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Condecorações

José Augusto Sabino, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 248/61, do ECav149

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

José Augusto Sabino


1.º Cabo de Cavalaria, n.º 248/61


Esquadrão de Cavalaria 149
«ESQUADRÃO DOS MORCEGOS»


Angola: 07Jul1961 a 30Set1963


Cruz de Guerra de 4.ª classe


4 Louvores Individuais


1 Louvor Colectivo
 


José Augusto Sabino, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 248/61;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


Em 28 de Junho de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado no Esquadrão de Cavalaria 149 (ECav149) «ESQUADRÃO DOS MORCEGOS», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 07 de Julho de 1961;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Rui Coelho Abrantes, foi colocada em Ambriz; em Setembro de 1961 foi transferida para Mabubas; depois, sucessivamente, em Novembro de 1961 no Caxito; em Março de 1962, o comandante do Esquadrão foi substituído pelo Capitão de Cavalaria Rui dos Santos Ferreira Fernandes; em 18 de Junho de 1962 em Mucondo, onde reforçou o dispositivo do Batalhão de Caçadores 186 (BCac186) «AÇO» - «DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»; em Dezembro de 1962 em Bolongongo; em Março de 1963 em Viana; em Julho de 1963 regressou a Mabubas; em Setembro de 1963 em Luanda;


Em 30 de Setembro de 1963 embarcou no NTT 'Vera Cruz' de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 10 de Outubro de 1963
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Os Louvores e a Condecoração:


Publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1962, páginas 64 a 66
 

PRIMEIRO LOUVOR


Decisão de 01 de Novembro de 1961, do Senhor Capitão Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149:


“LOUVADO porque, corno apontador de morteiro 6 cm, durante a reacção a uma emboscada feita pelo inimigo na região de Quijoão, o fez com prontidão, apesar de se encontrar ferido. Superando o seu sofrimento, executou fogo durante toda a acção, cônscio do valor que a sua arma representa na acção conjunta do pelotão. Depois de haver recebido curativo e apesar de não poder seguir sentado, devido ao ferimento sofrido, voluntariamente, tornou a ocupar o seu lugar, perante a expectativa dos seus chefes e camaradas, que julgavam não ser possível tal decisão.


É exemplo digno de registo, não só pela serenidade e coragem demonstrada no combate, mas também pela capacidade de sacrifício e resistência ao sofrimento que proporcionaram ao seu pelotão não se ver privado do seu elemento imprescindível.”


SEGUNDO LOUVOR


Decisão de 01 de Novembro de 1961, do Senhor Capitão Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149:


“LOUVADO porque num curto prazo de tempo adquiriu uma técnica de funcionamento e tiro com o morteiro 6 cm de forma a conseguir realizar fogo para os objectivos designados sem necessitar de aparelho de pontaria e suporte da referida arma.


A sua acção foi de molde a inspirar uma confiança entre os seus chefes e camaradas, que muito contribuiu para o bom êxito das missões de que o pelotão a que pertence foi incumbido.”

TERCEIRO LOUVOR


Decisão de 17 de Março de 1962, do Senhor Capitão Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149:


“LOUVADO porque, como quarteleiro do Esquadrão, não se poupou a esforços para construir os armários necessários à arrecadação e condicionamento do material, mostrando bem a compreensão da responsabilidade que lhe cabe no desempenho da sua missão, não regateando trabalho e dedicação para que o Esquadrão disponha já de meios tão necessários ao controle e responsabilidade do material distribuído e ainda porque, com a sua persistência e zelo, consegue manter em bom estado de conservação e limpeza o material tão necessário à execução das missões impostas.”

QUARTO LOUVOR
 

Despacho de 29 de Maio de 1962, de Sua Excelência o Brigadeiro Comandante do Sector Operacional:


“LOUVADO porque, nas operações em que o seu Esquadrão tomou parte, além de ter sempre demonstrado uma elevada competência técnica na utilização da sua arma, que lhe mereceu a maior confiança e admiração de parte dos seus comandos e camaradas, deu também provas de grande coragem, decisão, serena energia e sangue-frio debaixo de fogo, quando especificadamente no dia 13 de Setembro de 1961, na região de Quijoão, numa emboscada de que foi alvo a sua Unidade, apesar de ferido, não deixou de continuar no seu posto acompanhando o morteiro de que era apontador e de prosseguir na acção, não obstante o seu sofrimento, com perfeita noção das responsabilidades que lhe competiam e da importância da missão de que o seu Pelotão fora incumbido, atitudes estas que muito o honram como militar.”


