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Condecorações

Dura Baldé, Caçador Nativo, ao serviço do BCac1912: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 394, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 95 a 97, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 123, pág. 53, de Março de 1970

Diário de Lisboa n.º 16673. 3.ª edição, pág. 11, de 21Mai1969

 

 

 

 

Dura Baldé

 

Caçador Nativo

 

Batalhão de Caçadores 1912

 

«VALENTES E DESTEMIDOS»

 

Guiné:

 

14Abr1967 a 16Mai1969

 

 

 

 

 

Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

 

Dura Baldé, Caçador Nativo, natural da Província Ultramarina da Guiné.


Serviu Portugal naquela Província Ultramarina da Guiné, integrado no Batalhão de Caçadores 1912 «VALENTES E DESTEMIDOS».


Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem do Exército n.º 24 – 3.ª série, de 1967

 

 

 

Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Caçador Nativo
DURA BALDÉ
 

BCac1912 - CTIG
GUINÉ

 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 24 — 3.ª série de 1967.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 7 de Julho de 1967:


O Caçador Nativo, Dura Baldé, do Batalhão de Caçadores n.º 1912 - Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Do processo existente na Direcção do Serviço de Justiça e Disciplina (DSJD):


Condecorado com a Medalha de Cruz de Guerra de 4.ª classe, o Caçador Nativo, Dura Baldé, em serviço no Batalhão de Caçadores n.º 1912 - Comando Territorial Independente da Guiné, porque durante a emboscada sofrida pelas nossas tropas, em 7 de Maio de 1967, na estrada Jugudul-Bindoro, vendo que a guarnição de um morteiro de 60 cm havia sido atingida pelo fogo inimigo, lançou mão desta arma e das respectivas granadas e transportou-as para local apropriado, sempre debaixo de intenso fogo inimigo.


Com velocidade impressionante e pelos processos mais expeditos lançou sobre o inimigo todas as granadas de morteiro e quando as esgotou, passou então a projectar na mesma direcção, algumas granadas de mão, que nas suas imediações se encontravam no solo.


Este Caçador Nativo, não obstante ter um defeito físico acentuado numa perna, demonstrou altas qualidades de coragem, desembaraço, decisão, sangue frio e serena energia debaixo de fogo, o que aliadas a um elevado espírito de iniciativa, o tornam digno de ser apontado como exemplo.

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Jornal do Exército, ed. 123, pág. 53, de Março de 1970

 

CAÇADOR NATIVO DURA BAIDÉ


MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE


Foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª Classe, o Caçador Nativo DURA BALDEI, natural da província da Guiné, porque, durante uma emboscada sofrida pelas nossas tropas, vendo que a guarnição de um morteiro havia sido atingida pelo fogo inimigo, lançou mão desta arma que transportou para local apropriado, donde, debaixo de intenso fogo, lançou sobre o inimigo, com uma rapidez impressionante e pelos processos mais expeditos, as granadas que havia transportado. Esgotadas estas, projectou na mesma direcção algumas granadas de mão, que se encontravam nas imediações e que conseguiu recolher, apesar de inferiorizado fisicamente.

 

 

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Batalhão de Caçadores 1912
 

Identificação:
BCac1912
 

Unidade Mobiliadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI16 — Évora)


Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Artur Afonso Pereira Rodrigues


2.º Comandante:
Major de Infantaria António da Graça Bordadágua
Major de Infantaria Guilherme Henrique da Costa


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Infantaria Luís Alberto Monteiro de Oliveira Leite


Comandantes de Companhia


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Carlos da Conceição Cabrita
Capitão de Infantaria António Maria Cardoso de Almeida Coimbra
 

Companhia de Caçadores 1684 (CCac1684):
Capitão de Infantaria António Feliciano Mota da Câmara Soares Tavares
 

Companhia de Caçadores 1685 (CCac1685):
Capitão de Infantaria Alcino de Jesus Raiano
 

Companhia de Caçadores 1696 (CCac1686):
Capitão Mil.º de Infantaria José de Matos Correia Barradas
 

Divisa:
"Valentes e Destemidos"
 

Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de 1967, no NTT «Uíge»; desembarque em Bissau no dia 14 de Abril de 1967
 

Regresso:
Embarque no dia 16 de Maio de 1969, no NTT «Niassa»; desembarque em Lisboa, no dia 21 de Maio de 1969
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 19 de Abril de 1967, rendendo o Batalhão de Cavalaria 1897 (BCav1897), assumiu a responsabilidade do Sector O3-A, desde 4 de Outubro de 1968 designado Sector O4, com sede em Mansoa e abrangendo as forças estacionadas em Mansoa e nos destacamentos de Jugudul e Cutia, este a partir de 29 de Junho de 1967 e, depois de 1 de Julho de 1967, ainda o subsector de Enxalé, então retirado à área do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888) e cuja sede foi transferida para Porto Gole, em 21 de Dezembro de 1967.


Desenvolveu intensa actividade operacional, essencialmente orientada para a interdição das linhas de infiltração e expansão da actividade inimiga do Morés para a região do Sara, para a segurança e autodefesa das populações e para o controlo dos itinerários.


Pelos resultados obtidos e pela desorganização e insegurança causadas no dispositivo inimigo na área, destacam-se as operações: "Duquesa", "Estrela do Norte", "Fru-Fru", "Farpa" e "Escudo Negro", entre outras.


