Eliseu Augusto Baptista, Soldado de
Cavalaria, do ECav403/GCav1
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas, mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Eliseu
Augusto Baptista
Soldado de Cavalaria n.º 86/67-EP
Esquadrão de Cavalaria 403
Grupo de Cavalaria 1
«DRAGÕES DE Angola»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Prémio
Governador-Geral de Angola

Eliseu Augusto Baptista, Soldado de
Cavalaria n.º 86/67-EP.
Mobilizado
pela Região Militar de Angola
(RMA)
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
para servir Portugal naquela Província Ultramarina,
integrado no Esquadrão de Cavalaria 403 do Grupo de
Cavalaria 1 «DRAGÕES DE Angola».

Louvado
por feitos em combate no teatro de operações de Angola,
publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 27 de Setembro
de 1967, do Quartel-General da Região Militar de Angola.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, por
despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Angola, de 24 de Outubro de 1967, publicado na Ordem do
Exército n.º 36 – 3.ª série, de 1967, e referenciado no
Jornal do Exército n.º 98, página 32, de Fevereiro de
1968:
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 86/67-EP
ELISEU AUGUSTO BAPTISTA
ECav403/GCav1 - RMA
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 36 – 3.ª
série, de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de
1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 24 de Outubro de 1967:
O Soldado n.º 86/67-EP, Eliseu Augusto Baptista, do
Esquadrão de Cavalaria n.º 403 do Grupo de Cavalaria n.º
I - Região Militar de Angola.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 27 de Setembro
de 1967, do Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Louvado o Soldado n.º 86/67-EP, Eliseu Augusto Baptista,
do Esquadrão de Cavalaria n.º 403, pelas excelentes
qualidades de combatente reveladas durante mais de 20
meses na actividade operacional desenvolvida pelo
Esquadrão de Cavalaria n.º 403, com particular
relevância para a que tem sido cumprida na zona de
intervenção leste da Região Militar de Angola.
Agressivo, mas eficiente e sereno, voluntariamente
chamou a si funções que exigem capacidade física,
desembaraço, valentia e muita vontade.
Por esta forma, este militar cedo se distinguiu como um
elemento chave, tradicional nas saídas do Esquadrão, de
bazooka em punho. No decurso da Operação "Boleia" e
quando a sua viatura, da testa da coluna, é atacada por
fogo cerrado e mortífero do inimogo, em que todos os
ocupantes daquela são atingidos pelas primeiras rajadas
e estilhaços das granadas, o soldado Eliseu Baptista,
embora ferido numa perna, reage com rara prontidão e
serenidade, indiferente ao fogo do inimigo.
Empunhando a sua bazooka que nunca largou, procurou
posição, e de pé, a peito descoberto, fez fogo, numa
demonstração de muita valentia, coragem, decisão, serena
energia debaixo de fogo e espírito de sacrifício,
circunstância que muito honra a Unidade e a Arma de
Cavalaria a que pertence e, sobretudo, prestigia o
Exército Português.
Prémio
Governador-Geral de Angola
Distinguido
com o Prémio Governador-Geral de Angola, publicado no
Jornal do Exército n.º 103, página 23, de Julho de 1968:
Soldado Eliseu Augusto Baptista
Pelas «excelentes qualidades de combatente que tem
revelado, sendo considerado como um elemento-chave
tradicional nas acções da sua Unidade, pela forma
serena, corajosa e decidida como utiliza a sua bazuca.
Foi de especial realce a sua actuação no decorrer da
Operação «Boleia», quando a sua viatura, da testa da
coluna, foi atacada por fogo cerrado e mortífero do IN,
em que todos os ocupantes daquela foram atingidos pelas
primeiras rajadas e estilhaços das granadas, pois embora
ferido numa perna, reagiu com rara prontidão e
serenidade, indiferente ao fogo IN. Empunhando a sua
bazuca, que nunca largara, procurou posição, e de pé, a
peito descoberto, fez fogo, numa demonstração de muita
valentia, coragem, decisão, energia serena debaixo de
fogo e espírito de sacrifício».


Foto extraída do Jornal do Exército
n.º 103, página 23, de Julho de 1968,
e que foi posteriormente processada por inteligência
artificial.