camaradas feridos deixaram
de estar expostos ao fogo inimigo e a emboscada diminuiu
de intensidade.
Demostrou, durante o combate, muita coragem, decisão e
serena energia debaixo de fogo, sangue-frio e muita
abnegação.
Foi condecorado com Valor Militar de Cobre.

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Companhia de Caçadores
n.º 816
Identificação:
CCac816
Unidade Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10 (BC 10 — Chaves)
Comandante:
Capitão de Infantaria Luís Fernando Gonçalves
Riquito
Divisa:
«JUSTIÇA E LUTA»
«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»
Partida:
Embarque no dia 21 de Maio de 1965, no NTT «Niassa»;
desembarque em Bissau no dia 26 de Maio de 1965
Regresso:
Embarque no dia 8 de Fevereiro de 1967, no
NTT «Vera Cruz»; desembarque em Lisboa no dia 14 de
Fevereiro de 1967.
Síntese da Actividade
Operacional
Em 8 de Junho de 1965, seguiu para Bissorã, a
fim de efectuar o treino operacional com a Companhia de
Artilharia 643 (CArt643) e seguidamente reforçar o
dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 645
(BArt645), como força de intervenção e reserva do
sector, mantendo-se instalada em Bissorã, onde colmatou
a anterior saída da Companhia de Artilharia 730
(CArt730).
De
25 de Julho a 10 de Agosto de 1965, deslocou-se,
temporariamente, para Olossato, em reforço da guarnição
local e da actividade no subsector.
Em 26 de Setembro de 1965, rendendo, por troca, a
Companhia de Artilharia 566 (CArt566), assumiu a
responsabilidade do subsector de Olossato, mantendo-se
integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) e depois do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857), tendo realizado várias
operações em que obteve excelentes resultados,
nomeadamente as operações "Castor", "Consagração" e
"Faísca".
De 21 a 31 de Julho de 1966, foi rendida, por fracções,
no subsector de Olossato pela Companhia de Artilharia
1486 (CArt1486), seguindo para Mansoa, onde substituiu a
Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420) na função de
intervenção e reserva do sector e guarnecendo ainda o
destacamento de Encheia, então na zona de acção do
Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), até 30 de Outubro
de 1966.
Em 1 de Novembro de 1966, por rotação com a Companhia de
Caçadores 1420 (CCac1420), e mantendo a sede em Mansoa,
passou à quadrícula, com destacamentos de efectivo
variável em Cutia, ponte do rio Braia e ponte de Uaque.
Em 7 de Fevereiro de 1967, foi rendida no subsector de
Mansoa, novamente, pela Companhia de Caçadores 1420
(CCac1420) e recolheu a Bissau para embarque de
regresso.
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Diário de Lisboa, ed.
15240, pág. 24, de 21 de Maio de 1965