Coordenou ainda a construção dos aldeamentos de Jugudul, Uaque, Braia, Bissá, Rossum, Infandre e Bindoro.


Dentre o armamento capturado mais significativo, salienta-se: 1 metralhadora pesada, 2 metralhadoras ligeiras, 6 pistolas-metralhadoras, 18 espingardas, 1 lança-granadas foguete, 19 minas, 15 granadas de armas pesadas e 2955 munições de armas ligeiras.


Em 14 de Maio de 1969, foi rendido no sector de Mansoa pelo Batalhão de Caçadores 2885 (BCac2885) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Caçadores 1684 (CCac1684) ficou inicialmente colocada em Bissau como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe. Nesta situação, foi atribuída, a partir de 23 de Maio de 1967, em reforço do Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894), deslocando-se para Ingoré e, a partir de 23 de Junho de 1967, instalando-se em S. Domingos, com vista à realização de operações nas regiões de Bunhaque, Santana e Campada, tendo entretanto destacado, em 28 de Junho de 1967, um pelotão para Susana.

 

Após rendição, por fracções, da Companhia de Cavalaria 1483 (CCav1483), iniciada em 4 de Julho de 1967, assumiu, em 13 de Julho de 1967, a responsabilidade do subsector de S. Domingos, então, temporariamente, com sede em Susana, com pelotões destacados em Varela e S. Domingos, ficando integrada no dispositivo e manobra do mesmo Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894).


Em 23 de Agosto de 1967, após subdivisão do subsector de S. Domingos e criação do subsector de Susana, foi substituída em S. Domingos pela Companhia de Artilharia 1744 (CArt1744) e assumiu a responsabilidade do novo subsector de Susana, mantendo um pelotão destacado em Varela.


Em 31 de Março de 1969, foi rendida pela Companhia de Caçadores 1791 (CCac1791) e foi colocada em Mansoa, em 2 de Abril de 1969, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 2315 (CCac2315) no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1912], realizando acções ofensivas nas regiões de Polibaque, Ponta Bará, Cutia e Namedão e escoltas a colunas de reabastecimento.

 
Em 14 de Maio de 1969, foi substituída pela Companhia de Caçadores 2589 (CCac2589) e recolheu a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Caçadores 1685 (CCac1685) seguiu em 28 de Abril de 1967 para Fá Mandinga, ficando na missão de subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, orientada para actuação na zona Leste em reforço de diversos batalhões, tendo substituído a Companhia de Caçadores 1426 (CCac1426) a partir de 1 de Maio de 1967. Nesta situação, foi atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888), para operações realizadas na área de Enxalé, até 13 de Maio de 1967, de Poidom, de 25 a 27 de Junho de 1967 e de 30 de Agosto a 1 de Setembro de 1967 e Buruntoni, de 22 a 25 de Julho de 1967 e em reforço do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877), para operações realizadas nas regiões de Sare Dicó, de 9 a 13 de Junho de 1967 e de 4 a 7 de Julho de 1967, entre outras.


Em 19 de Setembro de 1967, rendendo a Companhia de Caçadores 1501 (CCac1501), assumiu a responsabilidade do subsector de Fajonquito, com pelotões destacados em Cambajú e Tendinto, até princípios de Maio de 1968 e Sumbundo, a partir de 25 de Agosto de 1968, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) e depois do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905) e ainda do Batalhão de Caçadores 2856 (BCac2856).


Em 14 de Dezembro de 1968, rendida pela Companhia de Caçadores 2435 (CCac2435), seguiu para Fá Mandinga e, após troca por fracções, até 18 de Dezembro de 1968, com a Companhia de Caçadores 2405 (CCac2405), seguiu para Mansoa, ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1912], como subunidade de intervenção e reserva do sector, tendo actuado em operações realizadas nas regiões de Polibaque, Braia e Ponta Bará, entre outras e tendo ainda destacado um pelotão para Infandre, a partir de 10 de Janeiro de 1969.


Em 14 de Maio de 1969, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2588 (CCac2588) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Caçadores 1686 (CCac1686) seguiu em 15 de Abril de 1967, para Mansoa, a fim de efectuar a adaptação operacional e integrar o dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1912] como subunidade de intervenção e reserva do Sector, tendo realizado diversas operações nas regiões de Locher, Polibaque e Ponta Bará, entre outras.


Em 25 de Outubro de 1967, por troca com a Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660), assumiu a responsabilidade do subsector de Mansoa, com efectivos destacados em Cutia, ponte do rio Braia, Jugudul, Uaque e Bindoro.


Em 21 de Fevereiro de 1968, novamente por troca com a Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660), voltou a desempenhar a missão de intervenção e reserva do sector de Mansoa, realizando várias operações nas regiões de Enxalé, Mansabá, Bindoro e outras.


Em 1 de Agosto de 1968, substituída na intervenção pela Companhia de Caçadores 2405 (CCac2405), voltou a assumir a responsabilidade do subsector de Mansoa, rendendo novamente a Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660).


Em 14 de Maio de 1969, foi rendida no subsector de Mansoa pela Companhia de Caçadores 2587 (CCac2587) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

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Diário de Lisboa n.º 16673, 3.ª edição, pág. 11, de 21Mai1969

 

 

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