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 69, de 29 de Agosto de 1962, do Quartel-General da Região Militar de Angola)


CONDECORAÇÃO


Despacho de 15 de Dezembro de 1962, de Sua Excelência o General Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Angola:


“AGRACIADO com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35667, de 238 de Maio de 1946”


(Publicado na Ordem do Exército n.º 4 – 3.ª série, de 1963)


LOUVOR COLECTIVO:


Ordem de Serviço n.º 2, do
Quartel General da Região Militar de Angola, de 5 de Janeiro de 1962
 

O General Comandante da Região Militar de Angola, LOUVA o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149, porque tendo recebido, na operação «Viriato», uma missão idêntica à que foi atribuída a unidades de escalão superior (abertura de itinerários convergentes em Nambuangongo) conseguiu com os seus limitados meios e os reforços que lhe puderam ser fornecidos (1 Pelotão de Reconhecimento, 1 Pelotão de Engenharia, 1 Pelotão de Caçadores e 1 Secção de Morteiros 81) alcançar um sucesso digno de maior admiração, porquanto atingiu Nambuangongo, pelo itinerário mais longo, apenas com o atraso de 16 horas sobre a força que aí chegou primeiro, apesar de ter iniciado as operações dias depois. O espírito de sacrifício, a fé nos altos desígnios da Nação e a coragem, acompanharam sempre todo o pessoal do ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149, o que permitiu que esta Unidade vencesse todas as dificuldades, mormente as lhe foram opostas pelo adversário, ou se cobrisse de glória justificando plenamente que “MAIS FAZ QUEM QUER DO QUEM PODE”.

Não menos brilhante foram as actuações desta Unidade quando, após um dia de descanso em Nambuangongo, se lançou sobre QUIPEDRO, distando cerca de 75 Kms., onde foi estabelecer, no curto prazo de três dias, a ligação com uma Força de Paraquedistas que ali tinha sido lançada e que depois rendeu, e a colaboração que prestou, 15 dias mais tarde, na Operação desencadeada na PEDRA VERDE, actuando sobre a linha natural de retirada do inimigo. Em todas estas operações, que se desenrolaram no período que decorreu entre 25 de Julho e 27 de Setembro, o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149 atravessou regiões infestadas de terroristas sob o inteiro controle destes, percorreu aproximadamente 1.000 Kms. e desobstruiu e melhorou 400 Kms de itinerários tornados intransitáveis pela organização rebelde.

O número de baixas sofridas pelo ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149 - 4 [5] mortos e 40 feridos, dos quais 6 irrecuperáveis - é suficientemente expressivo e constitui o pesado tributo da glória que alcançou.

OS MORTOS DO ESQUADRÃO DE CAVALARIA 149:


António de Oliveira Gaspar, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 291/61 - † 06Out1961


Joaquim Ferraz de Aguiar, Soldado Explorador, n.º 267/60 - † 31Ago1961


José Manuel Vicente Pires, Soldado Atirador Explorador, n.º 134/60 - † 09Jul1962


Manuel de Sousa, 2.º Sargento de Cavalaria, n.º 1954/G/180 - † 03Ago1961


Paulo António Neves Mota, 2.º Sargento de Cavalaria, n.º 1953/B/2049 - † 29Ago1961

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Notícia: 28 de Junho de 1961 - Partida do ECav149

 

Partida do NTT "Vera Cruz" com destino à Província Ultramarina de Angola e de um outro com destino à Província Ultramarina da Guiné (Diário de Lisboa, n.º 13843, de 28Jun1961):

 

Clique na imagem que se segue para ampliação

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Notícia: 10 de Outubro de 1963 - Regresso do ECav149

 

Chegada do NTT "Vera Cruz" à Gare Marítima da Rocha do Conde Óbidos

(Diário de Lisboa, n.º 14663, de 10Out1963):

 

Clique na imagem que se segue para ampliação

 

 


 

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