
Joaquim
Luís
Soldado de
Cavalaria, n.º 117/64
Esquadrão de Reconhecimento 693
«SEMPRE CAVALEIROS»
Guiné: 21Jul1964 a 14Mai1966
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual e Colectivo
Joaquim Luís,
Soldado de Cavalaria, n.º 117/64;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 8 (RC8 -
Castelo Branco) «DRAGÕES DA BEIRA
BAIXA» - «DULCE ET DECORUM EST PRO
PATRIA MORI» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 15 de Julho de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘António Carlos’, integrado no
Esquadrão de Reconhecimento 693
(ERec693) «SEMPRE CAVALEIROS», rumo
ao estuário do Geba, onde
desembarcou no dia 21 de Julho de
1964;
A
sua subunidade, comandada pelo
Capitão de Cavalaria Jaime Alexandre
Santos Marques
Pereira,
após o desembarque, seguiu para
Bafatá, a fim de substituir o
Esquadrão de Reconhecimento 385
(ERec 385) como subunidade de
reserva móvel do sector do Batalhão
de Caçadores 506 (BCac506) e depois
do
Batalhão
de Cavalaria 757 (BCav757)
«ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA” -
«JUNTOS VENCEREMOS»; de
8
de Novembro de 1964 a 7 de Abril de
1966, destacou um pelotão para
Farim, onde reforçou o dispositivo
do Batalhão de Cavalaria 490
(BCav490) «SEMPRE EM FRENTE» e
depois o
Batalhão
de Artilharia 733 (BArt733)
«VLOROSOS,
AUDAZES,
CORAJOSOS»; por períodos variáveis,
destacou pelotões para reforço de
outros sectores, nomeadamente para
Mansoa, de 14 de Janeiro a 31 de
Maio de 1965, em reforço do Batalhão
de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», ou
para reforço temporário
das
guarnições de Canquelifá, de 11 de
Agosto a 6 de Setembro de 1964 e de
24 de Fevereiro a 29 de Março de
1965, Piche e Sare Ganá; a partir de
1 de Junho de 1965, passou à
dependência operacional do Comando
de Agrupamento 24 (CmdAgr24)
«PREVISÃO E ACÇÃO»,
mantendo
a anterior missão de patrulhamento,
escoltas, emboscadas e protecção,
segurança e limpeza de itinerários e
intervenção em operações
destacando-se a operação "Início",
na região de Dunane, em 18 de
Julho
de 1965 a operação "Aurora" na
região de Banjara, de 27 de Abril a
9 de Maio de 1966, entre outras;
continuou a ceder pelotões para
reforço de diversos sectores,
nomeadamente
do Batalhão de Cavalaria 757
(BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA
SERÁ NOSSA” - «JUNTOS VENCEREMOS» e
depois do Batalhão de Caçadores 1856
(BCac1856)
«UBI
GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», em
Bafatá, desde princípios de Janeiro
de 1966 e do Batalhão de Cavalaria
705 (BCav705) «CAVALEIROS MARINHOS»
- «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»,
em Piche, desde finais de Março de
1966; em 13 de Maio de 1966, foi
substituído pelo Esquadrão de
Reconhecimento 1578 (ERec1578)
«ADEANTE» e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de efectuar o embarque
de regresso;
Louvado por feitos em combate na
Província Ultramarina da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
73, de 03 de Setembro de 1965, do
Quartel-General
do
Comando Territorial Independente da
Guiné e na Revista da Cavalaria do
ano de 1966, página 139;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe, pelo despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné, de
19
de Março de 1966, publicado na Ordem
do Exército n.º 13 – 3.ª série, de
10 de Maio de 1966;
Louvor Colectivo – Esquadrão de
Reconhecimento 693 – publicado na
Ordem de Serviço n.º 56, de 10 de
Maio de 1966, do Comando de
Agrupamento 24 (CmdAgr24) «PREVISÃO
E ACÇÃO» e na Revista da Cavalaria
do ano de 1966, páginas 175 e 176;
No dia 14 de Maio de 1966, a sua
subunidade de cavalaria, embarcou no
NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia 20 de Maio
de 1966.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 117/64
JOAQUIM LUÍS
ERec693 - RC8
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª
série, de 10 de Maio de 1966.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 19 de
Março de 1966:
O Soldado n.º 117/64, Joaquim Luís,
do Esquadrão de Reconhecimento n.º
693, adstrito ao Batalhão de
Cavalaria n.º 705 -Regimento de
Cavalaria n.º 8.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
73, de 03 de Setembro de 1965, do
Quartel-General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvado o Soldado n.º 117/64,
Joaquim Luís, do Esquadrão de
Reconhecimento n.º 693, porque
durante a operação "Início", como
apontador de uma ML Madsen, revelou
extraordinária serenidade e coragem,
debaixo de fogo, confirmando as
qualidades que anteriormente e
noutras circunstâncias havia
revelado.
Quando foi necessário saltou da sua
viatura, ocupou sempre as mais
perigosas posições, desprezando
valentemente a sua vulnerabilidade e
prestando por sua iniciativa todo o
apoio à movimentação do seu
Comandante de Pelotão, esquecendo-se
inteiramente de si próprio para,
abnegadamente, acorrer aos camaradas
que mais necessitavam, dando assim
um nobre exemplo de decisão e
camaradagem que importa realçar.
ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO N.º 693
(Ordem
de Serviço n.º 56 de 10 de Maio de
1966 do Comando de Agrupamento 24)
Louvo
o Esquadrão de Cavalaria n.º 693,
porque durante cerca de um ano em
que constituiu reserva deste Comando
revelou ser uma Unidade coesa,
disciplinada, moral elevado, óptima
preparação operacional,
voluntariosa, forte espírito
combativo, sempre pronta a acorrer
onde a situação requeresse sua
presença mesmo em cumprimento de
missões não específicas do seu
emprego.
Se bem que poucas vezes tivesse
tomado parte globalmente em
Operações e nessas não tivesse
havido oportunidade para demonstrar
suas reais possibilidades, estas não
deixam de ser sempre bem
evidenciadas quando a qualquer dos
seus pelotões isolados essa
oportunidade se ofereceu, sendo
justo destacar a actuação de um
deles na operação «Início», a 18 de
Julho de 1965, e de outro na
operação «Lumiar», a 2 de Maio de
1966.
Mercê da qualidade dos seus
Oficiais, Sargentos e Praças, com
relevo para o espírito de
compreensão, dedicação, entusiasmo e
proficiência do seu Comandante, o
Esquadrão de Reconhecimento 693
conquistou no Sector Leste um
ambiente de confiança e reputação
digno de registo e que na hora da
despedida me apraz realçar, certo de
que honrou em terras da Guiné a Arma
de Cavalaria e prestigiou o
Exército.
(in
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
páginas 175 e 176)