|
José Alexandre de Castro
Soares, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º
306/60, do ECav107
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
 
José
Alexandre de Castro Soares
1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 306/60
Esquadrão de Cavalaria 107
«POR
ANGOLA ... SEMPRE CAVALEIROS»
Angola: 14Mai1961 a
22Ago1963
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Louvor
Individual e
Colectivo
José Alexandre de
Castro Soares, 1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 306/60;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 6
(RC6 - Serra do Pilar, Vila Nova de
Gaia) «AVANTE PARA A GLÓRIA» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola;
No dia 5 de Maio de 1961, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’,
integrado no Esquadrão de Cavalaria 107
(ECav107) «POR ANGOLA
... SEMPRE
CAVALEIROS», rumo ao porto de Luanda,
onde desembarcou no dia 14 de Maio de
1961;
No dia 14 de Maio de
1961, a sua subunidade de cavalaria,
integrada no segundo grande contingente
de tropas destinadas a reforço da
guarnição normal da Região Militar de
Angola,
em desfile na Avenida Paulo Dias de
Novais, em Luanda;
Após o
desembarque ficou instalada no Campo
Militar de Grafanil, em Luanda; em Julho
de 1961 foi colocada em Camabatela; em
Maio de 1963 foi transferida para a
Fazenda Experimental do Bengo; depois,
em Julho de 1963, rodou para Sassa;
Síntese da actividade operacional
do Esquadrão de Cavalaria 107;
Louvado por feitos em combate no teatro
de operações de Angola, em 29 de
Setembro de 1962, pelo General
Comandante da Região Militar de Angola,
publicado na Ordem de
Serviço n.º 19, de
15 de Março de 1963, do Quartel General
da Região Militar de Angola, na Ordem de
Serviço n.º 68, de 21 do mesmo mês e ano
do Esquadrão de Cavalaria 107 e na
Revista da Cavalaria do ano de 1963,
páginas 104 e 105;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por despacho de 03
de Abril de 1963, do Comando-Chefe das
Forças Armadas de Angola, publicado na
Ordem do Exército n.º 12 – 3.ª série, de
30 de Abril de 1963;
Louvor Colectivo – Esquadrão de
Cavalaria 107 – por despacho do General
Comandante da Região Militar de Angola,
publicado na Ordem de Serviço n.º 46, de
5 de Junho de 1963, do Comandante da
Região Militar de Angola e na Revista da
Cavalaria do ano de 1963, página 151;
No dia 22 de Agosto de 1963, embarcou no
NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia 4 de Setembro de
1963.
----------------
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
1.º Cabo de Cavalaria,
n.º 306/60
JOSÉ ALEXANDRE DE CASTRO SOARES
ECav107 - RC6
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 12 – 3.ª série, de 30 de
Abril de 1963.
Para efeitos da última parte do Artigo
12.º do Regulamento da Medalha Militar
informa-se que, por despacho de 03 de
Abril, do Comando-Chefe das Forças
Armadas de Angola, foi condecorado com a
Cruz de Guerra de 4.ª classe:
O 1.º Cabo n.º 306/60, José Alexandre de
Castro Soares, do Esquadrão de Cavalaria
107 - Regimento de Cavalaria n.º 6.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 19,
de 15 de Março de 1963, do Quartel
General da Região Militar de Angola e na
Ordem de Serviço n.º 68, de 21 do mesmo
mês e ano do Esquadrão de Cavalaria
107):
1.º Cabo n.º 306/60, José Alexandre de
Castro Soares, do Esquadrão de Cavalaria
107, louvado em 29 de Setembro de 1962,
por sua Ex.º o General Comandante da
Região Militar de Angola, porque no dia
10 do corrente, fazendo parte de um
pequeno grupo de combate que levou a
efeito uma batida na região do Combo,
depois de uma marcha violenta de mais de
10 horas, de noite e sempre debaixo de
chuva, revelou muita coragem e sangue
frio ao entrar sozinho numa cubata
isolada dum acampamento inimigo, onde
chegaram às primeiras horas da manhã do
dia seguinte, tendo ali feito um
prisioneiro, a quem imediatamente
dominou e obrigou a indicar o local onde
se encontrava alojado o bando de
terroristas que infestava aquela região.
A pequena força de que fazia parte, pôde
assim cair de surpresa sobre o referido
bando, abatendo 20, causando vários
feridos e fazendo 3 prisioneiros.
Já no regresso ao aquartelamento, teve
ainda esta praça acção digna de realce
ao ser o seu pequeno grupo de combate
surpreendido por uma emboscada inimiga.
Dois terroristas armados de espingarda
Mauser surgiram a poucos metros de
distância e quando se preparavam para
fazer fogo, este Cabo puxou rapidamente
pela sua arma e, em tiro instintivo,
alvejou os dois terroristas que se
puseram em fuga, lançando-se
seguidamente e sem hesitações, em sua
perseguição, que só não foi coroada de
êxito por, na corrida, ter caído e
ficado seriamente ferido.
----------------
Louvor Colectivo
Esquadrão de Cavalaria
107
Por
despacho de 29 de Maio de 1963, de Sua
Ex.ª o General Comandante da Região
Militar de Angola, publicado na Ordem de
Serviço, de 5 de Junho de 1963 do
Comandante da Região Militar de Angola.
Louva a Companhia [Esquadrão] de
Cavalaria n.º 107, pela maneira
correcta, valente, dinâmica e agressiva
como se houve em todas as circunstâncias
durante a sua permanência na Região
Militar de Angola.
Tendo recebido a missão de garantir as
comunicações entre Salazar e Camabatela
numa época particularmente difícil,
houve-se por forma tão abnegada e
corajosa, alardeando tal espírito que,
desde então, pôde ser apontada como
exemplo.
O elevado valor combativo, e espírito de
missão, a coesão moral do pessoal e o
valor dos quadros, possibilitou-lhe o
desencadeamento de muitas e notáveis
acções podendo citar-se, entre outras,
as de Luinga, Quissembe, Rio Mandule,
Rio Manduge, Cazua, Tango e Curi, onde
causou pesadas baixas ao inimigo,
consequência de uma acção rápida,
decidida, voluntariosa, e oportuna.
A juntar aos predicados que definem a
CCav107 [ECav107] como uma eficiente
unidade de combate há, também, uma
personalidade fortemente vincada e um
alto espírito de corpo que se traduzem
por um irrepreensível aprumo dos seus
oficiais, sargentos e praças e uma
impecável apresentação em todas as
circunstâncias.
Pelo valor e determinação das suas
acções de campanha e pelas qualidades
militares reveladas pelo seu pessoal, a
CCav107 [ECav107] atingiu um alto nível
entre as unidades da Região Militar de
Angola, devendo a sua acção ser
considerada prestigiante para a Arma de
Cavalaria a que pertence e digna de ser
apontada como padrão das melhores
Companhias de Angola.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1963. Página 151)
----------------
Notícia da partida do NTT
'Vera Cruz' - 05Mai1961 para Luanda.
Clique na imagem que se segue para
ampliação

----------------
Notícia
da chegada do NTT 'Niassa' - 04Set1963 à
Metrópole
Clique na imagem que se segue para
ampliação


|