Florentino José Santos, Soldado Atirador de
Cavalaria, n.º 419/60.
Mobilizado
pela Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «MENS
AGITAT MOLEN» para servir Portuigal na Província
Ultramarina de Angola;
No dia 3 de Junho de 1961, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’,
integrado no
Esquadrão de Cavalaria 122
(ECav122) «MENS AGITAT MOLEN»,
rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 12 de
Junho de 1961;
A sua subunidade de cavalaria, em Junho de 1961, foi
colocada em Aldeia Viçosa, depois, em Setembro de 1961,
foi transferida para Vila Salazar, onde se manteve até
Junho de 1962, altura em que rodou para Nova Caipemba;
em Agosto de 1962 foi transferida para o Bembe, seguindo
depois para Luanda, em Dezembro de 1962; em Maio de 1963
foi colocada em Bolongongo; em Junho de 1963 regressou a
Luanda;
No dia 22 de Agosto de 1963, embarca no NTT ‘Niassa’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 4 de
Setembro de 1963;
Agraciado com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com
palma, pela Portaria 12 de Fevereiro de 1963, publicado
na Ordem de Exército n.º 9 – 3.ª série, de 1963;
Condecorado com a Medalha Comemorativa de Serviços
Especiais das Forças Armadas Portuguesas, com a
inscrição “Angola 1961-63”, pelo despacho de 30 de Abril
de 2009, publicado na Ordem do Exército n.º 5/2009 – 3.ª
série, pág. 70, de 31 de Maio.
Louvores
colectivos:
1.º - Em 23 de Setembro de 1962, pelo
Comandante do Sector Operacional, in
Revista da Cavalaria, edição do ano de
1962, pág. 206;
2.º -
Por despacho de 5 de Julho de 1963, de Sua
Ex.ª o General Comandante da Região Militar de
Angola, in Revista da Cavalaria, edição 1963, pág.s
162 a 164.
Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma
Soldado de Cavalaria, n.º 419/60
FLORENTINO JOSÉ SANTOS
ECav122 - EPC
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma
Transcrição da portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 9 – 3.ª série, de 1963:
Por Portaria de 12 de Fevereiro de 1963:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor
Militar, com palma, por ter sido considerado ao abrigo
do artigo 7.º, com referência ao parágrafo 2.º do artigo
8.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Soldado n.º 419/60 do Esquadrão de Cavalaria
122, Florentino José dos Santos, que na madrugada de 16
de Agosto de 1962, ao ser gravemente ferido pelo
rebentamento de uma mina sob a viatura em que era
transportado, na estrada Toto - Bembe, demonstrou um
sangue frio extraordinário e um moral elevadíssimo,
encorajando os seus camaradas menos animosos e
contribuindo, com o seu extraordinário espírito de
abnegação e sacrifício, para a rápida normalização da
situação.
Deitado na estrada, com ambas as pernas fracturadas, no
meio de gritos e lamentos das vítimas do engenho
inimigo, proferiu, entre outras as seguintes frases:
"coragem, é preciso ter coragem, isto ainda podia ser
pior" e "as pernas já estão, mas ficam as mãos".
Posteriormente, após ter-lhe sido amputado um pé,
continuou a manter um moral e uma força de ânimo tais,
que verdadeiramente impressionaram, tanto os seus
superiores como os próprios camaradas.
Por este acto de rara abnegação, valentia e coragem,
patenteou as mais altas virtudes militares dum
verdadeiro Soldado português, ganhando jus ao público
reconhecimento pelos seus sacrifícios em terras de
Angola.
Ministério do Exército, 12 de Fevereiro de 1963.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.
