1.º
Cabo de Infantaria, n.º 10113572
EDUARDO SOARES PEREIRA BRÁS
CCac 4540 — RI 15
GUINÉ
4.ª CLASSE (Título
póstumo)
Nota
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 35 — 3.ª série, de 1975.
Agraciado, com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
20.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
566/71, de 20 de Dezembro de 1971,
por despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 10 de
Outubro de 1974, a título póstumo, o
1.º Cabo de Infantaria, n.º
10113572, Eduardo Soares Pereira
Brás, da Companhia de Caçadores n.º
4540 — Regimento de Infantaria n.º
15.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 46, de 09 de
Outubro de 1974, do CCFAG):
Louvo,
a título
póstumo
Nota,
o 1.° Cabo de Infantaria, n.º
10113572, Eduardo Soares Pereira
Brás, da Companhia de Caçadores n.º
4540, pelas excelentes qualidades
militares reveladas durante a sua
comissão de serviço no Teatro de
Operações da Guiné, com especial
relevo para o seu comportamento
corajoso, decidido, abnegado e de
grande serenidade em combate,
debaixo de fogo e em frente ao
inimigo.
Dentre a sua actividade operacional,
destacam-se as actuações tidas nas
acções "Texugo LXXIX" e "Tescolta
VIII", realizadas em Mai73, em área
muito sensível do Sul da Província.
Na primeira, ao ser accionada, por
comando a distância, uma mina sob a
viatura em que se deslocava,
manteve-se sereno, firme e reagiu
pelo fogo em protecção dos camaradas
que procuravam instalar-se nas
proximidades, tomando parte na
perseguição do inimigo. Na segunda
acção referida, como a coluna auto
em que se integrava sofresse
violenta emboscada e apesar dos
ferimentos com que ele e os seus
camaradas foram atingidos, reagiu
com decisão e oportunidade com o
fogo da arma de apoio que utilizava,
deslocando-se, sem abrigo, debaixo
de fogo, para local onde pudesse
municiar-se por si próprio,
contribuindo eficazmente para a fuga
do inimigo, após o que consentiu na
sua evacuação,
vindo a falecer posteriormente
Nota
devido aos
ferimentos recebidos.
Por todas as qualidades referidas,
de que deu inequívocas provas em
campanha, o 1.º Cabo Brás afirmou-se
um nobre exemplo, que muito honra o
Exército e merece pública distinção.
Nota:
As partes do texto em realce, não
correspondem a factos
As imagens da cerimónia realizada no
dia 22Jul2017, em Marco de
Canaveses, extraídas do facebook, no
sítio daquele Município:



Comentário
do veterano J. C. Abreu dos Santos:
Ontem, após um m/ camarada-d'armas
me ter feito chegar as fotos anexas,
fiquei (e continuo a estar) abismado
com tamanha desfaçatez por parte de
um paisano (!) - aparentemente o
promotor do evento -, o qual, no
caso em apreço, no pretérito
22Jul2017 em Marco de Canaveses e
perante diversas entidades - de
entre as quais se notavam o
presidente da edilidade, alguns
oficiais em representação dos três
Ramos das Forças Armadas, o
vice-presidente da direcção-central
da LC e membros do núcleo local -,
se arrogou qualificativo de oficial
superior do Exército, no activo.
Em meu entendimento, somente a um
oficial superior do Exército, no
activo e devidamente fardado, ou ao
comandante supremo das Forças
Armadas, lhe advém competência para
a imposição - ademais em acto
público, a um militar ou ex-militar,
agraciado -, de condecoração militar
do teor em causa, seja, Medalha da
Cruz de Guerra, por distintos feitos
em combate.
Por outro lado, tendo sido aquele
veterano de guerra - Eduardo Soares
Pereira Brás -, anteriormente
notificado para comparecer àquele
acto (que deveria ter ocorrido em
inequívoca solenidade), e informado
de como aquele cerimonial iria
decorrer, ao aceitar ir receber a
sua merecida condecoração nos moldes
registados em fotografias –
divulgadas através da rede social 'facebook'
-, consciente ou inconscientemente,
voluntária ou involuntariamente,
também contribuiu implicitamente
para a muito pouco digna relevância
daquele acto.
Não tendo bastado que em Ordem do
Exército, lhe houvesse sido "a
título póstumo" (?) atribuída tal
distinção honorífica, nos idos de
1975, e naquele ano dado como morto!
Nesta oportunidade, manifesto o meu
veemente protesto.
Não estamos a tratar de medalhística
futeboleira!!!



